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Série mostra a íntima relação entre Keith Haring e um vilarejo na Bahia

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Divulgação Canal Curta!
O artista gráfico americano Keith Haring, falecido em 1990, passou boa parte de sua breve e intensa carreira entre cidades de diversos países. Mas foi em um pequeno vilarejo na Bahia que ele pôde encontrar momentos de tranquilidade, escapando da efervescência do mundo das artes da época. O local influenciou bastante a sua arte, e sua presença deixou marcas duradouras na cidade. Essa forte relação é retratada em episódio inédito da série “Geografia da Arte”, dirigida por Guto Barra e Tatiana Issa, que vem sendo exibida no Curta!.    

O episódio leva o público a uma viagem no tempo e no espaço, rumo a Serra Grande, no litoral baiano, na década de 1980. Por lá, não havia água encanada e nem luz, e era onde Keith “desaparecia” do jetset para ficar desenhando na areia e pintando árvores e casas de pescadores.

Entre os que contam essa história está o também artista americano Kenny Scharf, que acompanhou Keith durante as visitas à Bahia. Ao lado do restaurador Alex Neroullas, Scharf recria um mural pintado pelo amigo no chão de uma cabana da época e, ao longo do processo, o espectador entende melhor o trabalho e a relação de Keith com o local.

O período na Bahia ajudou Keith a desenvolver uma simbologia própria, além de inspirar uma série de desenhos que desafiava linguagens e de influenciar trabalhos com temáticas infantis, devido à convivência que teve com crianças que viviam em Serra Grande. Por fim, Scharf também analisa o impacto da crise da AIDS (doença que vitimou Keith) na cena das artes de Nova York no fim da década de 1980. O episódio vai ao ar na Terça das Artes, 26 de maio, às 21h. 


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