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O E! apresenta as 10 participantes de Born to Fashion, o primeiro reality que dá visibilidade a modelos trans

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Divulgação E!
O Born to Fashion, novo reality show apresentado pela top Lais Ribeiro, estreou na última quinta-feira e o primeiro episódio foi marcado por um casting concorrido com vinte finalistas. As participantes foram escolhidas após contarem um pouco sobre si e desfilarem para Lais e o time de especialistas, a consultora, roteirista e multiartista Alice Marcone, o maquiador André Veloso e a estilista Lila Colzani.

"A escolha das 10 participantes foi muito difícil, porque todas tem um potencial enorme e muita força de vontade! O processo foi muito cuidadoso, para que nenhum talento passasse desapercebido pelo nosso time de especialistas. É um momento muito importante", conta Lais. "Tivemos que despertar a personalidade das candidatas e entender quais eram os objetivos de cada uma delas, para podermos então montar o elenco final de uma forma justa, que balanceasse a diversidade de biotipos, com a garra e os sonhos de cada uma das candidatas que se inscreveram no programa", conclui.

A dez classificadas vão passar pela experiência e jornada em busca do título de novo rosto da moda brasileira. "A escolha das nossas finalistas buscou construir a diversidade dentro da diversidade. Queremos perfis diferentes entre si, de diversos estados, com personalidades e histórias às vezes conflitantes, para mostrar que as mulheres trans são múltiplas e que, assim como qualquer outro grupo de pessoas, precisam aprender a lidar com suas diferenças para enfrentar a competitividade do mercado unidas", complementa Alice Marcone.

Conheça abaixo as 10 participantes de Born to Fashion e confira um pouco sobre suas personalidades.


ALICE AGNES, 23 ANOS
@alice.agness

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Nascida em Pirassununga, interior de São Paulo, e filha de um pedreiro e de uma artesã, Alice Agnes despertou desde pequena seu gosto pela moda e a arte. Incentivada pela mãe, que sempre a presenteava com giz de cera e caderninhos sem pauta, Alice já criava em seu imaginário peças de roupas, desenhava croquis e sapatos em seus cadernos, que achava que nunca poderia usar. Projetava-se em cada traço, cor, curva, pose, quase que em uma lógica de poder existir, nem que fosse numa folha de caderno.

Quando adolescente posou algumas vezes e desfilou para amigos que estudavam moda e fotografia. Por falta de informações sobre o tema, só aos 15 anos entendeu sua identidade de gênero. Junto com o alívio veio o medo, sabia que não teria aprovação dos pais. Começou então uma terapia hormonal escondida e sozinha, atacando de "girlboss" já nessa fase da vida.

Por ser de família humilde, tinha o hábito de frequentar bazares beneficentes, sempre com um olhar afiado para os garimpos. O interesse gerado por seu estilo "diferentona" fez com que Agnes começasse a trabalhar com curadoria e customização de peças, criando seu primeiro brechó online. Após uma ruptura familiar no fina do ensino médio, teve que sair de casa.

Foi acolhida por amigas na cidade de São Carlos - SP, onde conheceu pessoas que mudariam sua vida. Em 2018 ingressou no curso bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras - Língua Portuguesa na Universidade Federal de São Carlos UFScar. Desde então leva a vida de universitária, enquanto sonha em seguir na trilha da moda.

BÁRBARA BRITTO, 24 ANOS
Instagram: @flordepetroleo_

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Bárbara Brito (São José dos Campos, 1996) deixou para trás a família tradicional cristã no interior de São Paulo para realizar seus sonhos na capital. Cedo conheceu a lei da cidade grande. Bárbara que lute. Em 2019, desfilou no São Paulo Fashion Week e na Casa de Criadores. É integrante do MEXA, coletivo formado por pessoas em situação de vulnerabilidade e por membros da comunidade LGBTQi+. Com o MEXA, Bárbara já se apresentou em espaços como Esponja e Casa do Povo e participou da mostra VERBO, na Galeria Vermelho, 11ª Bienal Sesc de Dança e 7ª Mostra Internacional de Teatro. Sua performance de "Calma Nega" na exposição coletiva Começo de Século (Galeria Jaqueline Martins, 2019) ganhou destaque nas publicações internacionais ArtReview e Terremoto.

CECÍLIA GAMA, 20 ANOS
Instagram: @cecigamas

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Cecília Gama dos Santos é natural de Valença, mas foi criada no Município de Corte de Pedra, baixo sul do interior da Bahia. Filha de uma técnica de enfermagem e um açougueiro, mas criada pelos avós boa parte da sua infância, se mudou para Itabuna (BA) aos dez anos de idade para viver com a mãe.

Apaixonada pelo mundo da moda, sempre sonhou em trabalhar nessa área, mas nunca achou que isso seria possível. Aos 17 anos ingressou na faculdade UNIME de Itabuna para cursar psicologia com uma bolsa de 100% dada pelo Prouni. Cecília descreve que estar na faculdade foi um dos momentos mais importantes da sua vida. Aos 18 anos começou seu processo de transição, um processo que sempre teve medo. A coragem para tomar a decisão, no entanto, veio após momentos de grande disforia com sua imagem anterior.

Cecília fala que apesar das dificuldades e problemas diários, essa foi a melhor decisão de sua vida. Sua relação com a família ainda está sendo em processo de reaproximação, já que eles nunca foram muito receptivos com essa mudança, principalmente sua mãe. Com a entrada no Born to Fashion, Cecília mudou-se para Belo Horizonte, onde mora com Luna Ventura, outra integrante do reality, e guarda o sonho de ser uma grande top model.

GIORGIA NARCISO, 24 ANOS
Instagram: @jiorgette

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Giorgia Narciso nasceu em 1996. Filha de migrantes, pai nordestino e mãe sulista, teve sua trajetória marcada por mudanças - só de escolas, foram 13. Viveu a maior parte da vida entre as favelas e subúrbios do Rio de Janeiro.

Foi expulsa de casa definitivamente após iniciar sua transição de gênero aos 20 anos.

No mesmo período entrou na agência Jacaré, que tem como propósito colocar pessoas das periferias do Rio no mercado de moda. Foi assim que Giorgia começou a trabalhar como modelo.

Graduanda em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ, integra a cooperativa de serigrafia Fudida Silk; uma intersecção entre moda e arte. Já participou de exposições e oficinas em espaços como Instituto Tomie Ohtake, Museu Hélio Oiticica, Galeria Oriente, Galeria Península, entre outros.

Trabalhou para marcas como Heloisa Faria, Fernando Cozendey, Redley, entre outros. Foi curadora nos festivais de roteiro ROTA e FRAPA. Entre seus sonhos estão conhecer o mundo todo, aprender a falar mais de cinco idiomas, ter um roteiro próprio transformado em filme, publicar livros, ser modelo internacional e atriz de cinema e ser, no mínimo, relevante para a construção de um mundo que aceite e respeite a dignidade de vida de pessoas trans.

JOANNA ALMEIDDA, 23 ANOS
Instagram: @joannaalmeidda

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A modelo Joanna Almeidda é natural de Recife, mas passou a infância e pré-adolescência com seus avós na cidade de Cachoeirinha, no interior pernambucano. Filha de uma zeladora e um pai ausente, sua paixão pela moda veio desde criança, quando se imaginava desfilando nas roupas que ela mesma desenhava. Aos 10 anos perdeu seu avô. Um ano depois, resolveu ir para a grande São Paulo morar com sua mãe biológica.

Joanna nunca se viu representada na moda: não via nas passarelas meninas trans que não tivessem aquele padrão de beleza cisgênero. Com o tempo, foi deixando de lado o sonho de ser modelo, mas jamais o de estar naquele universo que tanto a fascinava. Foi assim que, ao tentar a carreira de estilista, Joanna caiu de paraquedas como modelo no universo fashion.

Tudo começou com uma fotógrafa, mãe de uma aluna do seu antigo colégio. A artista viu Joanna numa festa, gostou de seu perfil e a convidou para modelar. O episódio se repetiu algumas vezes e, foi a partir da curiosidade de fotógrafos por ela, que Joanna entendeu: podia sim ser modelo.

Em seu primeiro e único casting para a Casa de Criadores, foi escolhida por três de quatro estilistas, sendo um deles Fernando Cozendey. Joanna não pode dar prosseguimento ao processo, mas meses depois foi convidada a desfilar novamente pelas marcas Fernando Cozendey e Kengá. Acabou desfilando com Fernando, cujo trabalho Joanna sempre admirou. Ao final do desfile, ouviu do estilista: "você sabia que meu sonho era colocar você pra desfilar pra mim né?". Joanna diz guardar aquela frase consigo sempre, para se lembrar toda vez que ela merece estar ali como qualquer outra modelo. E desde então desfila sempre para Cozendey. Passou a ser conhecida também por outros estilistas, seja pelos desfiles nas passarelas ou por meio de redes sociais.

Além de modelo, Joanna é corredora iniciante associada a duas grandes marcas, onde participa de grupos de corrida e eventos com outros corredores e celebridades. Seu grande sonho, no entanto, ainda é fazer parte de uma agência, na qual acredite no seu trabalho como modelo independente dela ter uma aparência cisgênera ou não.

Joanna sonha com passarelas nacionais e internacionais, e com photoshoots para grandes marcas e revistas. O Born to Fashion pode ser sua grande chance.

LANA SANTUCCI, 24 ANOS
Instagram: @lanamsantucci

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Lana Santucci é natural de São Paulo capital. Sua mãe faz doces húngaros e seu pai trabalha com direito. Seus avós maternos fugiram da Hungria na Segunda Guerra Mundial, aportando no Brasil em busca de melhores condições de vida. Foi escoteira de um grupo quando pequena e também dançou dança folclórica húngara, onde aprendeu o idioma.

A escola foi um período muito turbulento em sua vida por conta do bullying e da agressão física e psicológica que sofria. Por isso, Lana construiu uma personalidade forte e assertiva. Descobriu sua sexualidade por volta de 16 anos, quando percebeu que gostava de garotos. Mais tarde, aos 20 anos, entendeu-se como Mulher Trans. Após uma resistência inicial, recebeu total apoio familiar para realizar a transição de gênero.

Sempre quis trabalhar com Moda. Como nutria dois grandes sonhos, o de ser modelo e o de ser cantora, decidiu estudar moda. Se formou em Negócios da Moda (Fashion Business) pela Universidade Anhembi Morumbi. Frente a dificuldade de ingressar no mercado sendo Trans, Lana encontrou no mundo dos Games, um meio alternativo de trabalho. Gamer desde muito pequena, começou então a fazer Stream (live) de jogos.

Foi como Youtuber que Lana aprendeu a trabalhar com o público e se tornou quem é hoje, uma pessoa carismática e divertida, sempre pronta para fazer alguém rir.

LUNA VENTURA, 25 ANOS
Instagram: @lunaventurac

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Questionando os lugares de corpo impostos pelo ballet clássico e apoiada às ideias psicanalíticas de Lacan sobre gênero, a artista usou de seu processo de transição como objeto de análise e estudo.

Em parceria a outros artistas da cidade de Belo Horizonte, realizou projetos de circulação em performance no interior do estado de Minas Gerais com o coletivo Antes do Corpo, aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto culminou na produção do filme "Rosa" (dirigido por Tiago Tereza, produzido pela Tandera Filmes), no qual Luna foi atriz protagonista.

Luna se considera artista multilinguagem do corpo. Já expôs em BH obras de fotografia, performance, espetáculo de dança e cenas curtas. Militante pelos direitos da comunidade trans e travesti, Luna também levanta bandeiras políticas, pautando a naturalização das corporalidades T. Em 2020, tornou-se a representante do Estado de Minas Gerais para o concurso Miss Beleza T Brasil.

NATT MAAT, 27 ANOS
Instagram: @nattmaat

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Natt Maat se descobriu multiartista em seu quarto no Guarujá, quando se dedicou a produzir sozinha seus sons com equipamentos precários. Em 3 anos conseguiu criar o EP "Transtorno", lançado em 2017 nas plataformas digitais. É assim que Natt Maat surge nas entrelinhas do cenário musical brasileira, uma das travestis pioneiras do Rap Nacional.

Além de rapper e beatmaker, Natt Maat é atriz comediante e modelo, uma "multi-artista da ilha de Guarujá para o universo", como se intitula. É autora, cantora, compositora e produtora de vários projetos musicais incluindo singles como "Caracas", "Nattural", "Quero", "Pretrava", "Techno Trava Pop", "Não me pede pra parar", "Cada Ser", "Quarentran﹩", além das músicas de seu EP TransTorno, "Transfobia", "Movimento", "Legalize", "Brinde ao meu passado" e "Vida Certa".

Cantou na Semana Internacional de Música de São Paulo, Festival de Inverno de Garanhuns, Virada Cultural de São Paulo, SP na Rua, Festival Não Vai Ter Coca, Semana de Cultura Caiçara, entre outros. Já dividiu palcos com grandes nomes como As Bahias e a Cozinha Mineira, Brisa Flow, Preta Rara, Linn da Quebrada, Tássia Reis e muitas outras.

Como atriz, participou de filmes como Perifericú, na região central de São Paulo, e Heterofobia, em Santos. Como modelo, posou para a Fearless Magazine no editorial Supernova e para Adriana Chiari Magazine, uma revista de Londres, onde falou sobre Transfobias e sua arte.

No começo, em pequenos espaços no litoral Paulista, Natt Maat sobe para a capital com grandes sonhos. O principal: viver da sua arte fora da marginalidade ou da imposição da prostituição.

LUNA GRUNTMAN, 25 ANOS
Instagram: @lunagruntman

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Luna Gruntman, nasceu em 28 de julho de 1995 em Pederneiras, no interior do estado de São Paulo. Filha de Ronaldo Gruntman, agricultor, e Marcia Regina de Souza Gruntman, autônoma, cursou Técnico em Estilismo e Coordenação de Moda.Também fez um curso profissionalizante de Atendente de Farmácia.

Atualmente Luna mora em Brasília-DF com seu noivo Lucas Soares, um homem trans, e trabalha como atendente em uma loja colaborativa.

Luna se descobriu trans aos 15 anos e com o apoio de sua família iniciou a transição logo em seguida. Sempre foi ligada a moda. Seu interesse a princípio era mais na parte audiovisual, com foco nos fashion films.

Luna nunca atuou profissionalmente como modelo, mas sempre teve interesse. Seus amigos com frequência a convidavam para tirar fotos e assim ela foi pegando gosto pela coisa. Hoje, ser modelo se tornou seu grande sonho, e o programa Born to Fashion é ótimo aliado nessa trajetória.

MIRANDA LUZ, 21 ANOS
Instagram: @badgalmiranda

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Miranda Luz é uma jovem desenvolvedora de moda contemporânea, atuante em diversas áreas do mercado nacional. Foi a primeira pessoa trans a assinar styling dentro da estrutura SPFW, numa busca de maior inclusão e ressignificar o lugar de pessoas trans dentro do mercado de moda. Miranda também cruzou as passarelas do SPFW como modelo.

Além de produzir editoriais como diretora criativa e executiva, atualmente desenvolve pesquisas relacionadas a consultoria de imagem de moda, pautando identidades e gênero.

Born to Fashion é uma coprodução NBCUniversal e Delicatessen Filmes e vai ao ar toda quinta-feira, as 22hs, no E! Entertainment. Para maiores informações sobre o programa, apresentadores e participantes visite o eonlinebrasil.com e siga o E! em suas redes sociais para fotos inéditas do Born To Fashion.


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