Dia da Democracia: Curta!On apresenta um especial de documentários sobre o tema

Divulgação/Curta!On

Em 25 de outubro, é celebrado o Dia da Democracia no Brasil. A data homenageia o jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar neste mesmo dia, em 1975. Unindo-se às vozes dos que defendem a democracia, o Curta!On – Clube de Documentários apresenta o Especial Democracia, uma reunião de 14 produções documentais que exploram diferentes perspectivas sobre o assunto.

O Curta!On – Clube de Documentários é o streaming do Curta! no NOW, da NET / Claro, e na internet, através do site CurtaOn.com.br. Neste mês em que a plataforma completa seu primeiro ano, a assinatura sai por R$9,90 mensais durante um semestre; após esse período, passa a ser R$14,90.  A promoção é limitada.

Confira a seleção de filmes do Especial Democracia:

O Dia Que Durou 21 Anos: O documentário do diretor Camilo Galli Tavares, dividido em três episódios, mostra a participação dos Estados Unidos no golpe militar de 1964, no Brasil, bem como importantes documentos americanos considerados secretos durante o regime. A produção apresenta textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos e imagens inéditas. A narração é do jornalista Flávio Tavares, que participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. 

Sobral – O Homem Que Não Tinha Preço: O documentário relembra a trajetória do jurista Heráclito Sobral Pinto, que ganhou visibilidade ao defender a democracia durante a ditadura militar. O longa-metragem é dirigido pela neta do jurista, a cineasta Paula Fiuza, e traz uma série de depoimentos de advogados e historiadores, além de imagens de arquivo que ressaltam a importância do trabalho de Sobral na defesa da justiça e dos direitos humanos. Um dos depoimentos do filme é de Anita Leocádia Prestes, filha dos militantes comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benário.

Democracia em Preto e Branco: Narrado por Rita Lee e dirigido por Pedro Asbeg, o documentário “Democracia em Preto e Branco” aborda o movimento ideológico-futebolístico chamado “Democracia Corinthiana”, focando sobretudo na figura de Sócrates, jogador do Corinthians. O longa, produzido pela TV Zero, mostra o panorama esportivo, musical e político de uma época em que o país fervilhava em meio a greves e protestos pelas eleições diretas.

Os Anos JK – Uma Trajetória Política: O filme de Silvio Tendler conta a trajetória do presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, nascido em Diamantina, Minas Gerais. A produção relembra sua estreia como político, passa por sua atuação na presidência — sobretudo pela construção de Brasília — e vai até a perda de direitos políticos sofrida por Juscelino durante a ditadura militar.

O Prólogo: O documentário, dirigido por Gabriel F. Marinho, discute o uso da propaganda política pelo cinema e pela televisão na década de 1960, desvendando a cultura dos antigos curtas-metragens que passavam antes das sessões principais de cinema no Brasil.

Jango: O filme de Silvio Tendler refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. A reconstituição da trajetória de Goulart é feita através da utilização de imagens de arquivo e de entrevistas com importantes personalidades políticas como Afonso Arinos, Leonel Brizola, Celso Furtado, Frei Betto e Magalhães Pinto, entre outros. Lançado em março de 1984, o filme teve seu roteiro escrito por Maurício Dias e Sílvio Tendler, enquanto a trilha sonora foi desenvolvida por Milton Nascimento e Wagner Tiso.

O Paradoxo da Democracia: O filme de Belisario Franca mostra que a noção de democracia foi posta em xeque em nações como Brasil, Estados Unidos, França, Egito e Ucrânia, por meio de fortes manifestações que culminaram na queda de governos, seja por vias eleitorais ou por golpes de estado. Pensadores respeitados em todo o mundo, como Jacques Rancière e Juan Carlos Monedero, analisam os diferentes contextos sociais em que está inserido esse sentimento de insatisfação, que parece unificar sociedades tão díspares.

O Mês Que Não Terminou: Em “O Mês Que Não Terminou”, de Francisco Bosco e Raul Mourão, o espectador relembra dois movimentos internacionais de 2011, o “Occupy Wall Street”, em Nova York, e “Os Indignados”, em Madrid, fazendo uma ligação entre essas ações e as manifestações que ocorreram no Brasil durante junho de 2013. Segundo os diretores, essa agitação desembocou nos protestos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014; também teria sido motor de propulsão da Operação Lava Jato e da ascensão da extrema direita no Brasil. 

Tancredo Neves – A Travessia:  O diretor Silvio Tendler traça a trajetória de Tancredo Neves, falecido em 1985, ao longo de fatos importantes da história política brasileira, como a relação com Getúlio Vargas, o trabalho para permitir a posse de João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros e a sua participação na campanha das Diretas Já.

1930: Tempo de Revolução: O filme de Eduardo Escorel faz parte de uma série, idealizada pelo produtor Cláudio Kahns e pelo cientista político André Singer, que pretende documentar as principais sublevações políticas vividas no país. Neste primeiro filme, o diretor remete também a outros movimentos ocorridos antes da Revolução de 1930. Reunindo imagens de arquivo, algumas inéditas, encontradas no exterior, e depoimentos de historiadores, a produção procura esclarecer esse momento crucial e ainda mal compreendido da história brasileira.

1932, A Guerra Civil: Para os paulistas, o Governo Provisório de Getúlio Vargas se transformara numa ditadura no início da década de 1930. Havia insatisfeitos em todo o país, mas só os paulistas se levantaram em armas. A guerra civil durou três meses. Nela, houve cerca de oitocentas vítimas fatais, mais do que o número de soldados brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial. Apesar do apoio maciço da população e do alistamento espontâneo de 45 mil civis, os paulistas acabaram derrotados. O documentário de Eduardo Escorel trata desses eventos e questiona a noção ainda hoje dominante de que a guerra civil tinha propósitos separatistas. 

1935 – O Assalto ao Poder: O ano de 1935 estava chegando ao fim, quando três levantes militares, em três diferentes capitais brasileiras, tentaram derrubar o governo de Getúlio Vargas. Liderada por membros do Partido Comunista do Brasil, a insurreição deflagrada em Natal, Recife e no Rio de Janeiro foi um fracasso militar e político. Em poucos dias o movimento foi inteiramente dominado. O governo de Getúlio foi implacável com os insurretos. Vários deles foram brutalmente torturados e até quem era mero simpatizante do Partido Comunista acabou preso. Este complexo processo teve como protagonistas, além de Getúlio Vargas, Luiz Carlos Prestes, Octávio Brandão, Olga Benário, Gregório Bezerra e Giocondo Dias. Com base em imagens inéditas encontradas em arquivos europeus e norte-americanos, o filme de Eduardo Escorel conta com depoimentos de vários participantes do levante e intervenções dos historiadores Paulo Sérgio Pinheiro, Boris Fausto, José Murilo de Carvalho, Marly Vianna, Paulo Cavalcanti e Homero Ferreira, além do escritor Fernando Morais e do jornalista William Waack.

Imagens do Estado Novo: Com intenso trabalho de pesquisa e de produção, em "Imagens do Estado Novo 1937- 45", o diretor Eduardo Escorel recorre a cinejornais, cartas, filmes, diários e músicas populares para explorar as contradições do período político histórico que dá nome à obra. No primeiro episódio, imagens oficiais e registros de família, o diário de Getúlio Vargas e músicas de época revelam a consolidação do regime autoritário até as vésperas do golpe que dá início ao Estado Novo, com a suspensão dos direitos constitucionais, censura à imprensa e intensificação do anticomunismo no Brasil e no mundo.

Excelentíssimos: O diretor e roteirista Douglas Duarte e sua equipe estavam na hora e no lugar certos para assistir de perto a uma das mais importantes passagens da história recente do Brasil: o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O que era para ter sido apenas um registro do panorama político diário tornou-se o documentário “Excelentíssimos”, uma produção da Esquina Filmes, que registrou os bastidores e o cotidiano do Congresso Nacional em momento de efervescência e extrema polarização.
Anderson Ramos

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