Globoplay estreia a série documental 'É Ouro! – O Brilho do Brasil em Tóquio'

Divulgação

Por sete vezes o hino nacional brasileiro foi ouvido em Tóquio durante os Jogos Olímpicos. O feito de conquistar uma medalha de ouro olímpica foi alcançado por brasileiros que são exemplos da diversidade de sotaques, origens e histórias de um país que tem como denominador comum da população uma imensa paixão pelo esporte. Todos eles entraram para a história e suas façanhas serão contadas em ''É Ouro! – O Brilho do Brasil em Tóquio'', nova série documental original Globoplay, produzida pelo Esporte da Globo. A cada semana serão dois episódios, sempre às quintas-feiras – os primeiros já estão disponíveis na plataforma. Cada um retrata uma conquista, com bastidores da preparação até a consagração no lugar mais alto do pódio, entrevistas exclusivas e a festa no retorno ao Brasil. Um episódio extra mostra a trajetória de Rayssa Leal, prata na categoria street do skate, que se tornou a medalhista olímpica mais jovem do esporte brasileiro, com apenas 13 anos. 
 
As histórias narradas em “É Ouro! – O Brilho do Brasil em Tóquio” às vezes parecem enredo de filme e transbordam características bem brasileiras: persistência, força de vontade e a nem sempre doce rotina de acreditar em sonhos. Um surfista do Rio Grande do Norte, Ítalo Ferreira, começou no esporte usando pedaços de isopor como prancha e voou acima das ondas para ser o melhor do planeta. Metade Rio de Janeiro e metade São Paulo, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze velejou mares olímpicos com perfeição pela segunda edição consecutiva dos Jogos. Paulistana, Rebeca Andrade encantou o mundo com saltos inimagináveis, unindo graça, beleza, talento e a superação de quem já encarou cirurgias, dores e preconceitos. E os baianos? Um canoísta, Isaquias Queiroz, deslizou pelas águas firme e tranquilo, sem dar qualquer chance aos adversários. Um boxeador, Hebert Conceição, tirou da cartola um golpe perfeito para vencer uma luta considerada por muitos perdida. E uma menina arretada, Ana Marcela Cunha, esperou com calma a sua hora depois de duas tristezas olímpicas e fez parecer que percorrer 10km nadando em mar aberto é brincadeira de criança. De todas as partes do país, fechando o mosaico da brasilidade, 22 jogadores pintaram novamente de dourado a grande paixão nacional pelo futebol. 
 
Os dois primeiros episódios, já disponíveis no Globoplay, contam detalhes das conquistas de Isaquias Queiroz e Rebeca Andrade. A força para não desistir veio da mãe, sua grande incentivadora. O episódio mostra a primeira ginasta brasileira medalhista olímpica cantando o hino nacional com apenas 11 anos – uma cena que se repetiu mais de uma década depois, em Tóquio. Já Isaquias teve de lidar com a despedida em seu ciclo de ouro olímpico. Dono de três medalhas – duas pratas e um bronze – nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o canoísta perdeu o seu treinador, Jesus Morlan, dois anos depois, vítima de um câncer no cérebro. O episódio traz uma entrevista exclusiva com o espanhol, meses antes de morrer, na qual projetava o ouro que o seu pupilo ganharia no Japão. “Eu tenho planos. Não sei se vou estar nesse mundo. Mas planos eu tenho. O que vai acontecer em Tóquio eu não sei. Espero ganhar no mínino uma de ouro”, desejava Morlan, em entrevista ao Comitê Olímpico Brasileiro. A relação entre os dois extrapolou as raias de Lagoa Santa, em Minas Gerais, para virar um laço de pai e filho. A ponto de Morlan passar seus últimos dias no Brasil, longe da família, para deixar os últimos ensinamentos aos comandados. Em Tóquio, Isaquias realizou o sonho do mestre.
 
“Todas as histórias carregam um componente emocional muito grande, Conquistar uma medalha de ouro é a realização de uma vida inteira, de anos e anos de dedicação, não só dos atletas, mas também de treinadores e familiares. Nos aprofundamos um pouco mais nessas histórias, com imagens inéditas de bastidores e arquivos raros, para entender ainda mais esses atletas. Eles são especiais pelo enorme talento, mas também pelo empenho acima da média, pela resiliência impressionante”, ressalta Rafael Pirrho, diretor de “É Ouro! – O Brilho do Brasil em Tóquio”.
 
Além de entrevistas exclusivas e imagens inéditas da preparação dos brasileiros para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a série documental conta com os imagens da preparação no Japão, às vésperas das conquistas. Bastidores que nem as câmeras oficiais do maior evento esportivo do planeta conseguiram flagrar: encontros inusitados, reações e a vibração de quem conseguiu atingir a meta da vida. De volta ao Brasil, a recepção aos novos heróis, o carinho dos fãs e o reencontro com a família, com os amigos e com os técnicos que, por causa da pandemia, tiveram que acompanhar seus pupilos de longe. 
 
“É Ouro! – O Brilho do Brasil em Tóquio” é mais um investimento do Globoplay em documentários originais – a plataforma já tem no catálogo títulos como “Marielle, o documentário”, “Em Nome de Deus” e “Caso Evandro”. A série é a terceira produção em parceria com o Esporte da Globo, que já lançou ‘Doutor Castor’, sobre a vida de Castor de Andrade; e ‘Predestinado’, sobre a trajetória de Gabriel Barbosa, o Gabigol. “É Ouro!” tem direção de Rafael Pirrho, que também assina os roteiros ao lado de Daniel Falcão (Ítalo Ferreira e Isaquias Queiroz), Felipe Brisolla (Rebeca Andrade), Guido Nunes (Hebert Conceição), Henrique Arcoverde (Ana Marcela Cunha), Marco Antônio Araújo (Martine Grael/Kahena Kunze e futebol) e Marcel Lins (futebol). O argumento é de Carol Oliveira.  
Anderson Ramos

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