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Craque Gerson é entrevistado na série "Os Setentões" neste domingo na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil 
O ex-jogador e comentarista esportivo Gerson, o Canhotinha de Ouro, é o quinto convidado de Sergio du Bocage na série "Os Setentões" que vai ao ar no programa No Mundo da Bola deste domingo (21), às 21h, na TV Brasil.

Campeão mundial com a seleção brasileira na Copa de 1970, no México, Gerson está com 78 anos e desde que pendurou as chuteiras atua como comentarista esportivo. Em sua carreira, conquistou títulos de expressão por Flamengo, Botafogo, São Paulo e Fluminense, seu time de coração.

No estúdio, ao vivo, o debate esportivo recebe os jornalistas Roberto Assaf que está lançando seu novo livro "Seja no Mar, Seja na Terra - 125 anos de histórias" sobre o Flamengo, e Rodrigo Mattos, blogueiro de esportes do portal UOL.

Os convidados discutem os resultados das decisões dos principais Campeonatos Estaduais com o comentarista titular Márcio Guedes e o apresentador Sergio du Bocage. Também abordam as contratações do Fluminense e as partidas realizadas pela Copa do Brasil essa semana.

A série especial "Os Setentões" já recebeu personalidades como Carlos Alberto Parreira, Evaristo de Macedo, Antonio Lopes e Joel Santana. Os próximos convidados de Sergio du Bocage são ícones como os ex-treinadores Valdir Espinosa e Zé Mário.

As entrevistas exclusivas ficam disponíveis no site do No Mundo da Bola na página da TV Brasil (http://tvbrasil.ebc.com.br/nomundodabola). Trechos também serão veiculados no programa Stadium, da TV Brasil, e na programação da Rádio Nacional.

Dom com a canhotinha

O programa No Mundo da Bola exibe esta semana a primeira parte da entrevista exclusiva que Gerson concede ao amigo Sergio du Bocage, apresentador da mesa redonda em que o próprio canhotinha já foi comentarista.

Durante a descontraída conversa gravada pela TV Brasil, o ex-atleta recorda o tempo em que jogou ao lado de craques como Pelé, Garrincha, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Rivellino e tantos outros.

No papo, Gerson brinca sobre o dom que tem com a perna esquerda. "Você não aprende a jogar futebol. Você já nasce sabendo e aperfeiçoa a técnica que já tem", explica o ex-meia-armador que se destacava pela precisão dos seus lançamentos de longa distância.

Em relação aos astros do futebol que foram sua referência na infância, quando ainda dava os primeiros chutes no clube Canto do Rio, em Niterói, o habilidoso jogador cita personalidades do passado como Didi, Zizinho e Jair da Rosa Pinto.

Carreira marcada pela liderança

Efetivado nos profissionais pelo Flamengo no final dos anos 1950, o canhotinha de ouro se consagrou no Botafogo onde foi um grande ídolo na década de 1960. Lá ganhou a definitiva projeção e o título expressivos.

Contador de histórias, Gerson tem muitos episódios marcantes da carreira para lembrar. Ele recorda da época em que atuava pelo Glorioso junto com o genial Garrincha. "Seja na seleção ou no Botafogo não tinha esquema tático. Bastava deixar a bola com o Mané que ele fazia tudo",

Líder dentro e fora de campo, Gerson fez muitas amizades no universo do futebol. Ele fala das disputas contra parceiros como Pelé e Rivellino, jogadores do Santos e Corinthians, respectivamente, durante sua passagem pelo São Paulo depois da Copa do Mundo do México. Também fala sobre o encerramento da carreira no Fluminense em meados da década de 1970.

Sensibilidade ao falar sobre a família 

Apesar da fama de falar muito, Gerson também tem um lado sensível muito aflorado que demonstra na entrevista para Sergio du Bocage ao falar sobre a esposa e a família. Ele se emociona ao comentar sobre a influência fundamental dessas pessoas queridas em sua vida.

Sem papas na língua, o convidado fala sobre a polêmica propaganda do comercial de cigarro que fez após a aposentadoria nos anos 1970. Ele lamenta a repercussão negativa do fato e insiste que foi mal interpretado. A campanha publicitária deu origem a chamada "Lei de Gerson" que remete ao jeitinho brasileiro que gosta de levar vantagem em todas as situações.