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Edição inédita do Caminhos da Reportagem segue as batidas do carimbó

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Divulgação TV Brasil
Para marcar o Dia Municipal do Carimbó, celebrado na cidade de Belém em 26 de agosto, o Caminhos da Reportagem inédito que vai ao ar neste domingo (23), às 20h, na TV Brasil, seguiu as batidas e os passos desse ritmo atrás de seus grandes mestres. O carimbó, também conhecido como dança típica do Pará, foi considerado Patrimônio Cultural do Brasil, em 2014, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Neste episódio gravado antes da pandemia do coronavírus, a equipe do programa foi da capital paraense até a Ilha de Marajó, a maior do estado, para conhecer um pouco mais sobre essa arte. A origem do nome vem da palavra “curimbó”, o tambor utilizado nas rodas deste gênero musical. 

“Temos um grande pesquisador, Vicente Salles (1931-2013), que fala o quanto o racismo influenciou as pessoas a dizerem que a origem do carimbó é indígena, mas que na realidade, sigam os tambores, sigam de onde vem os tambores e você vai entender”, conta a musicóloga Laurenir Peniche. “A origem do carimbó vem dos negros que se mestiçaram com os indígenas e com os portugueses e depois se disseminou por todo o estado do Pará”, completa.

O Caminhos da Reportagem atravessou a Baía do Guajará e desembarcou na Ilha de Marajó, mais precisamente na cidade Salvaterra. Lá existem 16 comunidades quilombolas de onde saíram grandes mestres do carimbó. Um deles é o Mestre Damasceno, que nasceu na comunidade quilombola de Salvar. Ele foi o criador do chamado “Búfalo-bumbá” e é um dos mais importantes para o ritmo marajoara. 

Do ambiente pastoril das fazendas de Soure, também do Marajó, vem um carimbó mais melódico, que tem na figura do Mestre Diquinho um dos maiores representantes. “Tu imagina aquelas vastas terras, pasto que não acaba mais, e tu ali sozinho, tocando gado, naquele silêncio oco. Então, claro que isso marca a estética (musical) do caboclo”, explica o pesquisador musical Marcello Gabbay.

Na cidade de Soure também fica o Grupo de Tradições Marajoaras Cruzeirinho, um dos grandes responsáveis pela difusão do carimbó marajoara. “O resgate das nossas danças, das nossas músicas, a gente conseguiu nas fazendas, porque foi lá que o carimbó chegou primeiro, através dos escravos africanos”, conta a coordenadora do grupo, Maria Amélia Ribeiro.

Em Belém, a equipe de reportagem conheceu a família do Mestre Verequete, que morreu em 2009. Ele foi um dos maiores representantes de um carimbó mais tradicional, chamado “Pau e Corda” e que não utiliza instrumentos eletrônicos. Sua influência é tão importante para esse ritmo que a data do aniversário de Mestre Verequete foi escolhida para comemorar o Dia Municipal do Carimbó.

Ainda na capital paraense o programa seguiu até a Passagem Álvaro Adolfo, no bairro da Pedreira, conhecida como a “Rua do Carimbó”. Lá acompanhou um ensaio do Grupo Sancari, que mantém a tradição do chamado “Pau e Corda”. Na Passagem também mora a “Diva do Carimbó Chamegado”, a cantora Onete, com quem a equipe gravou uma entrevista especial, mas na cidade do Rio de Janeiro. 

 


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