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Câmera Record explora a Islândia nacional, uma cidade flutuante conhecida como ''Veneza amazônica''

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Divulgação Record TV

Quando se fala em Islândia, o pensamento remete à terra dos vikings e para aurora boreal. No entanto, a relação entre o país nórdico e a Islândia cravada no coração da Amazônia não passa do nome. O Câmera Record deste domingo (06/12) exibe uma reportagem especial sobre a cidade que ficou conhecida como ''Veneza amazônica'' e como seus moradores sofrem com o lixo e a falta de água e energia. 

A equipe de reportagem foi conhecer o povoado no qual vivem, aproximadamente, quatro mil pessoas. Um lugar onde as casas são todas de palafitas – estruturas pensadas para resistir à cheia do Rio Javari. A altura de algumas sustentações pode chegar a cinco metros.  

No entanto, a estrutura adequada às mudanças do rio nem sempre atende às necessidades dos moradores. O fornecimento de energia elétrica dura poucas horas, como conta Adriano Java. "Ela chega aqui 9h e vai até o meio-dia. Aí, desliga tudo", explica. O fornecimento diário de água também é muito rápido. Outro problema: o lixo. Moradores relatam que o esgoto acaba jogado direto na água e, quando vem a seca, a sujeira se espalha pela cidade e fica evidente. 

Mesmo com uma vida tão simples, o que mais dói para Adriano é a saudade, já que, depois de 40 anos, a mulher dele quis se separar. Ele diz não saber o motivo. Até tentou agradar a antiga companheira buscando uma vida melhor, dentro das possibilidades que a cidade flutuante oferece. "Eu fiz essa casa aqui, para ela dizer: ‘Eu vou lá morar com ele, né?'. Mas ela não voltou", revela. 

A esposa de Bernardo Sandoval, outro morador de Islândia, também partiu. Mas, diferentemente de Adriano, Bernardo sabe muito bem o motivo - e não gosta de relembrar. A filha deles morreu afogada nas águas da cidade. "Eu estava assistindo à televisão e, quando procurei, ela não estava mais. Eu não vi quando ela saiu", lamenta. Uma ferida que a mulher de Bernardo prefere curar longe de Islândia. "Sempre quando ela tá aqui chora, né?", diz, também tentando conter a própria emoção. 

A esperança, no entanto, ainda não zarpou da ilha das palafitas. A construção do primeiro hospital da cidade trouxe otimismo. Além da possibilidade de atender melhor às demandas de saúde da população, muitos moradores conseguiram empregos na obra. "Eu fiquei seis meses sem trabalho", diz Galileu Salvador, que agora participa da construção. 

O podcast do Câmera Record apresenta uma entrevista com o professor e pesquisador do Núcleo de Estudos das Cidades da Amazônia Brasileira, Alex Sandro de Souza, que estuda a vida na Islândia amazônica desde 2012. E o repórter Romeu Piccoli conta curiosidades dos bastidores da gravação. 


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