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Série da TV Brasil revela importância do sono no aprendizado

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Divulgação TV Brasil
O novo episódio da série Cientistas Brasileiros entre os Melhores que vai ao ar neste sábado (14), às 9h30, na TV Brasil, revela as descobertas do vice-presidente do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o neurocientista Sidarta Ribeiro, sobre a biologia da mente. Com boa parte da formação no exterior, há quase três décadas o professor estuda o sono, os sonhos e os efeitos curativos de substâncias psicodélicas encontradas em plantas como a cannabis.

No programa, Sidarta explica que as horas que passamos dormindo são essenciais ao bom funcionamento do organismo. É nesse período, destaca, que a mente organiza e consolida as memórias, o corpo restaura tecidos, faz a regulação hormonal, armazena energia e limpa as toxinas geradas pelo próprio cérebro.

Para comprovar a importância do sono, o neurocientista testou jovens estudantes. Os resultados indicam que o sono aumenta a duração da memória, favorecendo a fixação do conteúdo aprendido.

A soneca, em outras palavras, deveria ser mais usada nas escolas, defende Sidarta. "Aumentar em grande escala a duração das memórias adquiridas nas escolas a um custo compatível aumentaria a eficácia do aprendizado e contribuiria para a formação de uma elite cultural e intelectual no país", afirma.

Neste episódio, o cientista também explica a importância de estudar nossos sonhos. O laboratório da UFRN desenvolveu um programa de computador que permite, com base no relato dos pacientes, identificar a bipolaridade e a esquizofrenia, por exemplo, auxiliando os psiquiatras em diagnósticos no consultório.

Sidarta Ribeiro tornou-se ainda referência no pelo estudo de substâncias psicodélicas para fins medicinais. Vamos entender como a maconha, por exemplo, pode oferecer a cura para doenças como o Alzheimer, o mal de Parkinson e a depressão. O professor faz uma contextualização sobre as origens da planta e atualiza os marcos legais da cannabis no Brasil. Ele fala sobre grupos que não devem usar a droga, como adolescentes e grávidas, e lembra: "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose".