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Hugo, cria da Bairro de Fátima como seu intérprete Orã Figueiredo em 'Totalmente Demais'

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Divulgação Globo/João Miguel Júnior
De volta à TV em ‘Totalmente Demais’, Orã Figueiredo acabou fazendo com seu personagem Hugo uma homenagem ao Bairro de Fátima, onde foi criado. Situado no Centro da Rio, o bairro abrigou parte do núcleo de origem popular da trama. Por lá moravam o comerciante com as duas filhas, a aspirante a fama Cassandra (Juliana Paiva) e a esforçada Débora (Olívia Torres), além de Dorinha (Samantha Schmütz), com o marido Zé Pedro (Hélio de La Peña) e os filhos, João (Leonardo Lima Carvalho) e Maria (Juliana Louise). “Os autores não sabiam que eu sou nascido e criado no Bairro de Fátima e me convidaram para fazer a novela sem saber, e essa coincidência me deixou muito feliz, eu fui para esse personagem com uma vivência afetiva, bem legal”, relembra ele.
Pai de família bonachão, faz de tudo pelas herdeiras, que criou sozinho depois de ter sido abandonado pela mulher. Hugo também nutre um sonho de reconquistar Carolina (Juliana Paes), com quem namorou na juventude. Mas os encontros com ela são sempre tumultuados. Ela morre de vergonha do seu passado amoroso com ele, e por tabela vai tolerar Cassandra como concorrente do concurso Garota Totalmente Demais para ver se ela derruba Eliza (Marina Ruy Barbosa), a aposta de Arthur (Fábio Assunção). Na próxima semana, inclusive, Hugo será vítima da armação da própria filha para dopar Eliza em uma das etapas do concurso.  
Totalmente Demais’ é criada e escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, com direção-geral de Luiz Henrique Rios e direção de Marcus Figueiredo, Noa Bressane, Luis Felipe Sá, Thiago Teitelroit.
Entrevista Orã Figueiredo
Qual foi sua reação ao saber que a novela seria exibida novamente?
Foi uma grata surpresa ver a novela ser reprisada. Fiquei contente porque nesse momento, em que as pessoas estão mais em casa, será possível entretê-las com esse personagem. É uma novela que eu gostei muito de fazer.
Tem alguma recordação divertida das gravações, bastidores? Qual? 
Fiz muitos amigos nessa novela. Tivemos uma preparação com uma direção maravilhosa, que deixou todo mundo à vontade. Além de a novela ser muito bem escrita, o clima interno era ótimo. Por isso, ela foi um sucesso. De bastidor, a história mais interessante é o núcleo do meu personagem no Bairro de Fátima, e os autores não sabiam que sou nascido e criado nesse bairro. Isso rendeu uma matéria no ‘Video Show’ bem bonita, eu fui na escola onde eu fiz o primário, fui homenageado pelos alunos, que fizeram cartazes. Além do personagem e da novela, essa coincidência bonita da história da minha vida. 
Que lugar ‘Totalmente Demais’ ocupa na sua carreira?
Ocupa um lugar muito especial, porque vinha de quatro anos e meio fazendo ‘Tapas & Beijos’, estava desde ‘O Profeta’ sem fazer novela. E o Hugo, dentro das novelas, foi o meu melhor personagem, com uma trama mais interessante, um núcleo. Tenho um orgulho imenso dele. 
Fale do perfil do seu personagem...
O Hugo é um homem bom, do povo, trabalhador, honesto, que cuida e ama as duas filhas, que brigam muito entre elas. Ele vive para trazer a felicidade delas. Por outro lado, ele tem uma paixão que move ele, que é a Carolina Castilho (Juliana Paes), seu primeiro amor. Ele nutre esperanças de reviver aquilo, mas ambos têm realidades completamente diferentes. Ele continua sendo um homem simples do Bairro de Fátima, que vive com a barriga no balcão, servindo mesa. E a Carolina virou uma mulher poderosa do mundo da moda. São universos diferentes, mas esse amor ainda é latente. A repercussão do personagem foi muito boa, as pessoas tinham uma empatia grande, ele emana bondade, ajuda quem ele pode. Ainda vai ganhar na loteria e realizar o sonho dele. Essa virada é muito rica para o personagem.
Como está sua rotina durante a pandemia?
Eu estou na rotina disciplinada. Todo dia tento me reinventar. Leio muito. Procuro me exercitar, ouvir música, ver filmes. O café da manhã demora horas, tomo com calma, depois “desproduzo” meu café, lavo a louça, vou conversar com os amigos. Agora a gente pode ter uma conversa mais longa com cada um deles. Mexo na casa, faço esse circuito doméstico, resgatei vários textos e livros. Está produtivo e prazeroso fazer isso, que é inédito na vida. Nesse momento acho que a gente tem que se cuidar mesmo, cuidar dos nossos, mesmo à distância. Acredito que no futuro a gente vai se perguntar “O que você fez na pandemia de 2020?”. Estou tentando aproveitar aquilo que não é possível quando a vida está “normal”.