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''Nunca vivi uma entrevista tão confessional'', diz José Miguel Wisnik no Provoca desta terça-feira

Divulgação/Gelse Montesso

Nesta terça-feira (29/3), o músico e compositor José Miguel Wisnik é o convidado do Provoca. Comandado por Marcelo Tas, o programa recebe o ensaísta e professor sênior de Literatura Brasileira na USP, em uma conversa onde o erudito e o popular se encontram, sobre música, arte, literatura e a vida. Na TV Cultura, a atração vai ao ar a partir das 22h.
 
Em seu livro “Veneno Remédio”, lançado em 2008, José Miguel Wisnik trata sobre as miscigenações entre o popular e o erudito. Ao longo dos capítulos, escreve sobre o futebol como fenômeno cultural e artístico de grande importância e, durante o programa, explica como tal miscigenação pode ser encontrada, a todo momento, nas artes mais diversas.
 
“A música é a mais apaixonante das artes (...) porque é a que mais provoca amor ou ódio. Os ouvidos não têm pálpebras, então, quando toca já está dentro de você. Não tem como tirar.” frisa o convidado. 
 
Ao falar sobre música brasileira, em especial samba e canções de João Gilberto, Wisnik demonstra como na popularidade é possível identificar traços eruditos que enriquecem as melodias. Além disso, de maneira breve, o convidado também fala sobre outras influências artísticas importantes nacionalmente e rebate críticas recentes feitas por autores como Ruy Castro às vanguardas modernistas. 
 
O convidado não escapa das provocações feitas por Tas. Como o mesmo relata durante a atração, está treinado a dar um “drible” e não se esquivar dos questionamentos. Por fim, ressalta: "Nunca vivi uma entrevista tão confessional.”

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