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Filha de Ziraldo conduz a trajetória do cartunista em filme inédito na TV

Divulgação Curta!

Após ser exibido na Mostra SP e no Festival do Rio, estreia na TV, no canal Curta!, o filme em que, em tom confessional, o cartunista Ziraldo conta as histórias da sua vida e da sua trajetória profissional: "Ziraldo - Era Uma Vez Um Menino".

A abordagem afetuosa e intimista que perpassa os 100 minutos do filme se explica pela direção, a cargo de Fabrizia Alves Pinto, filha do artista. Curiosamente, a estreia dela como cineasta se deu justamente com um dos personagens mais célebres do pai, no filme "Menino Maluquinho 2: A Aventura", de 1998.

Para contar os muitos casos marcantes e deliciosos na carreira de Ziraldo, Fabrizia se vale somente de entrevistas recentes e antigas do pai, que hoje está com 89 anos. Em uma delas, Ziraldo conta que passou a infância, no interior de Minas Gerais, lendo avidamente gibis do "Batman" e do "Super-homem", os quais preferia a livros do "Sítio do Pica-Pau Amarelo".

A primeira história em quadrinhos que criou, ainda criança, foi sobre um astronauta, o capitão Tex. Sobre essa fase da vida, ele diz: "A minha vida começa exatamente aos 8 anos. É o ano em que o menino é uma criança, não viveu ainda, mas já discerne, já tem opinião própria e já fez descobertas incríveis". Não por acaso, o Menino Maluquinho tem essa idade. A inspiração para a panela em sua cabeça foi das brincadeiras que o próprio Ziraldo fazia na infância.

A amizade com o genial Millôr Fernandes, o trabalho com publicidade e, posteriormente, com charges políticas são relembrados no longa-metragem, sempre com comentários perspicazes do protagonista.

Na época da ditadura, ele publicou ilustrações antológicas em "O Pasquim" e no "Jornal do Brasil". Um dos prazeres proporcionados pelo filme é conhecer a origem de alguns personagens célebres. Pererê, por exemplo, surgiu de uma campanha pela valorização dos quadrinhos nacionais:  "Não é combater o que está entrando (de fora). É dar força para a permanência dos valores daqui, criar condições para que a criança conheça melhor o seu país", observa Ziraldo.

Com produção da Lumen, "Ziraldo - Era Uma Vez Um Menino" foi viabilizado por uma pré licença pelo canal Curta! e com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia é na Quinta do Pensamento, 12 de maio, às 22h. O longa também pode ser visto gratuitamente durante 30 dias no Curta!On - Clube de Documentários (http://curtaon.com.br/), bastando inserir o cupom ZIRALDO. No site do canal Curta!, através do via internet (https://canalcurta.tv.br/ViaInternet), o acesso será gratuito nos dias 12 e 15 de maio, às 22h.

Episódio inédito de Lost+Found mostra sala de cinema antiga que foi recriada no interior

O episódio da série Lost+Foud conta a história do cinéfilo Ivo Raposo, que recriou um antigo cinema carioca no interior do estado do Rio. Ele adquiriu peças de antigas salas não como ação de colecionador e sim para impedir o que chamava de "um crime contra a humanidade": a demolição dos "suntuosos palácios" de uma rede exibidora.

“Eu corri atrás desse material para resgatar a memória do Metro, porque eu o vi sendo demolido e não me conformei com aquilo", comenta. Assim, garimpou poltronas e lustres originais, entre outros bens, e montou mais tarde o Cinema Centímetro, em Conservatória. A reprodução do Metro conta com riqueza de detalhes. Além do projeto arquitetônico, o funcionamento segue os padrões da época: ao iniciar a sessão, o gongo é tocado três vezes; a luz apagada e, em seguida, lentamente, a cortina é aberta e uma vinheta da MGM com o leão rugindo indica que o filme vai começar.

A paixão de Raposo pelo cinema vem da juventude, tendo chegado a trabalhar como operador. Tinha prazer em desenrolar filmes na enroladeira e colocá-lo no projetor.Com o fechamento do Cine Metro em 1977, buscou adquirir o máximo de itens possíveis. “Foi uma garimpagem pesada mas, ao mesmo tempo, prazerosa porque eu estava contribuindo para a memória desses cinemas”, acredita.

Seu acervo conta com peças raras como projetores de 70 milímetros. Muitos artigos adquiridos foram usados, inicialmente, para montar uma sala de projeção em sua casa, que denominou de Milímetro. Cada cômodo foi decorado com a temática de faroeste, seu gênero preferido. “Fiz sala de espera, corredor, varanda e a casa foi aumentando em função do cinema, sem que eu identificasse se era uma casa com cinema ou um cinema com casa”.

O episódio é dirigido e a produção da Dilúvio Produções. “Lost+Found” foi viabilizada pelo canal Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia do episódio é na Quarta do Cinema, 11 de maio, às 20h.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 09/05

23h – “Jazz” (Série) – Episódio: “O Dom” (Documentário)

Bares clandestinos, melindrosas e dinheiro fácil: essa é a Era do Jazz. Sua história se torna um conto de duas grandes cidades: Chicago e Nova York, e de dois artistas extraordinários cujas vidas e música abrangeram quase três quartos de século, Louis Armstrong e Duke Ellington. À medida que os prósperos anos 20 aceleram, Paul Whiteman, um líder de banda branco, vende milhões de discos tocando jazz sinfônico doce, enquanto Fletcher Henderson, um líder de banda negro, enche a pista de dança do Roseland Ballroom, apenas para brancos, com seus inovadores arranjos de big band. Então, em 1924, Henderson traz Louis Armstrong para Nova York, acrescentando seu brilho de improvisação ao novo som da banda, e logo Armstrong mostra ao mundo todo como swingar. Direção: Ken Burns. Duração: 59 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 10 de maio, terça-feira, às 3h e às 17h; 11 de maio, quarta-feira, às 11h.

Terça das Artes (Visuais, Cênicas, Arquitetura e Design) – 10/05

22h30 – “Estados da Arte” (Documentário) - Episódio: “Celebração”

A prática e a visão de um grupo de artistas que decide fundar uma galeria e inventar novas formas de experimentação e circulação da obra de arte. A arte extrapola as fronteiras da galeria para celebrar a vida, seguindo o mote dos criadores da Gentil Carioca.

Direção: Eduardo Goldenstein. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 11 de maio, quarta-feira, às 2h30 e às 16h30; 12 de maio, quinta-feira, às 10h30; 14 de maio, domingo, às 9h30; 15 de maio, domingo, às 1h.

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 11/05

20h – “Lost + Found” (Série) – Episódio: “Ivo Raposo Jr.”

Nem sempre a preservação é feita através de órgãos públicos, de forma institucional, com o aporte financeiro necessário à empreitada. Entra em cena um outro agente que, de maneira indireta, tem uma importância ímpar para a preservação cinematográfica: os colecionadores. Apaixonados por imagens, são pessoas que se dedicam a guardar por conta própria um material que poderia ter um destino muito pior. Por hobby ou paixão, colecionam filmes que eventualmente se revelam relíquias perdidas do cinema. É o caso, por exemplo, de Ivo Raposo, colecionador de westerns e filmes de ação que guardou os restos do Cine Metro Tijuca e construiu sua réplica particular, ampliando o raio de atuação tradicional do fã para universos correlatos como o resgate da sala de exibição de outrora, seus funcionários, equipamentos, experiência e documentação. Com história similar à do herói mirim de Cinema Paradiso, uma vida como delegado de polícia e a condução de um festival de cinema dedicado ao som, Ivo Raposo pode ser chamado de o colecionador completo. O episódio trará ao primeiro plano este personagem tão fundamental quanto obscuro e folclórico da preservação. Direção: Isabella Raposo. Duração: 27 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 12 de maio, quinta-feira, às 00h e às 14h; 13 de maio, sexta-feira, às 8h; 14 de maio, sábado, às 19h30; 15 de maio, domingo, às 10h.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 12/05

22h – “Ziraldo – Era Uma Vez Um Menino” (Documentário)

ZIRALDO – ERA UMA VEZ UM MENINO... é o retrato do artista por ele mesmo. O filme retraça a trajetória e a obra de Ziraldo, por meio de depoimentos e entrevistas concedidos por ele ao longo de mais de quarenta anos, e de sua vasta produção artística. Uma história onde vida e arte estão entrelaçadas, contada por sua própria voz e emoção. No documentário ele faz reflexões sobre seu processo de criação, seus personagens, família, política e seu país. Ziraldo, cuja obra tem encantado gerações e gerações de brasileiros, é um artista múltiplo. Desenhista, jornalista, escritor, autor de histórias em quadrinhos, caricaturista, chargista e designer é também dono de uma personalidade tão exuberante quanto sua obra, homem de mil e um amigos, das redações de jornais, revistas e televisão e da militância política. A dinâmica entre cada etapa da sua vida, cada nova descoberta, com suas obras e seus personagens é o eixo desse documentário afetivo, realizado pela cineasta Fabrizia Pinto, sua filha. Direção: Fabrizia Pinto. Duração: 100 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 13 de maio, sexta-feira, às 2h e às 16h; 14 de maio, sábado, às 13h; 15 de maio, domingo, às 22h; 16 de maio, segunda-feira, às 10h.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 13/05

23h30 – “Inconveniências Históricas” (Série) – Episódio: “Um Convênio Para Quem Convém”

Em 1906, uma grave crise de superprodução do café levou os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais a celebrarem um acordo histórico: o Convênio de Taubaté. Ao garantir que os cofres públicos bancariam o prejuízo da elite cafeeira, interrompendo a crise, eles inauguraram uma tradição que ainda hoje faz parte do dia a dia da economia nacional: quando um setor econômico cresce, ganha mais aquele que investiu ou produziu. Quando o mesmo setor entra em declínio, o prejuízo é distribuído entre todos. Direção: Belisario Franca e Pedro Nóbrega. Duração: 26 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 14 de maio, sábado, às 3h30; 15 de maio, domingo, às 18h; 16 de maio, segunda-feira, às 17h30; 17 de maio, terça-feira, às 11h30.

Sábado – 14/05 – ESTREIA DE EPISÓDIO

21h – “Jazz” (Série) – Episódio: “Nossa Língua”

À medida que o mercado de ações continua a subir, o jazz está em toda parte e solistas e cantores ocupam o centro do palco: Bessie Smith, Imperatriz do Blues, cujas músicas ajudam empresários negros a criar uma nova indústria fonográfica; Bix Beiderbecke, a primeira grande estrela branca do jazz; e Benny Goodman, para quem o jazz oferece uma fuga do gueto judeu e uma chance de realizar seus sonhos. Em Nova York, Duke Ellington vai até a casa noturna mais famosa do Harlem, o Cotton Club. Ele tem a chance de sua vida quando o rádio leva sua música para as casas de todo o país, trazendo-lhe fama nacional. E Louis Armstrong combina as artes do solista e do vocalista para criar o canto scat, então traça o futuro do jazz em uma série de gravações de pequenos grupos que culminam em sua obra-prima, “West End Blues”. Direção: Ken Burns. Duração: 59 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 15 de maio, domingo, às 10h30; 16 de maio, segunda-feira, às 23h; 17 de maio, terça-feira, às 3h e às 17h; 18 de maio, quarta-feira, às 11h.

Domingo – 15/05

14h15 – “Amazônia Eterna”

A Floresta Amazônica é hoje um imenso laboratório de experiências sustentáveis que revelam uma nova relação entre homens, corporações e este patrimônio natural imprescindível para a vida no planeta. Lá estão nascendo as diretrizes de um novo modelo econômico mundial: a economia verde. Mas quanto valem os serviços que esta commoditie invisível presta para a humanidade? E quem deve lucrar com isso? Em busca destas respostas, o filme mostra iniciativas de sucesso, discute novas possibilidades com especialistas e mergulha numa viagem sensorial pelo cotidiano de quem habita a floresta. Direção: Belisario Franca. Duração: 79 min. Classificação: Livre. 

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