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Sem Censura apresenta entrevistas especiais para celebrar 70 anos da TV no país

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Divulgação TV Brasil

Para celebrar os 70 anos da televisão brasileira, o programa Sem Censura exibe uma série de entrevistas com grande profissionais do setor que batem um papo com o apresentador Bruno Barros, na TV Brasil, via Skype, ao vivo, às 14h, a partir desta sexta (18), marco da primeira transmissão no país.

Até a próxima sexta (25), o especial recebe uma personalidade por dia para conversar sobre a história, o presente e o futuro da tevê. A emissora pública traz convidados que atuam em diversas funções seja na frente das câmeras, nos bastidores das produções televisivas ou na gestão dos veículos de comunicação.

Já estão confirmados na série "História da TV" produzida pelo Sem Censura nomes como a figurinista Marília Carneiro, referências no segmento; a apresentadora Bia Bedran, que marcou época na programação infantil; e a veterana atriz Ana Rosa, recordista mundial de participação em novelas.

O gestor Mauro Garcia, presidente executivo da Bravi, a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão, é o primeiro convidado. A estreia do especial também conta com uma gravação do ator Tony Ramos exclusiva para o programa e um trecho de entrevista resgatada do acervo.

Gravações históricas

Para traçar um panorama sobre as sete décadas da televisão no país, o programa da emissora pública recupera participações que marcaram época nos 35 anos do Sem Censura, produção que está no ar desde 1985. O conteúdo está preservado no vasto acervo do canal desde o tempo da TV Educativa do Rio de Janeiro.

Uma das entrevistas é do próprio Tony Ramos para Lúcia Leme em 1993, quando o galã estreava como apresentador do programa "Você Decide", na TV Globo. Naquela ocasião, o ator veio ao Sem Censura falar sobre as expectativas para a novidade.

"Uma experiência nova e desafiadora, porque você tem que fazer no 'Você Decide' uma conversa clara e franca com o telespectador, mas você não pode de maneira nenhuma induzi-lo a qualquer resposta, entre o sim e o não, que o programa propõe", disse.

Tony Ramos sempre teve uma relação tranquila com o público e revelou que naquela época passou a prestar mais atenção no que falava. "Eu tenho tido o cuidado de falar de mim mesmo de uns anos para cá, porque senão você fica estigmatizado e isso é irreversível", confessou.

À vontade na conversa transmitida ao vivo pela TVE/RJ, ele recordou aspectos curiosos de sua trajetória artística. Durante muito tempo a imprensa criou o rótulo de bom moço para o ator. Tony Ramos admitiu que isso o incomodava.

"Eu lia e pensava: eu sou um cara normal, eu falo palavrão em casa. Não vou dizer aqui porque eu não tenho a necessidade de chocar ninguém, mas se eu der um pontapé no meu quarto durante a noite eu vou xingar muito. Eu adoro um vinho, levo uma vida normal, xingo o juiz de futebol… então eu ficava chateado com esse rótulo", reconheceu.


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