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TV Brasil lança série de entrevistas "No Álbum da Bola" neste domingo

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Divulgação TV Brasil
O ex-atacante Cláudio Adão abre a série de entrevistas "No Álbum da Bola" que a TV Brasil estreia neste domingo (11), às 21h, no programa esportivo No Mundo da Bola. O veterano bate um animado papo com o jornalista Sergio du Bocage sobre sua trajetória nos gramados. O craque revela mágoa por nunca ter sido convocado para a seleção brasileira principal e conta as dificuldades do trabalho como técnico. 

No estúdio, ao vivo, Bocage e o comentarista titular Márcio Guedes discutem os jogos da rodada do Campeonato Brasileiro, as partidas decisivas da Copa do Brasil e o desempenho dos times do país em competições internacionais com o jornalista inglês Tim Vickery.

O pedido de demissão do ex-técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, após a derrota para o Internacional por 1 a 0, em casa, pelas semifinais da Copa do Brasil, também está na pauta do debate esportivo na tradicional mesa redonda.

Depois do sucesso da série especial "Os Setentões", quadro do programa No Mundo da Bola em que o apresentador Sergio du Bocage recebeu dez grandes personalidades do futebol, entre ex-jogadores, técnicos e cronistas, a emissora pública lança esse novo quadro com outros astros que fizeram sucesso dentro e fora de campo que ainda não chegaram aos 70 anos.

Primeiro convidado, Claudio Adão defendeu, entre 1970 e 1990, as cores dos quatro grandes times do Rio, além de Corinthians, Santos, Cruzeiro e outras equipes do país e até clubes do exterior. Aos 64 anos, ele traça um panorama sobre sua vida profissional no esporte.

Na descontraída conversa com o apresentador da emissora pública, o ex-jogador e agora técnico revela uma mágoa: nunca ter sido convocado para a seleção brasileira principal. "Sou feliz com minha carreira, mas existe esse peso de não ter jogador pelo Brasil. Não tem explicação. Fui artilheiro em quase todos os clubes que passei", recorda Cláudio Adão.

"Daquele timaço do Flamengo no início da década de 1980 só convocaram o Zico e o Júnior. Eu, Andrade, Adílio e Tita, por exemplo, tínhamos esperança de ir para a seleção", completa.

Com quase 600 gols em mais de 20 anos de carreira nos gramados, o ex-atacante considera que a Copa do Mundo em que estava mais preparado e em melhor condição técnica para disputar posição e buscar o tetra foi a de 1982, na Espanha.

Mesmo em grande fase pelos clubes que jogou na virada dos anos 1970 para 1980, o goleador que foi campeão por onde atuou não foi chamado pelos técnicos Claudio Coutinho nem Telê Santana para vestir a Amarelinha naquela época em nenhum jogo, mesmo partida amistosa.

Carreira como técnico e futebol de base

Apesar do lamento, Claudio Adão cita esses dois treinadores como suas referências de técnicos, ao lado de veteranos como Jair Pereira, Joel Santana e Vanderlei Luxemburgo. Sobre a nova geração, o convidado destaca nomes como Roger Machado e Renato Gaúcho.

Claudio Adão afirma que não considera o fato de não ter sido convocado para a seleção principal um caso de racismo já que outros jogadores negros brilharam com a Amarelinha como Pelé, Didi e Jairzinho.

Por outro lado, ele constata a dificuldade que técnicos negros tem para se firmarem profissionalmente em equipes grandes como treinadores de futebol. Além do próprio caso, Claudio Adão cita os exemplos de Jaime de Almeida, Adílio e Andrade, todos ex-jogadores que conquistaram títulos importantes como técnicos.

Claudio Adão ainda critica a base do futebol brasileiro ao relatar que não forma jogadores. Ele explica que outros esportes como atletismo, basquete, vôlei e natação tem ex-atletas da modalidade como técnicos. Segundo o convidado, as pessoas dizem que ex-jogadores não são inteligentes nem estudaram para isso, mas ele discorda dessa afirmação e reprova o excesso de "professores no futebol".