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O amor e a dança-teatro de Pina Bausch em filme que chega ao Curta!

Divulgação Curta!

Uma lenda da dança retratada através de seus próprios espetáculos — com imagens gravadas nos palcos e nas coxias — e de um sentimento que os norteia: o amor. É o que vemos em “Um Dia Pina Perguntou”, que mostra a arte da bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch (1940-2009). O longa-metragem, que agora chega ao Curta!, exibe trechos das coreografias "Komm tanz mit mir", "Walzer", "Nelken" e "Kontakthof", em apresentações que se intercalam com três breves entrevistas. Em junho, o filme estará também no Curta!On – Clube de Documentários, o streaming do Curta! no NOW e em CurtaOn.com.br.

O filme provoca nossos sentidos e reflexões, na tentativa de levar para a tela um pouco do estímulo sensorial das apresentações dirigidas por Pina. As coreografias são profundamente conectadas ao som das canções, das vozes, dos objetos. Aqui, as linguagens corporal e verbal se unem. Movimentos cotidianos se transformam em dança, ora de forma enérgica e precisa, ora com a delicadeza de quem desconsidera a gravidade. Cenários e figurinos fogem do tradicional e, de certa forma, “contracenam”. Tudo isso compõe a “Tanztheater”, ou “dança-teatro” em português, que se configura na fusão entre dança e elementos teatrais e dá à luz uma nova arte.

O documentário acompanha Pina Bausch por apresentações em diversas cidades da Europa. O longa se desenvolve a partir do processo criativo da artista, que sempre partia de indagações. Naquela vez, ela pergunta sobre o amor, sobre o que vinha à mente dos componentes da Tanztheater Wuppertal, sua companhia de dança, diante desse sentimento. Cada um deles responde à sua maneira e os espetáculos encenados dali em diante são guiados por isso. 

O filme inclui entrevistas com a diretora, Chantal Akerman, e com a própria Pina: “Há problemas tão grandes no mundo que tenho medo de me perguntar o que desejo para mim, para o futuro. Com certeza, sim, espero que eu tenha força, muita força, e amor”, diz ela. A estreia é na Terça das Artes, 31 de maio, às 23h.

Curta! celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente com filme sobre o Greenpeace

O Curta! se une às comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, exibindo o documentário “A História do Greenpeace”, que conta a trajetória de uma das mais respeitadas organizações que se dedicam a preservar recursos naturais. O longa, dirigido por Thierry de Lestrade, nos remete à década de 1970 e se desenrola até os dias atuais, trazendo imagens históricas e entrevistas com integrantes do grupo, vários deles ativos desde sua fundação.

No início, o Greenpeace se resumia a um pequeno grupo de hippies canadenses liderados pelo ativista Bob Hunter, que tinha o objetivo de lutar pela paz e pela causa ambiental. Já nos primeiros anos, conseguiram a adesão de pessoas de diversos países, adquiriram seus primeiros barcos e consolidaram a estratégia de chamar atenção para onde ocorriam os crimes ou ameaças ambientais, registrando imagens chocantes que eram veiculadas pela imprensa.

Com o passar dos anos, e após muitas campanhas bem-sucedidas, o Greenpeace foi se tornando propulsor de uma nova mentalidade, que entende melhor a importância da preservação do meio ambiente. Hoje, a organização conta com escritórios em 55 países e milhões de membros espalhados pelo mundo, e encara o desafio de disseminar suas campanhas através das redes sociais e de plataformas como o Youtube. A exibição é no Domingo, 5 de junho, às 15h20.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 30/05

21h – “O Barato de Iacanga” (Documentário)

O documentário musical mostra os bastidores do Festival de Águas Claras, o mais lendário festival alternativo dedicado à música brasileira. A narrativa é construída a partir de Leivinha, idealizador do evento, criado sob inspiração de Woodstock. Na época com 20 anos, ele organizou as quatro edições do festival (1975, 1981, 1983 e 1984) transformando a fazenda de seus pais no principal destino hippie daquele período. Diretor: Thiago Mattar. Duração: 94 min. Classificação: 16 anos. Horários Alternativos: 31 de maio, terça-feira, às 1h e às 15h; 1º de junho, quarta-feira, às 9h; 4 de junho, sábado, às 14h15; 5 de maio, domingo, às 21h15.

23h – “Jazz” (Série) – Episódio: “Swing: Puro Prazer”

O jazz tem um novo nome agora — swing. Os líderes de bandas de jazz são os novos ídolos das matinês, com adolescentes se agitando ao som de Benny Goodman, Tommy Dorsey, Jimmie Lunceford e Glenn Miller. Billie Holiday emerge de uma infância trágica para começar sua carreira como uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos. Em Chicago, Benny Goodman e Teddy Wilson provam que, apesar da segregação, grandes músicos negros e brancos podem dançar lado a lado no palco. Contudo, na pista do Savoy Ballroom, no Harlem, há espaço para apenas um “rei do swing”. Assim, em 11 de maio de 1937, Benny Goodman trava um confronto com Chick Webb, anunciado como “A Batalha Musical do Século”, e mais de 4.000 dançarinos lotam a pista para apoiar seus ídolos. Direção: Ken Burns. Duração: 59 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 28 de maio, sábado, às 21h; 29 de maio, domingo, às 10h35; 31 de maio, terça-feira, às 3h e às 17h; 1º de junho, quarta-feira, às 11h.

Terça das Artes (Visuais, Cênicas, Arquitetura e Design) – 31/05

23h – "Um Dia Pina Perguntou” (Documentário)

Longos planos fixos nos transportam para o universo da coreógrafa alemã Pina Bausch. Trechos das apresentações “Komm tanz mit mir”, “Walzer”, “Nelken” e “Kontakthof” alternam-se com imagens de seus atores-dançarinos nos bastidores ou durante os ensaios com Pina. O filme termina com uma entrevista com a coreógrafa. Diretor: Chantal Akerman. Duração: 57 min. Classificação: Livre. Horários Alternativos: 1º de junho, quarta-feira, às 03h e às 17h; 2 de junho, quinta-feira, às 11h; 4 de junho, sábado, às 16h30; 5 de junho, domingo, às 23h; 6 de junho, segunda-feira, às 5h.

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 1/06

20h – “Lost + Found” (Série) – Episódio: “José Manuel Costa - Faço parte dos móveis”

O atual diretor da Cinemateca Portuguesa tem sua trajetória intimamente associada à instituição, onde ingressou em 1975, para trabalhar no setor de programação. Crítico feroz da opção digital como solução de longo prazo, Costa se notabilizou nos fóruns internacionais pela denúncia da inconsistência da nova tecnologia para fins de preservação audiovisual, levando órgãos como o CNC francês a instituírem obrigatoriedade de copiagem em película como uma política contínua. Após uma grave crise institucional da Cinemateca Portuguesa, ele assumiu a sua direção procurando aplicar a mesma solução frente à produção lusitana contemporânea. Diretor: Pedro Henrique Ferreira. Duração: 31 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 2 de junho, quinta-feira, às 00h e às 14h; 3 de junho, sexta-feira, às 8h; 4 de junho, sábado, às 19h30; 5 de junho, domingo, às 10h.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 2/06

20h – “Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes” (Documentário)

Muitas cidades testemunharam a breve vida de Caio Fernando Abreu, morto em 1996, aos 48 anos. São Paulo, Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Porto Alegre, Paris e Londres são revisitadas neste documentário, um roadmovie poético e afetivo que refaz o percurso do cultuado escritor. Considerado um dos maiores contistas do Brasil, Caio abordou temas como solidão, medo, a certeza da morte, o sexo e a atmosfera política (ele mesmo foi perseguido durante a ditadura militar). Autor das obras-primas “Os Dragões Não Conhecem o Paraíso” e “Morangos Mofados”, ele se tornou amigo de importantes figuras do meio cultural. São justamente a memória e a literatura que conectam as amizades pelas diferentes partes do mundo onde Caio esteve. Espalhados por aquelas cidades, seus amigos — como Maria Adelaide Amaral, Luciano Alabarse, Grace Gianoukas e Adriana Calcanhotto — interpretam seus textos para, assim, celebrarem a existência do escritor. Assim como mudam as cidades, também mudam os idiomas em que são lidos os textos, mostrando a força universal da poesia e a potência da produção literária de Caio Fernando Abreu. Direção: Bruno Polidoro e Cacá Nazario. Duração: 74 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 3 de junho, sexta-feira, às 00h e às 14h; 5 de junho, domingo, às 14h; 6 de junho, segunda-feira, às 2h15 e 8h.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 3/06

22h – “O mês que não terminou” (Documentário)

Análise do processo institucional e social do país de junho de 2013 até a eleição de Jair Bolsonaro, investigando a crise do lulismo, a operação Lava-Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão da extrema direita. Direção: Francisco Bosco e Raul Mourão. Duração: 107 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 4 de junho, sábado, às 2h e às 12h45; 5 de junho, domingo, às 19h15; 6 de junho, segunda-feira, às 16h; 7 de junho, terça-feira, às 10h.

Sábado – 4/06 – ESTREIA DE EPISÓDIO

21h – “Jazz” (Série) – Episódio: “Swing: A velocidade da celebração”

O som pulsante de Kansas City da Count Basie’s Band chega a Nova York e rapidamente reacende o espírito do swing. Logo o saxofonista líder de Basie, Lester Young, desafia Coleman Hawkins pela supremacia, combinando o som musculoso do velho mestre do saxofone com um estilo mais leve e descontraído. Young se junta a Billie Holiday para uma série de gravações magistrais. No final da década, Chick Webb alcançou fama nacional ao apostar em uma cantora adolescente chamada Ella Fitzgerald, e Duke Ellington foi saudado como um herói na Europa. Poucas semanas após o início da Segunda Guerra Mundial, uma nova gravação dá ao mundo um vislumbre do que o jazz se tornará quando a Era do Swing finalmente terminar: é Coleman Hawkins, o velho mestre, oferecendo uma visão surpreendentemente nova de improvisação. Direção: Ken Burns. Duração: 59 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 5 de junho, domingo, às 10h35; 6 de junho, segunda-feira, às 23h; 7 de junho, terça-feira, às 3h e às 17h; 8 de junho, quarta-feira, às 11h.

Domingo – 5/06 - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

15h20– “A história do Greenpeace” (Documentário)

A criação do Greenpeace é provavelmente a aventura ambiental mais emocionante e heróica do século XX. O Greenpeace não apenas inventou literalmente o conceito de ecologia, mas também mudou para sempre as mentalidades das pessoas e a política internacional. Direção: Thierry de Lestrade. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 3 de junho, sexta-feira, às 21h; 4 de junho, sábado, às 1h; 6 de junho, segunda-feira, às 15h; 7 de junho, terça-feira, às 9h.

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