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Obra-prima de Hugo Carvana é revisitada por seus realizadores no documentário do canal Curta!

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Divulgação Curta!
O filme “Vai Trabalhar, Vagabundo”, de 1973, é considerado um marco do renascimento da comédia no cinema nacional. Produzido no Rio de Janeiro, o longa também marcou a carreira de Hugo Carvana: além de ter sido ator protagonista, ele estreava como diretor de cinema. O filme é um manifesto, debochado e de alma carioca, contra a falsa moral e os bons costumes pregados nos anos de chumbo da ditadura militar brasileira.

Quatro décadas depois, “Vai Trabalhar, Vagabundo” é revisto e comentado por Carvana e outros realizadores do filme no documentário de média-metragem “Éramos Todos Loucos”, a ser exibido no Curta!. Os depoentes integraram a geração do “desbunde”, um movimento de contracultura — formado por artistas, jornalistas e demais intelectuais — que se utilizava da ironia e do escracho para, de alguma forma, enfrentar o autoritarismo vigente.

Em “Vai Trabalhar, Vagabundo”, Carvana vive o personagem Secundino Meireles, o Dino, típico malandro que vive de apostas e pequenos trambiques. “Um personagem adorável (...), rebelde, louco, moleque. E que, ao sair da cadeia, olha pro sol e fala: — Bom dia, professor!”, relembra o ator e diretor, falecido em 2014, durante o documentário.

Ao revisitar esse clássico do cinema brasileiro, “Éramos Todos Loucos” lembra a importância dos momentos de descontração em tempos sisudos, especialidade de Carvana, que agora é levada adiante por seus filhos Pedro e Rita Carvana, diretores do documentário. A exibição é na Quarta do Cinema, 12 de agosto, às 22h30.

Crise da democracia pelo mundo é tema de debate em documentário de Belisario Franca

A democracia representativa vem sendo tema de discussões ao redor do mundo. Sua prevalência como sistema e sua própria definição têm sido colocadas à prova por movimentos sociais e grupos da sociedade civil em nações como Estados Unidos, França, Egito, Ucrânia e Brasil. Nos últimos anos, golpes de estado foram consolidados, governos caíram e outros foram substituídos por alternativas bastante controversas.

Tais dilemas e desafios são tema do documentário “O Paradoxo da Democracia”, do diretor Belisario Franca (“Soldados do Araguaia”/2018, “Amazônia Eterna”/2014), a ser exibido no Curta!. Produzida pela Giros Filmes, o longa foi viabilizado pelo canal através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A exibição é na Sexta da Sociedade, 14 de agosto, às 22h30.


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