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Com narração de Tony Ramos, 'Globo Repórter' celebra cinco décadas do Parque Nacional da Serra da Canastra

Divulgação Globo

''A Serra apresenta um vasto planalto irregular que os habitantes da região chamam de Chapadão. Dali, eu pude descortinar a mais vasta extensão de terras que meus olhos viram desde que nasci''. Assim August de Saint-Hilaire, botânico e naturalista francês descreveu a Serra da Canastra, região pela qual se aventurou entre 1816 e 1822. Esse e outros trechos do diário que ele escreveu serão narrados pelo 'Globo Repórter' desta sexta-feira, dia 29, na voz de Tony Ramos. O programa conta com a luxuosa participação do ator para narrar estudos que Saint-Hilaire nos deixou e que até hoje servem de base para a pesquisa sobre o cerrado brasileiro. Com reportagem de Liliana Junger, o programa celebra 50 anos do Parque Nacional da Serra da Canastra comemorados neste mês de abril.
 
“Foi prazeroso fazer essa narração para descrever a Serra da Canastra, com uma beleza natural tão acachapante. E eu gosto muito de fazer essas narrações, sabia de algumas coisas sobre a região, mas não em detalhes. E foi muito informativo para mim, como eu espero que seja para quem vai assistir”, conta o ator, que espera transmitir o que  Saint-Hilaire sentiu ao vislumbrar uma natureza tão exuberante: “Narrar não é meramente descrever aquilo que você está vendo. O narrador tem que imprimir suas próprias sensações para que o telespectador também possa sentir emoção”, complementa Tony Ramos. 
 
A atração faz ainda uma homenagem aos pesquisadores brasileiros, como Sávio Freire Bruno. Aos 61 anos, nascido no Rio de Janeiro, doutor em medicina veterinária e biólogo, ele está há pelo menos duas décadas registrando a vida selvagem no local. “Há muito mais interesse pela savana africana do que pela savana brasileira que é o cerrado (...) Existiu um movimento de retorno dos pesquisadores e eu dou continuidade a esse trabalho. A região é um baú de muitos tesouros. Mas as maiores preciosidades estão na fauna, em espécies que estão oficialmente em extinção, como o caso do lobo guará, do tamanduá-bandeira, entre outros”, explica o pesquisador. 
 
É na Serra da Canastra que está localizada a nascente histórica do Rio São Francisco, e foi justamente a ideia de preservá-la que motivou a criação do parque. O programa faz uma expedição que passa pelas correntezas do Velho Chico e por uma região que enfrentou o garimpo ilegal de diamantes. 
 
“A imensidão da Canastra nos faz sentir como um grãozinho de areia. É uma paisagem muito imponente. As formações rochosas, as cachoeiras... Esse é o berço do Rio São Francisco. Estar na nascente é emocionante. Saber que aquela água que brota das pedras vai parar lá no mar! E flutuar por essas águas também faz parte do programa. Sem falar nos moradores da Canastra, que deixaram o garimpo ilegal de diamantes pra - agora - valorizar o tesouro natural”, exalta a repórter Liliana de Liliana Junger, que faz um convite aos telespectadores: “O Brasil não pode perder a paisagem incrível do chapadão da Canastra e quem faz dele um lugar tão especial. É um programa de imagens maravilhosas, hipnotizantes, de descobertas e, claro, de muita aventura!”.  
 
O ‘Globo Repórter’ vai ao ar na próxima sexta-feira, 29 de abril, logo depois da novela ‘Pantanal’.

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