Juliette é a convidada desta segunda (20) do podcast 'Mamilos'

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A simpatia, a capacidade de expor as mágoas e entender o lado do outro fez com que Juliette conquistasse o coração do Brasil, se tornando campeã do Big Brother Brasil 21 e fosse um grande case de sucesso global em suas redes sociais, quebrando variados recordes. Enquanto a paraibana era vista como “alvo fácil” por seus companheiros dentro da casa, do lado de fora conquistava uma legião de fãs por sua principal característica: empatia. E para discutir sobre essa habilidade, Juliette é a convidada do mais novo episódio do podcast 'Mamilos', batizado de ‘Empatia tem limite?’, já disponível no Globoplay, no B9 e nas principais plataformas de áudio.  

''O Mamilos tem oito anos e a gente abre o programa falando ‘empatia, tolerância, diálogo de peito aberto’ e agora todo mundo está falando de empatia. E me irrita quando há uma infantilização da empatia, das pessoas olharem e falarem “mas isso é bobo demais”, sentir pelo outro, inocente, pueril, sentir pelo outro. Existe a infantilização de colocar as pessoas empáticas como boba, não vê maldade em nada. Na verdade, se a gente der um passo atrás vamos ver que a empatia é uma estratégia de sobrevivência do bicho animal'', refletem as apresentaras Ju Wallauer e Cris Bartis. 
 
''Nós precisamos nos respeitar e coexistir. O Big Brother Brasil mostrava exatamente isso, pois são pessoas diferentes, que precisam se respeitar e dialogar. O impulso inicial é devorar, julgar e isso tudo me dava muito medo. Eu posso não concordar com alguma coisa, mas eu tenho que respeitar e pronto, tudo bem. A vida fica mais leve assim. No reality, o público enxerga tudo, inclusive quando você força e tenta usar a empatia para manipular e, quando isso acontece, não é mais empatia, não é verdade'', complementa Juliette. 
  
Criado em 2014, o Mamilos é um dos podcasts de maior notoriedade no Brasil e ao longo de quase 8 anos vem conquistando a audiência por promover diálogos, trazendo sempre pra mesa pontos de vistas diferentes para que os ouvintes formem sua opinião de maneira crítica. O programa tem uma audiência consolidada e crescente, somente em 2020 acumulou mais de 10 milhões de plays. 

Apresentado pelas podcasters Ju Wallauer e Cris Bartis, o episódio ‘Empatia tem limite?’ conta ainda com a participação da neurocientista Claudia Feitosa-Santana, pesquisadora e estudiosa de alguns aspectos da mente e do cérebro, que promove uma reflexão sobre o que é o conceito de empatia na Ciência e, ao mesmo tempo, avalia o comportamento de Juliette na casa e sua forma de lidar com as pessoas. O episódio está disponível no Globoplay (acesso via mobile) e também no B9 .
 
Confira um pouco mais da entrevista com Juliette Freire:  

Mamilos: Juliette, você encantou muita gente durante o Big Brother Brasil. Uma das palavras que foi associada a você foi justamente empatia. Então eu queria abrir a conversa perguntando o que é empatia para você? De onde vem esse sentimento para você?  
Juliette: O conceito de empatia para mim é muito simples: é se colocar no lugar do outro, é tentar sentir o que ele sente e, claro, respeitá-lo. Fico muito feliz de as pessoas terem enxergado empatia em mim, porque ela faz parte da minha história o tempo todo e é um dos sentimentos mais nobres da humanidade. Tenho quatro irmãos, um diferente do outro, carregando suas feridas de vida e, desde criança sempre me coloquei no lugar deles, procurando sentir o que eles sentem. É um sentimento de justiça, de me tornar uma pessoa melhor.   
 
Mamilos: Dê um exemplo de como a empatia aconteceu no BBB com o Lucas. O seu comportamento com ele e o da casa inteira? Por que você agiu tão diferente do grupo?  
Juliette: Já tive uma empatia de vivência com o Lucas e, claro, de certa forma olhando em mim também, pois eu queria que as pessoas me tratassem dessa forma e até pensassem como penso. Eu via no Lucas os meus irmãos. Ele é fruto de uma sociedade desajustada, com criminalidade, problemas e conflitos sociais. Muito sofrimento. Eu queria que as pessoas entendessem que por trás daquelas ações tinha um mundo de dores, um mundo de vivências que era, sim, compreensível. Tinham situações em que ele passava dos limites, claro que eu também me incomodava, mas às vezes Lucas só precisava de um abraço. O que eu fiz com ele, de certa forma, eu fiz também com outras pessoas.  
Anderson Ramos

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