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Caminhos da Reportagem destaca hospitais de referência no SUS

Divulgação

Para revelar as alternativas oferecidas pela rede pública de saúde que estão ao alcance de toda a população, o Caminhos da Reportagem visita hospitais que oferecem atendimentos pelo SUS e que são referências no país. A TV Brasil apresenta a edição inédita do programa jornalístico neste domingo (29), às 22h.

Uma das unidades de saúde que a produção mostra é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Diretora do corpo clínico, a oncologista Maria Del Pilar Estevez contabiliza o trabalho. "Temos 45 mil pacientes ativos em tratamento dentro do instituto", diz a médica que considera importante trazer esperança para todos eles. 

No hospital, a equipe de produção da emissora pública conhece Cintia Adelita, paciente que vive cercada pelos funcionários da unidade de saúde. Ela toca o sino que anuncia a cura de quem enfrentou a doença e conta o seu alívio.

"Várias vezes, quando eu chegava aqui, eu via gente tocando. E eu falei: 'Um dia eu vou chegar lá também. Eu vou tocar (o sino)'", emociona-se. Depois de passar por sessões de quimioterapia, perder parte dos cabelos, enfrentar cirurgia e radioterapia, Cintia comemora a recuperação. "Foi uma vitória muito grande. Hoje estou curada", celebra.

Tecnologia de ponta que faz a diferença

Outro centro de referência reconhecido dentro e fora do país é o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), ligado à Universidade de São Paulo (USP), de Bauru. Conhecido por Centrinho, dedica até hoje toda a sua capacidade instalada aos usuários do SUS.

"Nós somos o maior centro SUS do Brasil, um dos maiores na América Latina. Somos pioneiros nessa área de reabilitação e entre essas, a anomalia craniofacial a mais comum, é a fissura labiopalatina. E isso interfere na fala, na comunicação, na estética e , obviamente, na alimentação", explica Luiz Fernando Manzoni, diretor clínico do Centrinho.

Thaís Souza, mãe de paciente do Centrinho, relembra os percalços enfrentados pelo filho que está em tratamento no hospital. "Ele se alimentava e saía pelo nariz. Como era aberto o céu da boca, voltava tudo. Ele fechou o céu da boca e fechou os lábios", recorda.

"Ao longo da vida, outras cirurgias vão sendo feitas a depender do tamanho da fissura e do comprometimento da fissura. Outras modalidades de tratamento são necessárias, como aparelhos ortodônticos para corrigir a posição dos dentes e terapias de fala. Muitas vezes o paciente tem que aprender a engolir corretamente... E para isso é necessária uma equipe bem grande de profissionais de diferentes áreas da saúde", acrescenta Carlos Santos, superintendente do HRAC/USP.

Atualmente, o Centrinho já ultrapassou a marca de mais de 100 mil pacientes atendidos nas áreas de fissuras labiopalatinas, anomalias craniofaciais congênitas e deficiência auditiva. Ali também, o programa da TV Brasil encontra Clívia Donza, mãe do menino Arthur.

Ela explica que com apenas três meses de vida, por conta da má formação do coração do filho e complicações posteriores, o menino perdeu a audição dos dois ouvidos. "Eu desconfiei da perda auditiva, porque ele não tinha nenhuma reação aos sons. Eu nem imaginava que uma criança surda poderia falar. Quando eu cheguei aqui e eu vi uma criança implantada, eu fiquei maravilhada com a possibilidade do meu filho poder ouvir".

A entrevistada completa seu raciocínio sobre a situação familiar. "Se eu fosse fazer isso de forma particular, eu não teria condições de fazer", reconhece. O menino Arthur Donza também expressa os resultados de seu tratamento por meio de uma fala clara e firme. "Eu estou aqui escutando, lendo, falando, graças ao Centrinho. E eu sou muito grato", define o garoto.

Pacientes comemoram casos de sucesso

A atração jornalística também vai até a cidade de Jaú, no interior de São Paulo. O destino é o Hospital Amaral Carvalho, referência em tratamento oncológico e transplante de medula óssea. A unidade traz boas histórias de recuperação.

Wanderson Paiva teve um longo tratamento para transplantar a medula e, agora, festeja. "Você se sente nascendo de novo, depois de seis meses internado". Ele explica que recebeu a medula doada pelo seu irmão. "Não dói nada", reforça. O paciente recomenda a iniciativa para outros possíveis doadores. "Salvar uma vida é muito importante".

Já a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, que atende pelo SUS, realiza mais de 100 mil atendimentos por mês. Ela fornece órteses, próteses e meios auxiliares para a locomoção dos debilitados. É referência no uso de terapias de alta tecnologia que envolvem a robótica.

A realidade virtual associada ao exoesqueleto é uma grande aliada que permite uma interação lúdica do paciente e reduz o tempo de tratamento. "O paciente veste essa armadura e ele tem uma incrível segurança e uma ajuda nesse sistema para começar a desenvolver o padrão de marcha", comenta Linamara Battistella, idealizadora da Rede Lucy Montoro.

O paciente do Instituto Antônio Carlos Mangueira reflete sobre os seus resultados. "Eu vim para cá praticamente arrastado. Depois, passei para cadeira de rodas, consegui com a bengala de 4 pontas, depois uma (bengala) de uma ponta só. Hoje, consigo andar poucos passos sem usar nada", diz.

Depois do AVC que afetou o lado esquerdo do corpo, Oswaldo Tanaka acabou ficando na mão com o convênio que tinha e passou a ser tratado no centro de reabilitação. O paciente fala para a equipe de reportagem da TV Brasil sobre a acolhida e o tratamento que possibilitou a melhora de sua condição.

"Se não fosse a rede pública, eu estaria perdido. Eu senti que o que esse centro de reabilitação faz é um acolhimento muito importante. Eles conhecem a gravidade, avaliam direitinho e colocam o esforço possível para você começar a acreditar na recuperação, na reabilitação. Acho que esse apoio e vínculo socioafetivo e psicológico foi muito importante. Porque em algum momento, à medida que você não consegue comer, você fica desesperado. Eles conseguiram através de um trabalho multiprofissional também não deixar que eu entrasse em desespero e nem desistisse", conclui Oswaldo.

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