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De Nova Coxixola para a mansão dos Monteiro Bragança: a chegada de Valdirene em 'Quanto Mais Vida, Melhor!'

Divulgação Globo

A fama de Valdirene (Suzy Lopes) é grande na fictícia Nova Coxixola, na Paraíba, e sua chegada promete agitar o núcleo da casa dos Monteiro Bragança, especialmente a relação entre Odaílson (Thardelly Lima) e Deusa (Evelyn Castro). Recepcionada na rodoviária pelo casal mais divertido de ‘Quanto Mais Vida, Melhor!’, a paraibana já mostra logo ao que veio, tascando um beijo no motorista, para a indignação de Deusa. As cenas estão previstas para irem ao ar no capítulo 100.
 
A ida de Valdirene para o Rio de Janeiro é articulada por Deusa, para que finalmente ela assine o divórcio com Odaílson, deixando-o livre para se casar e realizar o grande sonho da empregada. O que ela não esperava era que Val iria se recusar a assinar o divórcio, se não recebesse dinheiro do casal. Enquanto os dois vão arrumar meios para conseguir a grana, Valdirene passa a viver na casa dos Monteiro Bragança, sendo testada como empregada pela intragável Celina (Ana Lúcia Torre), que acaba gostando do jeito “carinhoso” da paraibana tratá-la.
 
Em entrevista, Suzy Lopes conta detalhes sobre sua chegada na trama, a construção da personagem e a relação com seu núcleo. Confira!
  
ENTREVISTA | SUZY LOPES
 
Quem é a Valdirene?
Valdirene é uma paraibana arretada de Nova Coxixola. Uma mulher divertida, mas que teve uma vida muito dura, só que ela não abaixa a cabeça, nem leva atrevimento pra casa. É dura na queda, sempre dá um jeito de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Após muitas relações difíceis, conheceu Odaílson (Thardelly Lima) e achou que finalmente tinha encontrado a tampa da sua panela, mas era pura ilusão. Ele escafedeu-se e ela só teve notícias dele muitos anos depois de seu sumiço. Vai para o Rio de Janeiro encontrá-lo e, a partir dessa chegada dela em solo carioca, a vida de Deusa (Evelyn Castro) e Odaílson será muito sacolejada. Pois Valdirene quando provocada... sai de baixo que a confusão é grande! Ela ainda se alia com Celina (Ana Lúcia Torre) pra engrossar o caldo de treta na mansão Monteiro Bragança. 
 
Como construiu essa personagem?
Foi um exercício delicioso a construção de Valdirene. Trouxe pra ela a força da mulher nordestina no humor. Tem também uma pitada de vilã nela que é algo que seduz muito o meu construir de personagens, assim como a personagem que interpreto em “Fim de Festa”, de Hilton Lacerda, uma personagem contraditória que é maravilhoso de viver na ficção. Gosto muito de personagens assim, que estão fora do meu campo de conforto,  no sentido de identificação pessoal. Ela não chega a ser uma vilã do nível do Rony (Felipe Abib) e da Cora (Valentina Andrade) ou até mesmo da Celina, mas tá ali beirando o perigo…. E ela tem uma reviravolta e eu me diverti mais ainda nessa reconstrução, pois pude me inspirar em personagens da teledramaturgia brasileira que estão em meu imaginário como a Chayene, interpretada por Claudia Abreu em ‘Cheias de Charme’.
 
Deusa e Odaílson são dois dos personagens mais queridos do público, como é entrar na trama para separá-los? será que ela vai ser odiada?
Ai, Jesus! Nem me fala em Valdirene ser odiada! (risos) Mas, sim, tive esse medo no começo, primeiro porque a dupla Deusa e Odaílson é imbatível. Eles têm uma química cômica que eu amo e fiquei logo fã, assim que li os primeiros capítulos que me chegaram. Então quando me percebi completamente apaixonada pelo casal, me bateu o medo mesmo! Mas a Val (Valdirene) também é divertida e esperta e o público gosta de personagens assim, né? Ela é safa, mas em alguns momentos também se dá mal, assim sendo, fica divertido a aparição dela no meio dos dois. E estou apostando na máxima que o público ama odiar, por isso estou achando que ela será amada também. Mas tenho certeza que as pessoas continuarão torcendo por Deusa com Odaílson. Mas Valdirene, como uma nordestina forte, não irá desistir fácil de reconquistar o amor de Odaílson. Será que ela conseguirá uma torcidazinha do público, hein? (risos). Na verdade, estou muito ansiosa pra ver como o público vai receber Valdirene nessa dupla tão amada.
 
E como foi contracenar com Evelyn Castro e Thardelly Lima?
Foi delicioso demais jogar com ela e ele. Primeiro que são profissionais absolutamente generosos, me receberam incrivelmente bem, trocavam, davam e recebiam. Teve muita troca entre nós três. Foi incrível. É muito instigante e provocador estar em cena com uma atriz como Evelyn e um ator como Thardelly, pois são muito criativos, e isso nos provoca a jogar juntos, a criar também, sem contar que a direção nos dava muita liberdade de improviso e criação dentro da cena, tinham uma escuta maravilhosa e a gente se divertiu muito. Foi um aprendizado. Eles, como já estavam desde o começo da gravação, me ajudaram muito nos contextos da novela. Nos intervalos ficávamos falando sobre as cenas e muita coisa era proposta assim, a gente se divertindo no bate-papo, deixando aflorar nosso estado criador. Eles são superparceiros. Aprendi muito com ambos e estou com muita saudade deles dois. Se puder mandar beijo pra eles…
 
Você já conhecia os dois?
Evelyn eu conhecia apenas na condição de fã. Sempre achei seu trabalho incrível. Uma atriz maravilhosa que me ensinou muito. Thardelly eu conheço de longas datas e fizemos muitos trabalhos juntos já. Nascemos na mesma cidade – Cajazeiras, no sertão da Paraíba. Mas nos conhecemos só em João Pessoa, onde vim morar com 12 anos e ele veio morar algum tempo depois para fazer o curso de teatro da UFPB. Nos conhecemos em 2007 em um teste para uma peça que fomos selecionados para fazermos par romântico, de lá pra cá fizemos vários trabalhos juntos no teatro e no cinema. Sempre me impressionei com o talento e a generosidade dele, estar com ele em cena sempre foi um aprendizado. Estamos no elenco de alguns filmes conhecidos do grande público, mas destaco “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro, que fizemos par romântico, e “Bacurau”, onde não fomos par romântico, pelo contrário, como faço uma moradora de Bacurau, ele é meu inimigo na trama, já que faz parte do plano de acabar com a cidade. Inclusive, devo muito a ele não ter desistido de ir a Cannes em 2019, pois tive um problema pessoal e ia desistir da viagem, mas quando ele soube, me fez uma ligação e eu não tinha como desistir após ouvir seus argumentos. Então foi muita alegria trabalhar com eles dois. Evelyn, por ser uma atriz que tenho muita admiração, e ele por, além de ser um dos meus atores preferidos do Brasil, é um parceiro de vida e arte. Foi só axé! Inclusive, quando fui chamada e contratada, não contei pra ninguém e o furo de reportagem foi dele, eu estava entrando nos Estúdios Globo e ele fez um story contando que eu havia entrado para a novela. (risos)
 
Na verdade, foi uma alegria contracenar com esse elenco absolutamente coeso, técnico e amoroso. Mas quem eu mais tive contato foi com a diva Ana Lúcia Torre que vai se aliar com Valdirene e juntas vão tramar muitas coisas, e Tato Gabus Mendes, que por amar Deusa, é cismado com Valdirene e ficará de olho nela. E não posso deixar de citar a alegria de reencontrar num set com Babi (Bábara Colen), que também é do elenco de Bacurau. Temos apenas uma cena juntas, mas no dia que ela soube que íamos contracenar, me ligou e vibramos muito.
  
‘Quanto Mais Vida, Melhor!’ é criada e escrita por Mauro Wilson, com direção artística de Allan Fiterman. Escrita com Marcelo Gonçalves, Mariana Torres e Rodrigo Salomão, direção geral de Pedro Brenelli e direção de Ana Paula Guimarães, Natalia Warth, Dayse Amaral Dias e Bernardo Sá. A produção é de Raphael Cavaco e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.

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