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Caminhos da Reportagem traça um panorama e revê a História do choro de Brasília

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Divulgação TV Brasil
Na quinta (27), às 21h, o Caminhos da Reportagem presta homenagem aos chorões de Brasília. O programa revê a História desse ritmo antigo que continua a conquistar as novas gerações.

A equipe de reportagem revela que muitos apaixonados pela música migraram para a nova capital federal ainda na época da construção de Brasília. Com o tempo, o choro foi se consolidando e os chorões começaram a realizar saraus nas tardes de sábado. Pernambuco do Pandeiro, o bandolinista Arnoldo Veloso, Jacob do Bandolim e muitos outros se reuniam para tocar.

Primeiro, os encontros aconteciam no apartamento do cavaquinhista Raimundo de Brito e depois, quem cedeu a sala de casa foi a flautista Odete Ernest Dias. A partir dessas reuniões, surgiu a ideia da criação do Clube do Choro de Brasília, fundado em setembro de 1977. O primeiro presidente do clube foi o citarista Avena de Castro.

O Clube do Choro de Brasília já foi palco de mais de quatro mil shows, apreciados por uma plateia de 750 mil pessoas. "O choro que é feito em Brasília percorre os cinco continentes, despertando o interesse, a curiosidade de universidades, escolas, festivais pelo mundo todo", afirma o músico Reco do Bandolim.

O artista foi o responsável pela fundação da Escola de Choro Raphael Rabello, a primeira no país dedicada ao ensino do choro. Neste ano, a escola completa 22 anos e por lá já passaram mais de 1,1 mil alunos.

As novas gerações se dedicam ao gênero e mantém acesa a chama em Brasília. O músico Ian Coury, de 18 anos, começou cedo. Encantou-se pelo bandolim aos oito anos e desde então não parou de tocar. Sua carreira já é reconhecida internacionalmente.

O grupo Sai da Frente (Junior Viegas, Nelsinho Serra, Victor Angeleas e Vinícius Viana) recebeu em 2008 o maior prêmio da música independente musical, o Independent Music Award.

O Caminhos da Reportagem apresenta ainda o gaitista Gabriel Grossi, finalista do Grammy Latino por três vezes, e uma conhecida família de chorões: José Américo Mendes, seus filhos Fernando César, Hamilton de Holanda e o neto Bento Tibúrcio. Os músicos contam como se encantaram pelo choro e compartilham a alegria de se fazer parte da História do choro em Brasília.