Canal Like entrevista diretor da série ''Colônia'', nova atração do Canal Brasil

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André Ristum, diretor, criador e um dos roteiristas de ''Colônia'', nova série do Canal Brasil, é o convidado do programa “Entrevista Like em Casa” da próxima segunda, dia 5 de julho, à meia-noite. A trama é livremente inspirada no livro “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex, e na história real de tantas pessoas que passaram pelo hospício Colônia ao longo de seus quase 100 anos de existência. Toda rodada em preto e branco, a série é protagonizada por Fernanda Marques e tem no elenco atores como Andréia Horta, Augusto Madeira, Naruna Costa, Bukassa Kabengele, Arlindo Lopes, Rejane Faria, além de participações especiais de Stephanie de Jongh, Rafaela Mandelli, Christian Malheiros, Eduardo Moscovis, Marat Descartes, Nicola Siri, entre outros.

Na conversa com Anne Braune, André conta que a história se passa na década de 1970 e tem como pano de fundo um hospital psiquiátrico onde mais de 60 mil pessoas perderam a vida vítimas de maus tratos, eletrochoque, tortura e abandono. Ele lembra que quando teve contato a primeira vez com a história do Colônia, em 2016, não imaginava que atualmente a saúde mental seria um problema global tão grande como o que estamos enfrentando durante a pandemia: “Jamais ia imaginar que a gente viveria o que estamos vivenciando hoje com questões envolvendo isolamento social e representatividade. É incrível que em 2021, a gente ainda esteja nesse lugar, falando dessas coisas”, afirma o diretor. 

A produção conta a história de Elisa (Fernanda Marques), uma jovem de vinte anos que chega ao Hospício Colônia grávida de quatro meses e foi enviada para o local pelo pai, Júlio (Henrique Schafer), que fica enfurecido ao descobrir que a filha arruinara seus projetos de casa-la com um rico vizinho. Elisa logo se depara com a verdadeira loucura ali presente, mas rapidamente consegue descobrir que assim como ela, muitas outras pessoas sem nenhum tipo de diagnóstico de doença mental estão ali internadas: o alcoólatra Raimundo (Bukassa Kabengele), a prostituta Valeska (Andréia Horta), o homossexual Gilberto (Arlindo Lopes) e a dona Wanda (Rejane Faria), todos para lá enviados por serem considerados incômodos para a sociedade.

 ''Colônia era o lugar para onde os grupos sociais mandavam quem eles queriam se livrar, era um depósito humano. Todo tipo de indesejado social era mandado para lá. Temos todas as representatividades reunidas nessa série: negros, alcóolatras, homossexuais, prostitutas, jovens grávidas, vítimas de estupro, mulheres com senso de liderança. Todas essas pessoas são vítimas de uma sociedade patriarcal, racista, homofóbica e desigual'', relata Ristum. 

A estética em P&B é mais um elemento narrativo importante presente na série. A ausência de cor representa a vida das pessoas que habitavam o local, completamente sem brilho e fria: “Sempre enxerguei a série em preto e branco desde as primeiras linhas que escrevi. Para mim é muito significativo. O preto e branco é isso, são nuances de cinza o tempo todo e não foi uma escolha tomada com base em uma questão de estilo como diretor; tinha que fazer sentido na história. Essa decisão tomada desde o início do projeto ajudou muito a arte, o figurino, a fotografia e até os atores a contarem essa história”, finaliza o criador da série. 

Canal Like: 530 da Claro 
No ar segunda, dia 5 de julho, à 0h
Assista também: quarta, dia 7, e sexta, dia 9, à 0h
Anderson Ramos

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