Home Top Ad

Caminhos da Reportagem apresenta especial "Vidas em quarentena" neste domingo na TV Brasil

Share:

Divulgação TV Brasil
O Caminhos da Reportagem reflete sobre o cotidiano das pessoas em tempos de pandemia do novo coronavírus na edição inédita deste domingo (26), às 20h, na TV Brasil. O conteúdo pode ser acessado também através do aplicativo EBC Play.

Com a pandemia, empresas, empregados e autônomos, quando possível, utilizam o trabalho remoto. A equipe de produção e reportagem da emissora pública também experimenta esse formato para colocar no ar a matéria especial "Vidas em quarentena". As jornalistas Flavia Peixoto e Gracielly Bittencourt conduziram essa edição, cada uma em sua casa.

A arqueóloga portuguesa Joana Freitas lembra que esse tipo de epidemia e pandemia tem ao longo dos séculos assustado e feito parte das vivências do homem. Nessa experiência, que é histórica, a produção jornalística da TV Brasil recebeu vídeos de pessoas que estão vivendo este momento de formas diferentes.

Marcella Martins é trans e trabalha como taxista em São Paulo. No início da pandemia, ela seguiu rodando na rua. Em uma das corridas, a motorista precisou ir de madrugada buscar no aeroporto de Guarulhos uma família que chegava de viagem da Europa.

"Eu fiquei com medo, mas eu também não poderia deixar eles na mão porque são pessoas que estão comigo no dia a dia", explica, se referindo aos passageiros. No decorrer das semanas, porém, o medo aumentou e a procura por taxi caiu bastante. Marcella decidiu se confinar em casa.

Quem também não pode ficar o tempo todo em casa é Paula Braga, uma jovem de 23 anos que mora no interior de Minas Gerais. Ela tem um problema renal crônico e precisa fazer hemodiálise três vezes por semana. Para fazer o tratamento, ela sai de Guimarânia, onde mora, e vai a uma cidade vizinha, Patrocínio.

"Eu já estou na fila do transplante renal, desde agosto de 2019. Meu pai se ofereceu para ser um doador renal para mim e a gente estava fazendo exames, procurando saber se a gente conseguiria fazer esse transplante o mais rápido possível. E por conta da epidemia foi tudo parado", lamenta.

Do Pará, o Caminhos da Reportagem recebeu vídeos de pessoas que estão saindo de casa para ajudar quem está mais vulnerável: a população de rua, os refugiados, autônomos e aqueles que perderam empregos em decorrência dos reflexos da pandemia na economia.

Sofia Paz é voluntária da ONG Pará Solidário. Ela explica que após a pandemia, muitos grupos que ajudavam as pessoas em situação de rua param de atuar e a ONG começou a oferecer apoio também a esse público. Elthon Costa é autônomo e, junto com a esposa, organiza ações solidárias na região metropolitana de Belém.

Se há quem precise trabalhar e sair de casa; há quem pode ficar em casa. A quarentena em família, dentro de casa, também é um tema que aparece no programa da TV Brasil. A equipe da atração fez contato com várias famílias que mostram como está a rotina (há uma rotina?).

O momento restrito às atividades dentro de casa, com filhos pequenos e adolescentes é uma situação comum como na família Imhoff em Florianópolis. A pequena Luísa completou 3 anos de idade e a festinha, que antes seria com as colegas da escola, foi feita com as bonecas da menina.

Essa matéria da produção jornalística entrevista, ainda, pessoas como Marina Simpson que faz meditação para ajudar neste momento de quarentena. Ela explica a contribuição dessa atividade na forma como busca lidar com os desafios que enfrenta em seu cotidiano no contexto atual.

A psicanalista Vera Iaconelli reforça que as pessoas precisam lembrar de que tudo isso vai passar. "Com perdas e ganhos, mas a gente vai ultrapassar. Já passamos guerras mundiais, a depressão econômica mundial de 1929 e muito sofrimento. A gente vai ultrapassar isso, sim, e depois vai ter que correr atrás de um monte de perdas, mas também de um monte de ganhos".

A advogada Daniela Teixeira recebeu diagnóstico da covid 19, a doença causada pelo novo coronavírus. Daniela foi a primeira paciente do Distrito Federal que se curou da doença. "Eu estou doida para abrir a porta e sair de casa, né? A gente ainda está em isolamento e como o mundo mudou em 20 dias. O mundo mudou, o país mudou, tudo mudou. É importante que a gente mude também".