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Globoplay estreia documentário sobre a história de Marielle Franco

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Divulgação Globo
As perguntas sobre o que aconteceu na noite do dia 14 de março de 2018, no Estácio, bairro do Centro do Rio de Janeiro, seguem sem respostas. "Marielle - O Documentário", série original Globoplay em seis episódios que estreia na sexta-feira, dia 13, conta a história da mulher que nasceu no Complexo da Maré, filha de Marinete e Antônio Silva, mãe de Luyara e companheira de Mônica Benício. Assassinada junto do motorista Anderson Gomes, marido de Agatha e pai do pequeno Arthur. O carro em que eles estavam foi alvejado quando voltavam de um encontro de mulheres na Lapa. Apenas a assessora Fernanda Chaves sobreviveu ao ataque.

Foram cinco meses de produção deste material, que contém conteúdo audiovisual inédito. O documentário, que terá o primeiro episódio exibido no dia 12 de março na Globo, após o Big Brother Brasil, tem direção e roteiro de Caio Cavechini, edição e roteiro de Eliane Scardovelli, edição de Rafael Armbrust e Felippe Ferreira, reportagem de Leslie Leitão, Arthur Guimarães, Felipe Freire, Sara Pavani e Tyndaro Menezes, pesquisa de Maria Morganti e Camila Azevedo Souza, fotografia de Mariane Rodrigues, Pedro Henrique Machado e Douglas Lopes e produção executiva de Ali Kamel, Erick Brêtas e Ricardo Villela. Um material que marca o início da produção de séries documentais do Jornalismo da Globo para o Globoplay.

“Estamos muito entusiasmados com mais esse espaço que se abre. É uma oportunidade sem igual para mostrar o talento de nossos profissionais em mais esse formato, a série documental. Jornalismo em profundidade, mostrando temas complexos em suas múltiplas facetas, seguindo os princípios do bom jornalismo que fará o público, tenho certeza, não perder um capítulo sequer. É uma linguagem diferente do que habitualmente fazemos, mas igualmente com grande qualidade. Marielle, o documentário, é uma excelente estreia. Outros títulos vão surpreender e agradar”, diz Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Globo.

Ao longo dos seis episódios, o documentário registra momentos da adolescência da vereadora e de quando o motorista descobriu que seria pai. Conta com entrevistas com os familiares das vítimas, policiais, jornalistas que cobriram o caso, procuradores e autoridades políticas. “O conhecimento acumulado ao longo deste tempo sobre a história de Marielle e sobre o crime que a levou são enormes. E esse conhecimento foi o ponto de partida para as entrevistas. Quem assiste ao documentário, se emociona e se informa com a história da menina da Maré que chegou à Câmara de Vereadores, e descobre uma Marielle ainda desconhecida, que teve baile de debutante, foi rainha da primavera e frequentou baile funk”, diz Ricardo Villela, diretor-executivo de Jornalismo da Globo.

Sobre a estrutura narrativa da série, o diretor Caio Cavechini explica que há duas cronologias. “É um caso ainda sem respostas, com algumas reviravoltas ao longo desses dois anos. Isso é o que basicamente guia o documentário. Existem duas cronologias que correm paralelamente. A história de vida da Marielle e a do 14 de março até os dias de hoje, desde a investigação até a repercussão do caso, o impacto nas famílias e o surgimento das fake news. Essas duas narrativas acabam acontecendo de forma paralela, pois ao mesmo tempo em que avançamos numa determinada linha de investigação, mostramos algum detalhe da vida dela que o público ainda não sabe”, resume Cavechini.

Em seu último Dia Internacional da Mulher, Marielle fez o discurso derradeiro na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, seis dias antes de morrer. Com uma flor que acabara de ganhar de um colega, ela retribuiu o agrado com uma frase que faria todo sentido menos de uma semana depois: "As rosas da resistência nascem do asfalto". A vereadora foi calada de forma repentina, mas no Rio, no Brasil e no mundo ergueu-se uma onda de indignação com a morte desta mulher, que se tornou mãe na adolescência, formou-se em Ciências Sociais e virou uma importante voz no combate à LGBTfobia. Saiu do Complexo da Maré para virar notícia no mundo, nos mais diversos idiomas, tendo se transformado em símbolo na luta pelos direitos humanos. Marielle está longe de ser passado. É presente.