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Resiliência, estresse e superação em debate no Sem Censura de quinta na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil
Edição especial inédita do Sem Censura gravada no estúdio da TV Brasil reúne o psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py e a pedagoga Maria Regina Angeiras para um papo sobre a chamada "resiliência" – capacidade de uma pessoa retornar à estabilidade emocional após um momento de conflito ou trauma. Ao lado dos apresentadores Bruno Barros e Vera Barroso, os especialistas ainda debatem estresse, educação especial, perdas e evolução pessoal. O programa vai ao ar às 18h de quinta, dia 27.

“Um exemplo clássico (de resiliência) é o bambu. O vento sopra, inclina o bambu, que depois volta para o lugar”, explica Py. “E volta mais forte, o que é característico da resiliência humana. A gente aprende com a pressão, com a dificuldade, e quando a gente volta, volta mais capaz de enfrentar a pressão.”

De acordo com Py, o estresse que um baixo grau de resiliência emocional pode gerar se dá por um processo instintivo de enfrentamento ou fuga, relacionado a situações de perigo. Quando em risco, os organismos se preparam para lutar ou fugir. Com isso, adrenalina entra em atividade, pressão sobe, coração e respiração se aceleram. Seja lutando ou fugindo, gasta-se a energia gerada.

“O problema do civilizado é que essa energia não é gasta, porque as pessoas não estão nem correndo nem brigando”, observa o psicanalista. “Estão tensas, enfrentando problemas geralmente sentadas numa cadeira. Mas o organismo reage como se fosse para uma luta ou fuga. Essa energia toda que o organismo levanta para botar para fora fica contida. Esse é o mal que o estresse causa: a energia contida que fica circulando e não é descarregada.”

Para a pedagoga Maria Regina Angeiras, cuja história de vida é um exemplo de superação, “ou você continua caminhando e transformando seu caminho, sendo protagonista, aprendendo com os erros, (perguntando-se) o que pode fazer para modificar, ou você cruza os braços e fica como mero espectador.”

Angeiras perdeu o filho, Luiz Alberto, em 1994. Mas aprendeu como viver com a perda e a canalizar os sentimentos. “Saudades, claro, são muitas. Tristeza, não. Preciso agradecer a Deus todos os dias pelo tempo que ele ficou comigo. Ele apenas foi antes de mim“, revela.

“Das coisas que vão acontecendo na vida, a gente controla algumas. Outras, não. A gente tem que conviver bem com isso”, observa Py, que relembrou o ensinamento budista de que 'a vida é sofrimento'. E para todos.

“Quando a gente está sofrendo, tende a se sentir como se tivesse sido escolhido para sofrer, condenado ao sofrimento, e não é capaz ou tem dificuldade de perceber que o sofrimento está aí para todo mundo. Todo mundo sofre, todo mundo tem problemas, todo mundo tem dificuldades. A gente tem de conviver com isso e tocar a vida”, conclui.

Apresentado por Vera Barroso, Katy Navarro, Bruno Barros e Carol Rocha, o Sem Censura tem meia hora de duração e extensão de 15 minutos no Facebook. A interação com o público se dá via hashtag #semcensura no Twitter, Instagram e Facebook. O programa foi um dos primeiros da TV brasileira a abrir espaço para a participação dos telespectadores, em 1985.