CNN SINAIS VITAIS aborda o uso da da inteligência artificial na medicina

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A inteligência artificial há pouco tempo se restringia a roteiros de ficção-científica, mas hoje já faz parte do cotidiano geral, tanto que a chamamos de I.A.  Símbolo do que os especialistas definem como a “Revolução 4.0”, o uso dessa ferramenta não poderia ser ignorado pela Medicina. Esse é o tema do ''CNN Sinais Vitais'' com o Dr. Roberto Kalil que vai ao ar dia 08.09 (quarta-feira), às 22h30min. 

“Quando a gente fala da Inteligência Artificial, nós estamos dizendo que ela nada mais é do que um novo modelo matemático ou de algoritmos que processa uma grande quantidade de informação de dados. Ela é inteligente, porque faz uma replicação do que nós faríamos na vida real. E a Inteligência Artificial hoje é uma ferramenta muito importante para nós utilizarmos quando nós temos uma quantidade absurda de informações para processar. Isto não é capaz para o ser humano fazê-lo em tempo real”, conta Guilherme Rabello, engenheiro de inovação do Instituto do Coração.

Se podemos dizer que o conceito de I.A está relacionado à capacidade de soluções tecnológicas realizarem atividades de um modo considerado inteligente, isso só é possível graças a sistemas de aprendizado que analisam grandes volumes de dados, possibilitando a elas ampliarem seus conhecimentos. Nada melhor para abastecer essas máquinas com dados do que o InCor e o Hospital das Clínicas, em São Paulo.

''A gente tem informação de milhões de indivíduos. Todos os resultados de exames, sejam eles por imagens, sinais, exames de laboratório, medicação em uso, condição do paciente, diagnóstico. E muitos dos pacientes que estão nesta base de dados, estão sendo seguidos no InCor há mais de 20 anos. Então, nós temos toda a série histórica de exames desses pacientes. Apenas por imagens, nós temos dois milhões de exames por imagens armazenados nesse equipamento, 45 milhões de exames de laboratório clínico e cerca de dois milhões de traçados de eletrocardiograma'', explica Marco Antônio Gutierrez, diretor do serviço de informática do InCor.

Desde 2020, uma parceria da Siemens Healthineers e o Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo criou o In.Lab. Um espaço destinado a startups e desenvolvedores que já tenham ou queiram criar projetos de Inteligência Artificial voltados às melhorias e soluções que abrangem diferentes etapas na jornada do paciente e na cadeia da saúde, como prevenção, diagnóstico e tratamento, até a gestão mais utilizadas dos recursos financeiros. 

É o que explica o Dr. Giovanni Cerri, presidente do In.Lab: ''A Inteligência Artificial vai transformar a saúde nos próximos anos com os protocolos de tratamento. Vai trazer uma grande contribuição que é dar mais segurança para o paciente. A I.A. consegue aumentar a pressão do diagnóstico, melhorar a velocidade da conduta, isso resulta justamente numa forma mais precisa de poder conduzir o tratamento de forma quase individual. Mas vai impactar também na questão dos custos. Nós estimamos que o impacto da Inteligência Artificial na saúde nos próximos cinco anos seja de um investimento de 35 bilhões, para poder principalmente beneficiar o paciente''.

O Sinais Vitais também visita o espaço Cubo Itaú, onde o médico e pesquisador Victor Gadelha abriu uma startup de realidade virtual para treinamento médico, com base na sua experiência na faculdade de Medicina. O modelo cadavérico é muito difícil de se conseguir, esbarram em questões éticas, enquanto os modelos sintéticos são muito caros. “Com a realidade virtual você consegue ter uma variabilidade de casos muito grande. A programação e a modelagem gráfica estão no computador. Então, aquele cenário que era uma paciente de 40 anos de sexo masculino, eu posso repetir agora com uma criança, com uma gestante de diversas idades. E reduzindo custos. Porque os óculos hoje chegam a dois, três mil reais. Dando essa democratização da educação”, explica Gadelha.

O programa também também apresenta a história Jacson Fressatto,  de Curitiba, Paraná, que teve a Laurinha, um bebê prematuro, que acabou morrendo de sepse, com apenas 18 dias.Trata-se de uma infecção que mata mais de 230 mil brasileiros todos os anos. Movido pela dor da perda da filha e pela promessa de ajudar a diminuir esses números, Fressatto criou o primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos do mundo. Hoje, o Robô Laura já ajuda a salvar doze vidas por dia e atualmente opera em treze hospitais pilotos.

''Nós estamos tendo oportunidade de escrever e talvez consolidar informações que as próximas gerações vão ter. Como aconteceu em vários momentos na história da humanidade. É isso que eu acredito. O que eu fiz foi uma ferramenta para o médico. Com essas ferramentas, você transforma o médico em um super-herói.  A gente empodera ele como um semideus. Que é o que o cara pode ser, com o conhecimento que ele tem, com as ferramentas mais modernas'', afirma Jacson Fressatto. 

* O “CNN Sinais Vitais”, com o Dr. Roberto Kalil, vai ao ar na quarta-feira (08/09), às 22h30, logo após o “Jornal da CNN”, na faixa nobre da CNN Brasil.
Anderson Ramos

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