Produção audiovisual negra é tema do Estação Livre desta sexta-feira

Créditos: Larissa Marques

O Estação Livre desta sexta-feira (17/9) fala sobre o mercado do audiovisual, com enfoque na produção negra. Em momentos de crescimento da produção audiovisual no país, há um aumento na necessidade de representar comunidades que não estiveram representadas nas telas, ou se viam de maneira estereotipada: negros, LGBTQIA+, mulheres e outras. Com apresentação de Cris Guterres, vai ao ar às 22h, na TV Cultura .

No estúdio, Cris recebe o diretor, produtor, e criador da WoLo TV, Licíno Januário, e a cineasta Lilian Solá Santiago para conversar desde a formação de novos profissionais, passando por produções e streamings direcionados a públicos específicos.

Reportagens

Tão importante quanto representar novas realidades nas telas é formar uma nova geração de profissionais que conheçam essas realidades. O Estação dialoga com a iluminador e cineasta Juliana Jesus, premiada com o curta Pipa e aluna do Instituto Criar, que se dedica à formação de jovens de baixa renda.

O programa também aborda o mundo do streaming, onde, em 2020, surgiram plataformas focadas no conteúdo de realizadores negros, como a WoLo TV e a Todesplay, que entram no mercado com a missão de dar maior visibilidade à produção audiovisual dos pretos.

O primeiro longa-metragem brasileiro dirigido por uma mulher negra foi lançado em 1984: Amor Maldito, de Adélia Sampaio. Foram necessários mais de 30 anos até que Camila de Moraes lançasse o segundo: O Caso Do Homem Errado, documentário de 2017. Viviane Ferreira, em 2019, lançou mais um: Um Dia Com Jerusa, longa de ficção. Para entender porque a mulher negra é ainda tão invisibilizada no cinema brasileiro, o Estação Livre conversa com Camila e Viviane, que atualmente é presidente da Spcine.

A reportagem do programa ainda fala com Valter Rege, que busca modificar a realidade divulgada por pesquisa da Agência Nacional De Cinema em 2018 - em que 75% dos longa-metragens lançados de 2016 eram dirigidos por homens brancos. O diretor preto, gay e periférico já furou a bolha com dois curtas e um longa lançados, além de muito conteúdo divulgado em seu canal no YouTube.

Joel Zito Araújo, ícone do cinema negro - que faz filmes há mais de 30 anos - também ganha espaço na edição. E, completando o Estação Livre, uma reverência à obra de Ismael Ivo, bailarino que deixou enorme legado para dança brasileira e primeiro diretor negro do Balé da Cidade.
Anderson Ramos

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