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Medicina que alivia a dor é tema do programa CNN Sinais Vitais

Divulgação

O CNN Sinais Vitais desta quarta-feira (05.01), às 22h30, reapresenta o episódio Medicina que alivia a dor, sobre cuidados paliativos no Brasil.  Esse tipo de atendimento visa oferecer conforto e alívio físico, emocional, social e espiritual ao paciente por meio de uma equipe de saúde multidisciplinar.

Segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), apenas 5% dos hospitais brasileiros com mais de 50 leitos disponibilizam equipe de cuidados paliativos. Na modalidade Hospice, em que o paciente fica hospedado no local, existem apenas 12 instituições no país.

O médico Roberto Kalil entrevista  alguns dos maiores nomes da especialidade e acompanha a rotina de pacientes e familiares. O programa  mostra a importância dos cuidados paliativos para aliviar a dor de quem está em seus últimos dias de vida e para quem faz parte do cotidiano dessas pessoas. “No caso de um paciente com muitas dores por conta de um câncer, por exemplo, temos muitos caminhos para aliviar o sofrimento, em paralelo ao tratamento da doença”, explica *Ana Claudia Quintana*, médica geriatra e autora do best seller no Brasil *“A morte é um dia que vale a pena viver”*. 

O médico intensivista e paliativista Daniel Neves Forte afirma que “as pessoas não querem morrer, elas querem viver bem e acho que é isso que o cuidado paliativo busca: cuidar da vida, e vida só é vida porque tem morte”. 

A equipe do CNN Sinais Vitais acompanhou os cuidados paliativos oferecidos pelo serviço público e particular de saúde. No Hospital do Câncer IV, que atende pelo SUS, registrou as atividades no Instituto Nacional do Câncer (INCA), voltadas a  pacientes internados ou em domicílio, no Rio de Janeiro.

Na rede particular, as gravações foram realizadas na  Clínica Florence, em Salvador, primeira unidade no Brasil criada exclusivamente para ser um Hospice para pacientes em fim de vida. O programa relata a experiência de uma família que utilizou o serviço há dois anos. Quézia, filha da paciente que morreu com câncer, afirma: “A gente teve uma despedida digna, uma família acolhida e a dor amenizada”. 

Para o filósofo Mario Sergio Cortella, oferecer cuidados paliativos é respeitar a entender a biografia do paciente. “Vou usar a expressão de um médico mineiro, Guimarães Rosa: a pessoa que sabe que há momentos em que a vida parece um grande sertão, mas tem veredas, tem veredas, e essas veredas são, em larga escala, aquilo que cabe aos cuidados paliativos”.

O programa CNN Sinais Vitais, com Dr. Roberto Kalil, vai ao ar às quartas-feiras, às 22h30.

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