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#BBB22 Entrevista com o eliminado: Lucas

Divulgação Globo/João Cotta

Barão da piscadinha, Barão da roubadinha, Barão da devolvidinha... Esses foram alguns dos vários codinomes bem-humorados atribuídos a Lucas durante sua passagem pelo 'Big Brother Brasil 22'. Lucas se movimentou por toda a casa e arrancou boas risadas com o apelido e gestual característicos que levou para dentro do confinamento. Mesmo optando por um jogo solo, engatou em um relacionamento logo no início da temporada, fez o que chamou de “alianças temporárias” com integrantes de grupos opostos no jogo e sobreviveu a dez semanas do reality, antes de ser eliminado no seu primeiro paredão, em que disputou com Paulo André e Pedro Scooby e recebeu 77,54% dos votos do púbico.
 
Na entrevista a seguir, ele revela o motivo de não ter conseguido jogar com Lina, Jessilane e Natália, mesmo tendo grande afinidade com elas, fala sobre a importância que as provas tinham em sua estratégia de sobrevivência na casa e desvenda o mistério por trás da coleção de produtos do BBB que pretendia trazer na mala – todos devolvidos antes de sua eliminação, ele garante.
 
Como você avalia a sua participação no ‘BBB 22’? 
A única coisa que eu não queria era que meus valores mudassem, no BBB, porque eu tenho muito orgulho de quem eu sou, da criação que eu tive. Pelo que minha mãe falou – e tudo bem que é mãe, não é, gente? – eu tive erros, como qualquer ser humano, mas eu consegui mostrar quem eu sou. Eu sou brincalhão, educado, gentil. Detesto julgar, e a gente chega ao confinamento e precisa julgar as pessoas... Mas eu tenho muito orgulho do meu percurso e acho que saí na décima semana porque tinha que ser assim. Eu teria ficado muito feliz se tivesse continuado no game, chegado ao top 10. Já estou com saudade da casa, da Eslô. Mas foi o meu momento e eu quero aproveitar bastante isso aqui também.
 
Qual era sua estratégia para chegar o mais longe possível na disputa? 
Eu sou muito coração. O Rodrigo, por exemplo, já era muito jogador. Eu tentei entender o lado dele, mas logo vi que ali era todo mundo coração. Com o tempo, a gente ia se tornando jogador. E eu fui tentando ser um jogador de fato, mas todas as decisões que eu tomei dentro do confessionário foram vindas do coração. Se eu tivesse sido muito estrategista e colocado o jogo sempre acima das relações, eu com certeza ainda estaria lá dentro. Mas eu coloquei a relação na frente do jogo para poder chegar na minha cama, colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente. Acabei votando em pessoas que foram saindo e isso facilitou meu jogo. Tentei jogar esse game da forma mais coerente comigo e com o meu coração e eu acho que consegui fazer isso. Estou muito feliz.
 
Nos últimos dias, você comentou que estava no seu limite e ficou triste. O fato de estar no paredão pesou?
Com o tempo, as coisas vão se acumulando. Eu ficava mais junto com a Eslô, Lina, Nat e Jessi, com os meninos não conseguia me conectar tanto. Às vezes, quando eles estavam separados, eu conseguia chegar para trocar ideia. Mas quando estavam todos juntos, não. De fato eu sou mais quieto. Quando estamos eu e uma pessoa, consigo conversar. Quando tem um grupo, tenho mais dificuldade. Outra coisa é que aqui fora eu sou bem ativo, tenho uma alimentação regrada, acordo às cinco horas da manhã para nadar, à noite malho, tenho uma rotina de sono. No BBB era o contrário, eu não sabia ser era dia ou noite, tinha a Xepa e, enquanto aqui fora eu como 20 ovos por dia, lá só comia um. Tem também a tensão de ter que julgar as pessoas no jogo da discórdia e na formação do paredão... Foi difícil, de domingo para segunda, por exemplo, digerir os seis votos da casa. Principalmente porque alguns deles vieram de pessoas que eu não esperava, como os votos do Arthur, Douglas e Gustavo. Juntou isso tudo. Mas eu nunca iria apertar o botão, pedir para sair. No máximo ficaria mais na minha e junto com a Eslô. As pessoas lá dentro falam que é importante ir ao paredão, mas é importante se você já foi! Se você não foi, você não quer ir (risos). Eu saí de cabeça erguida, orgulhoso, porque em nenhum momento fui contra os meus princípios. Estou satisfeito.
 
Você se dedicava bastante às provas de líder, anjo e imunidade; ganhou algumas delas. O que as provas significavam para você?
Sempre achei que, por ter um jogo solitário, a todo momento eu corria um risco. Então, nas provas eu me doava muito. Sabia que se eu perdesse uma prova dessas eu poderia ser indicado ao paredão, deixar de ganhar uma imunidade. E, além disso, quando você ganha uma prova, tem o poder se de posicionar. Como eu jogava sozinho, as pessoas podiam achar que eu era planta, por isso eu achava muito fundamental eu ganhar as provas. Quando eu indiquei a Brunna ao paredão, por exemplo, as pessoas não imaginavam. Era uma menina nota mil, de quem eu gostaria de me aproximar, se ela tivesse ficado. Assim como aconteceu com a Lina, que votou em mim na primeira semana e depois ficamos muito próximos.
  
Você imaginava que poderia formar um casal no BBB? Acha que o relacionamento interferiu no seu jogo? 
Não imaginava, e até achava uma estratégia não muito boa porque quando você forma um casal pode acabar se escondendo, ficando só no relacionamento, e o jogo acontecendo em paralelo. Eu resisti um pouco, só que aconteceu o inevitável, a gente acabou ficando (risos). Temos uma conexão super bacana. Mas o mais engraçado é que era como “Sr. & Sra. Smith”, a gente estava em lados opostos o game todo. Por isso eu acho que o relacionamento não interferiu no meu jogo. Logo depois que ficamos, conversamos sobre cada um ter a sua trajetória e sobre colocar a relação ao lado do jogo. Eu nunca interferi no jogo da Eslô e acredito que ela também não interferiu em nenhum movimento meu. Agora que a gente ia começar a jogar junto, o Brasil mandou eu vir piscar aqui fora (risos).
 
Pretende manter o namoro com a Eslovênia fora do BBB? 
Com certeza! Falta um mês de BBB, mas até se faltasse mais eu teria essa posição. Estou com muita saudade da minha rotina. Eu não sou tanto de festa, mas percebi que ela gosta muito. Então eu vou esperar por ela e vamos conversar para tentar adequar a rotina de um a do outro, e acho que é super valido tentar. Com certeza vou esperar por ela.
 
O apelido “Barão da piscadinha” virou uma marca registrada sua, dentro e fora do BBB. Depois ele deu origem também a alguns memes que divertiram o público, como o “Barão da roubadinha” e “Barão da devolvidinha”, em referência aos produtos do BBB que você pretendia levar para casa. Qual foi sua reação ao saber dessas brincadeiras? 
Eu fico muito feliz por ter podido levar um pouco de alegria para a galera que assiste ao BBB. A gente vive em um mundo com tanta tristeza, tanta coisa ruim, e quando a gente consegue rir de uma coisa tão simples, uma piscada, e consegue levar graça para isso, eu acho o máximo. Não me importo nem um pouco com as brincadeiras.
 
O que você pensava em fazer com aquela quantidade de produtos? Era uma recordação ou pretendia doar, vender, dar como lembrança a amigos...? 
A galera falou que eu queria montar uma farmácia! (risos) É que, como eu falei, no jogo a minha trajetória foi bem solitária. Eu até tentei fazer algumas alianças temporárias, até porque eu nunca abriria mão das meninas que estavam ao meu lado desde o início (Lina, Natália, Jessilane). Como eu me sentia sempre na zona de risco, eu pensava: “Vou sair essa semana, vou pegar um protetorzinho de recordação”. Na semana seguinte, eu pensava “Não, agora eu saio”, e pegava mais um. Quando a Jade ganhou a terceira e a quarta liderança, lascou. E eu só ia jogando produto na mala, sem abrir para conferir. Quando eu abri, vi que tinha realmente muita coisa. Nem eu tinha me dado conta. Mas eu devolvi tudo, não fiquei com nada! Não tive nem coragem de pegar unzinho agora no final e colocar na bolsa (risos).
 
Na sua visão, quais são os participantes mais fortes do jogo? 
Eu acho que a Eslovênia, a Lina, a Natália e a Jessilane. Vou defender meu time! (risos)
 
Você levou algum tempo para declarar um “lado” no game e, quando fez isso, escolheu ficar no lado oposto ao dos meninos do quarto grunge. O que te motivou a tomar essa decisão? 
Eu sempre votei no grupo Lollipop. Mas aconteceu que a Eslô só ficava lá, então eu ficava junto com ela. O Eliezer votava em mim, eu nele, e a gente dormia um do lado do outro. Em nenhum momento eu fui lollipoper, até porque no começo do jogo eles votavam na Nat e na Jessi, e eu acredito que eu era o terceiro para ser votado. Por isso eu tive que me movimentar para atacá-los, já que eles eram em 10 pessoas. Como Nat e Jessi não queriam jogar como eu, eu tive que sair para buscar o meu jogo. Elas me deram muito suporte emocional, assim como a Eslô, mas em termos de estratégia eu tive que me virar sozinho. 
 
Acha que foi uma escolha acertada? 
Eu não me arrependo de nada que fiz no jogo. Eu fui somente ao décimo paredão, e mesmo assim porque eu me arrisquei ao extremo quando indiquei o Pedro Scooby como líder. Ali eu sabia que iria bater de frente com o grupo mais forte da casa, mas eu sentia no meu coração que tinha que votar nele porque seria capaz de ele chegar ao top 5 sem ir ao paredão, era pouco provável que alguém o indicasse. Não acho que o Gustavo votaria nele, por exemplo, mesmo tendo o discurso de votar em quem não foi ao paredão, porque ele precisaria ser contrário aos meninos. Então eu fiz uma jogada arriscada. Por estratégia meu voto poderia ser o Eliezer, mas meu coração me dizia para votar no Pedro, mesmo gostando deles da mesma forma.
 
O Arthur, em certo momento, pareceu ser um aliado seu. Depois, vocês tiveram alguns desentendimentos. O que mudou no relacionamento entre vocês? 
Aconteceu a questão da possível votação no Tiago Abravanel, que eu achei que era uma bobeira mas ele deu muita importância. Como eu sou quieto e ele também, nenhum de nós foi atrás do outro para resolver. Ele acha que eu traí a lealdade dele e eu acho que não, mas respeitei o afastamento. Eu fui um amigo para ele antes de acontecer isso, e quando a gente é amigo, deixa algumas coisas de lado e tenta seguir junto. Quando eu não me opus a deixar ele com a liderança na prova que ganhamos junto, foi também mostrando isso. E ele foi um dos que votou em mim mais para frente, mas deixa quieto (risos).
 
Você também tinha um posicionamento bastante claro no jogo contra Eliezer, inclusive deu um contragolpe nele no último paredão. O que te incomodava no jogo dele? 
Na verdade tudo começou quando o Gustavo entrou na casa. Eu pensei que Gustavo e eu poderíamos fazer uma aliança legal até o top 10, porque nos aproximamos. Até aquele momento eu não tinha uma hierarquia de votos dentro do Lollipop, que era o grupo em quem eu votava. O Gustavo sugeriu votar no Eliezer e eu falei na hora que estava dentro, que iria comprar a briga dele. E comprei! Me indispus com o Eli. Por motivos divinos o Eli escapou do paredão várias vezes (risos). Ele mandou bem demais, tem que ter sorte também no jogo. Acabou que a minha aliança com o Gustavo terminou em pouco tempo e é isso, tomei voto (risos).
 
Apesar de ser bem próximo de Lina, Natália e Jessilane, vocês não jogavam juntos. Como você avalia a estratégia delas no BBB? 
Eu não sei se elas jogam juntas também porque cada uma tem um alvo. Eu vi que ali a bomba iria estourar para alguém em algum momento. Como nas primeiras semanas eu era muito quieto e acabei não conseguindo me mostrar tanto quanto eu gostaria para o Brasil, se essa bomba estourasse na minha mão, eu nem piscar iria no BBB; sairia muito rápido. Então, eu preferi buscar meu jogo sozinho. Eu não iria ficar impondo a elas meu modo de ver as coisas, acho chato. Por isso que no meu paredão foram seis votos em mim e o restante todos dispersos. Falei para elas: “Espero que com esse paredão vocês aprendam que o grupo dos meninos está junto e vai votar em todo mundo”. Elas também têm que votar.
 
Você escapou de dois paredões vencendo provas bate e volta. Acha que poderia ter sido eliminado do jogo naquelas ocasiões também ou a configuração da sua primeira berlinda, contra Paulo André e Pedro Scooby, influenciou na sua saída? 
As pessoas falaram que realmente nesse paredão eu saí prejudicado. Mas acho que quem quer ser campeão tem que bater de frente com qualquer paredão. O lema é “não vá ao paredão” e eu levei muito à risca, não queria brincar de estar no paredão. Mas se eu tivesse ido aos outros paredões seria uma incógnita também. Não sei como as pessoas me viam. O Arthur me ajudou bastante no sentido de verbalizar as coisas. Até então eu ficava só pensando, pensando, pensando, mas as pessoas não sabiam no que eu estava pensando. Verbalizar mais me ajudou bastante. Mas de fato eu caí em um paredão que me eliminou. Mesmo assim, estou muito feliz.
 
Que participantes você acredita que chegarão à final? E quem deve ser o campeão ou campeã da temporada? 
Pelo que eu tenho percebido, acho que a Lina, o Scooby e o Arthur chegam à final. Eu gostaria que a Eslô ganhasse. Meu coração fala que é a Eslô e a razão aponta para a Lina. Acho que ela é uma mulher incrível, muito inteligente, que tem tudo para ganhar esse BBB.
 
Já pensou nos planos para o pós-BBB? Vai se dedicar somente à Medicina ou já tem outras ideias em mente? 
Eu já perdi esse semestre na Medicina, mas vou voltar a treinar, me alimentar e ter minha rotina certinha até o começo do próximo. Também vou me esforçar ao máximo nas oportunidades de trabalho para poder dar para a minha mãe o que ela quiser, o que ela merece. Ela já fez muito por mim até aqui, foi inclusive uma das pessoas que voluntariamente cuidou das minhas redes sociais, está virada, bem cansadinha. Quero poder retribuir da melhor forma possível.
 
O 'BBB 22’ tem direção artística de Rodrigo Dourado, direção de gênero de Boninho e apresentação de Tadeu Schmidt. O programa vai ao ar de segunda a sábado, após ‘Pantanal’, e domingos, após o 'Fantástico'.

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