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Diogo Nogueira relembra o histórico álbum "Raça Brasileira" no Samba na Gamboa de quinta na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil
O programa Samba na Gamboa de quinta (30), às 22h30, na TV Brasil, mergulha no universo das rodas de samba com as histórias dos músicos Pedrinho da Flor e Elaine Machado, revelados ao país no marcante LP "Raça Brasileira", de 1985.

No repertório, Diogo Nogueira e convidados recordam canções que se tornaram clássicos do samba. O trio canta sucessos como "Boca sem dente", "Bagaço da laranja", "Camarão que dorme a onda leva" e "Vai vadiar".

Pedrinho da Flor e Elaine Machado contam sua trajetória desde as rodas do Cacique de Ramos e o orgulho de pertencer a uma geração de sambistas que transformou a música que brotava no fundo dos quintais em fenômeno de vendas.

Os artistas destacam a importância de bambas como Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Jorge Aragão, Beto Sem Braço, Zeca Pagodinho e os integrantes do grupo Fundo de Quintal. Ao lado deles, Pedrinho da Flor e Elaine Machado passaram a integrar o "Raça Brasileira", um dos discos mais emblemáticos do movimento que naquele momento era conhecido como "pagode carioca". Produzido por Milton Manhães em 1985 para a gravadora RGE, o disco foi sucesso de crítica e público.

O Raça Brasileira eternizou sucessos como "Leilão", de Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho; "Feirinha da Pavuna", com Jovelina Pérola Negra; "A Vaca", de Ratinho e Zeca Pagodinho; " "Bagaço da Laranja", de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho e "Raça Brasileira", que virou uma canção-hino da época.

Pedrinho da Flor já ganhou samba-enredo em escolas como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Império da Tijuca. Ex-presidente da Flor da Mina do Andaraí, ele integrou as alas de compositores de várias agremiações tijucanas. Foi cantor, compositor e ritmista do grupo de samba "Sambaslan". Apaixonado por carnaval, é autor de sucessos como "Menor abandonado", "Boca sem dente", "Clínica geral" e "Eu menti".

Desde os 17 anos, Elaine Machado sonhava cantar. Até que se aventurou como caloura no Chacrinha. Depois, por causa do casamento, a artista se afastou da vida boêmia. Após sua separação, passou a frequentar a Casa de Bamba de Vila Isabel, onde conheceu Martinho da Vila, Beto sem Braço e Tião Graúna. Beto acabou virando padrinho de Elaine e a levou para o Cacique de Ramos, para várias escolas de samba e locais importantes da época, dando visibilidade ao talento da artista.