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Mais paranoico do que nunca, Murilo começa a flexibilizar sua quarentena na segunda temporada de 'Diário de um Confinado'

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Divulgação Globo

''Está na hora de flexibilizar''. Este verso poderia ser incorporado à canção “Aa Uu”, dos Titãs, na trilha de abertura da segunda temporada de 'Diário de um Confinado'. Os seis novos episódios da série, desta vez, exclusivos para o Globoplay, estreiam na plataforma nesta sexta-feira, dia 25, e mostram o dia a dia de Murilo (Bruno Mazzeo), ainda cumprindo a quarentena mas, aos poucos, começando a – tentar – sair de casa. A série, uma criação do casal Joana Jabace e Bruno Mazzeo, é escrita e protagonizada por ele e tem direção artística dela. A nova leva de crônicas conta com várias participações especiais: Letícia Colin, Tonico Pereira, Marcelo Novaes, Renato Góes, Luis Lobianco, Eduardo Sterblitch e Serjão Loroza, que se unem ao time já formado por Fernanda Torres, Joaquim Waddington, Débora Bloch, Renata Sorrah, Matheus Nachtergaele, Marcos Caruso e Lúcio Mauro Filho.    
   
O loft de Murilo – que na verdade é a sala do apartamento onde o autor e a diretora vivem com os filhos, no Rio de Janeiro – continua sendo o principal cenário onde as histórias se passam. “Considero que esta segunda temporada é dividida em três fatias, e a principal delas ainda é a das cenas do Murilo no apartamento. Uma outra é ele interagindo com outros personagens através de aplicativo de conversa, pelo computador ou celular. Assim como na primeira temporada, ele fala remotamente com a analista, os amigos, a mãe. E tem uma terceira fatia, que é nova, quando o Murilo sai. Ele vai à casa de um amigo, dá uma volta de carro, vai a um restaurante ao ar livre. Agora temos essa novidade que é de alguém que está tentando lidar com o mundo que está flexibilizando, mas que ainda tem muito medo. Murilo é um paranoico nato, um angustiado. Ele vive nessa gangorra da dúvida, indo e voltando”, detalha Joana.   
   
Mazzeo também dá uma prévia de como serão os novos episódios e conta a quantas anda o ânimo de Murilo. “Agora a gente começa a falar um pouco do mundo que vamos encontrar aí fora. Murilo continua com seus altos e baixos de humor e vai tentar dar esse passinho na flexibilização. Mas ele está ainda mais neurótico. Quanto mais relaxamento vai tendo, menos relaxado ele fica”, explica o autor.    
   
As novas aventuras de Murilo   

Aos poucos, Murilo vai tentando “desconfinar” nos novos seis episódios de ‘Diário de um Confinado’. “Ele vai ter um encontro com amigos – mas completamente dentro dos protocolos (risos). Essa é uma coisa que todo mundo está sentindo muita falta, eu sempre falo isso porque tenho sentido muita saudade de encontrar os meus amigos. Murilo vai passar também por uma coisa que passei, assim como muita gente, que é fazer o aniversário na quarentena”, adianta Bruno.   

As duas crônicas às quais o autor se refere são ‘Amigos’ e ‘Aniversário’. Na primeira, o personagem vai, cheio de cuidados, finalmente conseguir reencontrar sua turma presencialmente para um churrasco na casa de Lipe (Marcelo Novaes). O encontro terá ainda os companheiros Samuca (Renato Góes) e Eraldo (Luís Lobianco). “O Eraldo  está isolado com a esposa e os filhos pequenos. Ele quer muito aproveitar os poucos momentos com os amigos, mas está sempre exausto das tarefas em família”, adianta Lobianco. Já em ‘Aniversário’, a mãe de Murilo, Marília (Renata Sorrah) e Serginho (Lúcio Mauro Filho) -  ambos presentes na primeira temporada no projeto - farão algumas surpresas a Murilo pois, mesmo à distância, querem tornar o dia do protagonista especial. O episódio tem ainda as participações de Débora Bloch (a vizinha Adelaide), Serjão Loroza e Letícia Colin. “Faço a Pri, a ex-namorada do Murilo. Ela resolve sair um pouco mais de casa, vai dar um alô para ele no aniversário, decide fazer uma visita e vê que o ex está mais paranoico do que nunca! Está sendo um prazer fazer essa participação. Adorei assistir à primeira temporada, sou fã desse projeto”, conta Letícia, animada.    
   
No primeiro episódio da nova leva, “Desconfinando”, Murilo vai tomar coragem e sairá de casa. Mas seu primeiro passeio – no próprio carro – vai ser diferente do que ele previa. O episódio conta com Fernanda Torres e Joaquim Waddignton, Renata Sorrah, Débora Bloch, Letícia Colin e Tonico Pereira, o tio de Murilo. “Estou achando o máximo conseguir trabalhar em tempos tão difíceis, e tendo a possibilidade de interpretar um personagem de classe média, aposentado e bem brasileiro. Ou seja, a minha praia”, brinca Tonico. Já em “Mudança”, Murilo, depois de tanto tempo de isolamento, decide dar uma reorganizada na casa. Como não dá muito certo, passa a buscar uma mudança interior e de autoconhecimento. A participação especial nessa crônica é de Eduardo Sterblitch, que faz um coach.     
   
Em “Vida Social”, além dos amigos, da terapeuta e da ex-namorada, a trama também traz um personagem conhecido da primeira temporada, Jayme (Matheus Nachtergaele). No episódio, Murilo dá sinais de que, depois de tanto tempo sem vida social, a cabeça não vai bem. A convivência consigo mesmo tem sido tão intensa e exaustiva que está sendo inevitável encontrar divergências em sua própria companhia. Já em “Adelaide”, Murilo mostra que tem andado emotivo e carente. Descobriu em sua vizinha uma excelente companhia, e os encontros dos dois agora vão além do corredor do prédio ou do elevador. Mas, por enquanto, sempre com muita proteção e seguindo rigorosamente o distanciamento.   
   
Produção remota e caseira, com Débora Bloch contribuindo na direção
  
CAssim como na primeira temporada, a produção está sendo realizada à distância. Novamente, o diretor de fotografia da série, Glauco Firpo, foi para a casa de Joana e Bruno para o trabalho in loco. “Continua tudo igual. Glauco ocupa de novo o quarto do João, meu filho mais velho. Continuamos só a gente. As externas são na esquina, em lugares bem próximos de casa. Não significa que o programa vá crescer nesse sentido de produção. Tudo está sendo feito igualzinho e lá vamos nós virar a vida de cabeça para baixo de novo”, brinca Bruno. Ele reforça que os protocolos estão sendo seguidos à risca para que todos trabalhem em segurança. “Continuamos tendo as limitações de produzir neste período, flexibilizando de acordo com o que permite o protocolo de segurança. Não apelamos para um cenário muito diferente, mantivemos a essência da série. A brincadeira sempre foi essa e funcionou muito. Isso serviu já na concepção, em todos os textos. Queremos continuar sendo essa produção caseira, mas não amadora”, fala o autor.   
   
Na direção, Joana ganhou uma parceira para os novos episódios. Débora Bloch, além de atuar, está dirigindo com Joana o projeto. “Eu e a Débora somos muito amigas, temos uma parceria de vida. Já trabalhamos muito juntas e percebo que ela é diretora. Achei que ‘Diário de um Confinado’ seria uma boa oportunidade. A equipe é pequena e ela aceitou nos ajudar. É aquela coisa que a gente fala desde a primeira temporada: não tem contrarregra, não tem equipe de som... E aí ela se juntou à essa nossa equipe (presencial) de três – eu, Glauco e Bruno – para ser a quarta pessoa. Débora está fazendo uma experiência em direção e já está sendo maravilhoso! ”, conta Joana, reforçando ainda que o fato de morarem no mesmo prédio facilitou muito para que a experiência desse certo.  
                                
Os atores que aparecem nas vídeo-chamadas continuam sendo dirigidos por Joana à distância. São eles mesmos quem fazem a captação de suas cenas com kits de gravação, preparados para uso individual, composto por dois celulares, tripés, microfone externo e ringlight, para controlar a iluminação. Também remotamente, a produtora de arte Nininha de Medicis foi encontrando, junto com o elenco, os cantos na casa de cada um para serem o fundo das cenas. “Fomos nos falando por vídeo e ajustando os detalhes para as gravações, posicionando alguns elementos como flores, livros, potes de mantimento, organizando uma prateleira”, revela a produtora de arte. Para o apartamento de Murilo, novamente, foram enviados centenas de objetos cenográficos, desde itens de mantimento até a bicicleta e pequenos móveis. “Levamos bastante vivência, vários objetos. O loft do Murilo é um ambiente mais pesado, bagunçado, bem diferente da decoração original do apartamento da Joana e do Bruno. Demos uma entulhada, desde a temporada passada, transformando o sofá em um sofá-cama, levando uma mesa de centro tipo container, uma mesa de escritório, uma arara de roupas, bicicleta”, enumera. Ela conta que o diferencial dessa vez foram as externas. “Levamos até cadeira de praia e cooler para Murilo tomar um sol na rua. Para mim, que adoro montar cenários, mexer em tudo e estar presente nas gravações, foi bem desafiador o trabalho remoto. Mas muito divertido, com soluções bem legais”, adianta. As provas de figurino também são feitas por teleconferência, utilizando peças do próprio elenco.  “Com todas as participações trocamos uma ideia por vídeo. Eles mostram opções para o cabelo, acessórios de vestuário. Vamos nos enquadrando: eu dizendo coisas que o personagem pode ter e o elenco vendo se tem aquilo em casa. Assim, nos adaptamos, conversamos, misturamos. É uma explosão de criatividade”, brinca a figurinista da série, Renata Vasconcelos. Até mesmo para o protagonista, Murilo, a conceituação segue remota. “É sempre muito legal. Abrimos o guarda-roupas dele juntos e vamos testando”, conta.
 
‘Diário de um Confinado’ é uma criação de Joana Jabace e Bruno Mazzeo. A obra é escrita por Bruno Mazzeo, com Rosana Ferrão, Leonardo Lanna e Veronica Debom, e tem direção artística de Joana Jabace. 

Entrevista com a diretora artística Joana Jabace 
 
 Vocês gostaram tanto da maratona de filmar em casa, com os filhos, em tempo recorde que resolveram repetir a dose?    
Pois é... (risos) Quando a gente acabou a primeira temporada, tínhamos certeza – eu e Bruno – que seria uma primeira e única. Foi muito intenso, tudo muito novo, com uma dinâmica muito específica. Terminamos exaustos. Nunca passou pela nossa cabeça que entraríamos nessa jornada de novo. Mas o programa foi tão bem recebido, tanto de crítica quanto do retorno do público, os comentários sempre muito positivos, de amigos, conhecidos do meio, público nas redes sociais... Aí começamos a pensar: por que não?   
    
A primeira temporada partiu de um desejo seu. E a ideia da segunda temporada, como surgiu?     
Desta vez foi um convite da Globo, e, como a maioria das produções em que eu e o Bruno estamos envolvidos só volta no ano que vem, decidimos embarcar no projeto, que foi tão bem recebido. Por mais cansativo que tenha sido, foi muito prazeroso. Foi bom demais ter conseguido, termos nos exercitado numa dinâmica diferente, fazendo nosso trabalho de um jeito que nunca tínhamos feito. Topamos e estamos aqui mais uma vez!   
    
Vocês estão prevendo algumas externas agora, mas o loft do Murilo ainda vai ser o principal set. Continua sendo na sua casa? E como vai ser essa divisão entre as externas e o apartamento? As conversas pelo computador continuam sendo um recurso também na segunda temporada?     
Considero que essa segunda temporada é dividida em três fatias: uma delas continua sendo as cenas do Murilo no apartamento; uma outra fatia é o Murilo interagindo com outros personagens através de aplicativo de conversa, pelo computador. Ele fala com a analista, os amigos, a mãe. E tem uma terceira fatia, que é nova, quando o Murilo sai. Ele vai a um churrasco na casa de um amigo, dá uma volta de carro, vai à casa da vizinha, a um restaurante ao ar livre. Essa segunda temporada tem essa novidade que é de alguém que está tentando lidar com o mundo que está flexibilizando, mas que tem muito medo. Murilo é um paranoico nato, um angustiado.   
   
Você acha que o personagem está ainda mais paranoico?    
Sim. Ele está vendo que para a maioria das pessoas a vida voltou ao normal. Mas não voltou, ou não deveria ter voltado. O Murilo está vendo que pode dar problema a qualquer momento. Tem uma cena que ele sai para dar uma volta e sonha que tem vários “covidinhos” o atacando (risos).    
    
Com as filmagens na sua casa por mais algumas semanas, como vai ficar sua rotina dessa vez? As crianças continuam com vocês no apartamento? O Glauco (Firpo, diretor de fotografia) está no projeto novamente?     
O Glauco está com a gente de novo. Agora temos uma vantagem porque estamos flexibilizando com meus pais, que são pessoas que sempre me ajudaram na criação dos meninos (Joana e Bruno têm filhos gêmeos de três anos). Fizemos os testes novamente e minha mãe e meu pai têm nos ajudado. Acho que essa temporada vai ser mais tranquila em relação a isso.    
    
A Débora Bloch, além de atuar na série, também terá uma outra função dessa vez?   
Eu e a Débora somos muito amigas. Independente de trabalho, temos uma parceria de vida. E ela tem o desejo de começar a dirigir, de experimentar também esse ofício. Como sei disso, achei que era uma boa oportunidade. Ela viu que a equipe é pequena e se propôs a nos ajudar. Moramos no mesmo prédio, isso facilita muito. E ela está do meu lado, ajudando em tudo. Aquela coisa que a gente fala desde a primeira temporada, que não tem contrarregra, que não tem equipe de som. Ela se ofereceu para se juntar nessa equipe de três – eu, Glauco e Bruno – para ser a quarta pessoa. É uma vivência em direção e ela já está fazendo bastante coisa, até dirigindo algumas cenas sozinha.   
    
No início do projeto, de certa forma, havia o anseio e a esperança de que falar sobre o dia a dia no confinamento se tornasse assunto velho, mas as coisas não mudaram tanto até agora. Como você se sente dando sequência às crônicas deste momento?   
Pouca coisa mudou, e isso é angustiante. Cinco meses depois, e o Brasil continua nessa situação. Eu tenho andado bem angustiada com isso. A gente está num momento em que tento – apesar de ser muito difícil para mim – não fazer planos, não pensar muito na frente. Quando penso muito na frente, paraliso. Me dá tanta angústia, que travo. Isso também tem um lado bom, que é o exercício de viver intensamente o presente, não ficar querendo controlar tanto as coisas. Ainda estarmos em confinamento e o programa render uma segunda temporada que, obviamente, reflete que o Brasil ainda não saiu da quarentena, é triste e preocupante. Por outro lado, nos ajuda a passar por essa situação toda fazendo algo que nos dá muito prazer, que é o nosso trabalho. Apesar de cansativo, é muito prazeroso.    
   
Entrevista com o autor Bruno Mazzeo   
    
A quarentena começa a dar uma flexibilizada, e Murilo está tentando sair um pouco mais nessa segunda temporada de ‘Diário de um Confinado’. Mas ele não parece estar muito confortável com isso... Como você resume o estado de ânimo do Murilo nesta nova fase da quarentena que será retratada?   
Fomos muito precisos no timing do fazer e do lançar a primeira temporada e é isso também o que se espera dessa nova. O mundo começou a flexibilizar, e tínhamos que trazer isso para a série. Mas a gente tinha também que manter o confinamento. Então, a gente começa a falar da flexibilização, mas o Murilo está longe de estar confortável com isso. Mais ou menos como eu.  

Conte um pouco como serão esses novos episódios.    
A gente começa agora a falar um pouco do mundo que vamos encontrar aí fora. Murilo vai ter um encontro com amigos – mas completamente dentro dos protocolos (risos). É uma coisa que todo mundo está sentindo muita falta. Ele vai passar também por uma coisa que eu passei e que muita gente passou, que é fazer o aniversário na quarentena. Murilo vai continuar com seus altos e baixos de humor e vai tentar dar esse passinho na flexibilização. Mas ele está mais neurótico. Quanto mais relaxamento vai tendo, menos o Murilo fica relaxado.   
    
Você já falou que uma das coisas das quais mais tem sentido falta nesse tempo de isolamento são dos seus amigos e de fazer coisas simples com eles. Que outras situações serviram de inspiração para os novos episódios?    
Muita coisa! Às vezes, não é o assunto como um todo, mas tudo parte de sensações e vivências minhas ou da equipe, isso não tem jeito. E vai ter sempre, não dá para escapar e eu não conseguiria nem dizer coisas pontuais. Mas, pincelada por tudo, está a autobiografia.    
   
Alguns personagens voltam, como a mãe, a terapeuta, a vizinha... E outros novos personagens chegam, como o tio, a ex-namorada, mais uma turma de amigos. São novamente pessoas com as quais vocês já têm algum tipo de parceria?   
Eu e Letícia (Colin) já íamos trabalhar juntos em um outro projeto, Joana também já a dirigiu e a adora. Tonico (Pereira) conheço há muitos anos. Renatinho (Renato Góes) é um amigo antigo, um cara que adoro. Acabamos caindo de novo um pouco nisso, de buscar pessoas próximas. O tempo de pré-produção é muito curto, então não daria para descobrir uma relação. Ainda bem que tenho vários amigos muito talentosos!   
     
Fazer a primeira temporada foi uma maratona. Em cerca de um mês e meio todo o processo de escrita, filmagem, finalização e lançamento ficou pronto. Dessa vez vai ser assim também? Em qual timing vocês estão trabalhando?     
Vamos começar a gravar dessa vez com todos os episódios escritos, mas o cronograma está muito parecido com o da primeira temporada. Não é uma temporada com tantos episódios dessa vez (agora são seis, na primeira foram 12), mas porque eu achei que, se tomasse mais tempo para escrever, poderia perder algum timing. E significaria estrear depois, jogar tudo lá pra frente. E a precisão do tempo é algo que eu não queria perder. Achei que seis episódios dariam certinho para escrever, gravar e estrear logo. Sem contar que vamos enlouquecer um pouquinho menos (risos).   
    
Vocês começam a sair um pouquinho mais para gravar, mas ainda tem uma boa parte das cenas em casa. Como vai ser a rotina de vocês?
Tudo igual! Glauco (Firpo, diretor de fotografia) ocupou de novo o quarto do João, meu filho mais velho. Continuamos do mesmo jeito, só a gente, mas agora com a ajuda da nossa vizinha e amiga Débora Bloch. As externas são na esquina, em lugares bem próximos de casa. O programa não cresceu no sentido de produção. Tudo foi feito igualzinho, e viramos a vida de cabeça para baixo de novo (risos).   
   
Como você se sente dando sequência às crônicas deste momento?   
Eu não esperava... achava que fôssemos ter uma primeira e única temporada, que não haveria mais assunto, por ser algo muito pontual. Mas foi tão legal, a repercussão foi tão boa. E, quando isso acontece, dá vontade de fazer mais. As pessoas pediram muito nas redes sociais. Este projeto todo foi muito emocionante. Quando pintou a proposta por novos episódios, algumas coisas estavam acontecendo de diferente, como esse princípio de flexibilização, então achamos que valia a pena dar essa sequência. Não dava para desperdiçar essa oportunidade. Estamos conseguindo ter assuntos novos em função disso.  
   
Quais são as histórias da quarentena que você acha que ainda dá para contar mas que ainda não entraram na segunda temporada? Você tem outros temas na cabeça? Pode vir mais coisa por aí?     
Dessa vez eu encerrei o texto dizendo apenas “fim da segunda temporada”. Em ‘Cilada’, na terceira temporada eu disse “acabou”. Durou sete. Na ‘Escolinha’, na segunda temporada eu falei “acho que deu, né?”. Já estamos na sétima também. Eu não acerto muito esses prognósticos. Mas novos temas na cabeça, não tenho. A gente continua tendo as limitações do protocolo, flexibilizamos dentro do protocolo, não apelamos para um cenário muito diferente. Mantivemos a essência da série. A brincadeira foi essa e funcionou muito, então não quisemos perder isso de nenhuma maneira. Isso serviu já na concepção, no texto. Queríamos continuar sendo essa produção caseira, mas não amadora. 


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