A Maia fala sobre a experiência de interpretar a Morte em 'Quanto Mais Vida, Melhor'

Divulgação Globo/João Miguel Júnior

Em 'Quanto Mais Vida, Melhor', coube à atriz A Maia a missão de interpretar a Morte. Após o acidente aéreo, sua personagem concedeu a Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage) uma segunda chance de vida. Mas avisou que, em um ano, um deles vai partir em definitivo. Em cenas inspiradas no filme ‘Querida, encolhi as crianças’, ela dá o tom do universo fantástico que acompanha a trama criada e escrita por Mauro Wilson, com direção artística de Allan Fiterman. Ao longo da novela, ela retornará pontualmente para lembrar aos quatro protagonistas que o tempo deles está passando, acentuando ainda mais o mistério em torno de qual deles fará sua passagem de fato. Com 30 anos de idade, nascida em Juiz de Fora (MG), A Maia fala na entrevista abaixo sobre a experiência de dar vida à Morte. 
 
Como chegou a esse papel?
Eu tinha acabado de me mudar do Brasil. Fui assinar um contrato musical em Portugal. Quando eu cheguei lá, a Globo me chamou pra fazer a Morte. O Allan Fiterman (diretor) e Guilherme Gobbi (produtor de elenco) chegaram até mim atrás do meu showreel (um vídeo com uma seleção de trabalhos). Fiz as malas e vim. E foi maravilhoso, desafiador.
 
Considera uma vitória pessoal conquistá-lo? 
Eu nasci em Juiz de Fora, sempre fui uma criança muito tímida, muito retraída e encontrei na arte uma possibilidade de existência. E a arte salvou minha vida inúmeras vezes. Nunca ninguém acreditou muito em mim, então sempre fui eu correndo atrás das minhas coisas. O showreel que o Allan Fiterman viu fui eu mesma que editei, por isso, estou muito feliz com o que está acontecendo na minha carreira. A Maia surgiu como artista de rua. Eu fazia performance de show da Britney Spears, malabarismo, show de mágica. Cresci, saí da periferia.  Eu lembro da época que novela era o único entretenimento que a gente tinha. É um sonho estar aqui. Mas entendo que além do meu sonho de Cinderela, tem uma representatividade muito maior e uma responsabilidade muito maior.
 
Como nasce a Morte?
É muito subversivo falar sobre a morte, sobre essa persona no país que mais mata travesti, num momento em que ela se torna ainda mais popular em plena pandemia mundial. Então senti esse peso, teve momentos que tive que zerar, me esvaziar, não olhar muito as notícias para poder construir alguma coisa, que me trouxesse acalanto, conforto, que não fosse pesada, aquela imagem ultrapassada, que é a morte de filme de terror. Daí, partimos para a sedução e para o lúdico. 
 
Em quem se inspirou para fazer a Morte?
Eu assisti muito ao filme ‘Malévola’. Angelina Jolie é uma grande referência que eu levo para a vida. Eu também me inspirei na Eva, da série Lucifer. A construção corporal foi outro processo. O mais difícil foi construir esse corpo. Ela tem uma coisa com a mão, provoca um frisson, às vezes, gera insanidade, lucidez, mas também um afeto, meio mãe quando fala para Neném (Vladimir Brichta), Flávia (Valentina Herszage), Paula (Giovanna Antonelli) e Guilherme (Mateus Solano): ‘Vocês não estão fazendo o que deviam’. E alterna para um estado meio irritado: ‘Vocês não aprendem!’. Tem mudanças de humor. Ela nunca está no mesmo lugar.

 ‘Quanto Mais Vida, Melhor!’ é criada e escrita por Mauro Wilson, com direção artística de Allan Fiterman. Escrita com Marcelo Gonçalves, Mariana Torres e Rodrigo Salomão, direção geral de Pedro Brenelli e direção de Ana Paula Guimarães, Natalia Warth, Dayse Amaral Dias e Bernardo Sá. A produção é de Raphael Cavaco e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.
Anderson Ramos

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