Vereda Tropical chega ao catálogo do Globoplay

Divulgação Globo/Nelson Di Rago

Uma trama bem-humorada, ambientada em São Paulo, que tem como tema central as relações familiares, 'Vereda Tropical' fez enorme sucesso quando foi exibida originalmente entre 1984 e 1985. Com autoria de Carlos Lombardi, sua primeira novela como autor principal, a produção dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes passa a integrar o projeto de resgate dos clássicos da dramaturgia do Globoplay a partir desta segunda-feira, dia 13. Lucélia Santos, Walmor Chagas, Marieta Severo, Marcos Frota, Cristina Pereira, Luiz Fernando Guimarães, Regina Casé, Rosamaria Murtinho, Paulo Betti são alguns dos nomes que fazem parte do elenco.  

A história gira em torno de Silvana (Lucélia Santos), jovem operária da fábrica de perfumes CPP, que exerce uma função de liderança no trabalho. Lá, ela conhece Victor (Lauro Corona), filho do dono da empresa, Oliva (Walmor Chagas), se apaixona por ele e acaba engravidando. Às vésperas do parto, Victor abandona Silvana, que em seguida dá à luz Zeca (Jonas Torres). 

Ainda nos primeiros capítulos da trama, Victor morre e o avô paterno de Zeca decide disputar a guarda do menino com Silvana. Oliva é um homem poderoso, viúvo e pai de Victor e mais três filhas: Catarina (Marieta Severo), Verônica (Maria Zilda) e Gabi (Cristina Pereira). Quando o único filho morre, ele tanta ganhar a guarda de Zeca, seu neto, para fazer dele seu sucessor. 

O desejo de Oliva acirra a briga entre as irmãs pelo controle da empresa de perfumes. Catarina é a mais velha das três filhas. Ela foi abandonada pelo marido, com quem tem Téo (Marcos Frota), e por isso voltou a viver na casa do pai. Ela é a diretora da empresa e, apesar do sucesso, ela não suporta a linha de produtos populares da CPP. 

Sentindo-se ameaçada com a chegada de Zeca à família, Catarina alerta as irmãs sobre o risco de perder o controle da empresa para o filho de Victor. Verônica não liga para a empresa, é solteira, sensual e gosta de curtir a vida com o dinheiro do pai. Já Gabi, a mais nova, é a que mais parece com Oliva. É irreverente e geniosa, fala o que lhe vem à cabeça, sem se preocupar com as consequências. 

A história ainda traz o núcleo da Vila dos Prazeres, onde mora o jogador de futebol Luca (Mario Gomes), que se envolve com Silvana e Verônica ao longo da trama. A mesma vila abriga também a cantina italiana comandada por dona Bina (Georgia Gomide), que reúne os operários da fábrica de perfumes.  

ENTREVISTA COM CRISTINA PEREIRA 

O que você lembra com mais carinho sobre a Gabi, sua personagem em Vereda Tropical? Como definiria a personagem?
A personagem era a caçula de três irmãs e um irmão e gostava de fazer experiências químicas. Ela tinha uma grande amiga, Leo, interpretada pela Cristina Mullins, que fazia dupla com ela nas suas loucuras e aventuras. Lembro muito das conversas sobre teatro com Walmor Chagas que era meu pai na novela, Oliva, um empresário. Gabi era filha adotiva, mas se parecia muito com o pai. 
 
Como essa personagem marcou a sua carreira?
Era uma personagem jovem e rebelde, diferente das anteriores que eu havia feito, como a Yeda de ‘Elas por Elas’ ou a Frô de ‘Guerra dos Sexos’. Cortei o cabelo bem curtinho pela primeira vez, por sugestão do diretor Jorginho Fernando, que me orientou maravilhosamente para essa personagem. Foram conselhos preciosos, assim como os de Walmor Chagas. A parceria com Marcos Frota foi muito boa em cenas que exigiam coragem, pois voávamos de helicóptero, sobre a restinga de Marambaia, sobre o mar, floresta. 
 
Gostaria de citar alguma cena marcante da novela que você lembre?
Essas cenas com os voos de helicóptero onde o Marcos Frota era o Super Téo e eu a namorada dele. Quando ele não estava "tomado" pelo personagem super-herói, era um menino tímido.
 
Como era a abordagem do público na rua com você à época, lembra de algo em especial que queira mencionar?
Era muito simpática. O público comentava sempre como eu tinha sorte de contracenar com galãs bonitos. 
 
Muitas novelas estão sendo revisitadas no momento. Mas Vereda foi exibida há mais de 35 anos e só teve uma reexibição, nos anos 80 também. Acha que é uma oportunidade de os noveleiros conhecerem esse trabalho, que fez muito sucesso à época, estando agora no streaming? O que você destacaria nele como um atrativo?
Destaco a linguagem supermoderna para a época e, portanto, atual. Muito bem escrita! Carlos Lombardi como autor e Silvio de Abreu como supervisor. Um elenco excelente onde se destacavam, além dos que já citei, nomes famosos do teatro como Gianfrancesco Guarnieri, Rosamaria Murtinho, Walmor Chagas, Georgia Gomide, Norma Geraldy e outros mais jovens na época, mas igualmente destaques como Lucélia Santos, Paulo Betti, Luiz Fernando Guimarães e a querida comediante Vic Militello!
Anderson Ramos

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