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Patrícia é eliminada do 'No Limite'

Divulgação Globo/Fábio Rocha

Depois de uma sequência de vitórias, o jogo virou para a tribo Sol na última noite. No programa dessa quinta-feira, dia 26, o grupo perdeu as duas provas, Privilégio e Imunidade, e voltou a encarar o Portal. Quem recebeu a maioria dos votos foi Patrícia, oitava eliminada do 'No Limite' e terceira integrante de sua tribo a deixar o jogo. Ela ainda tentou se defender participando de uma articulação de votos que mirou em Matheus Pires, liderada por Vanderlei, mas não foi o suficiente.  
 
E agora é hora de colocar os pingos nos is. Neste domingo, dia 29, Ana Clara comanda o bate-papo com as duas participantes que deixaram o jogo nesta semana: Patrícia, ex-tribo Sol, e Roberta, ex-tribo Lua. No ‘A Eliminação’, elas comentam seus afetos e desentendimentos ao longo do programa, relembram os melhores momentos de suas trajetórias e fazem suas previsões e apostas sobre o que está por vir no reality. 
 
Na entrevista a seguir, Patrícia faz uma avaliação do seu jogo e estratégias. A ex-participante revela os maiores desafios que enfrentou e conta para quem vai a sua torcida. 
 
Como foi a experiência para você? Foi o que você imaginava, valeu a pena?   
A experiência superou as minhas expectativas. Eu achei que seria difícil, mas não pensei que fosse tanto. A quantidade de chuva nos primeiros dias me assustou bastante. Eu sabia que iria dormir no chão duro, mas não sabia que seria cheio de água, com as roupas todas molhadas, não tinha nada seco. Achei que as maiores dificuldades seriam com comida e higiene, o que também ocorreu, mas houve adendos que eu não tinha previsto. Superou as minhas expectativas.  
 
 Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou?   
A minha maior dificuldade foi com as provas que envolviam água. A gente fez umas perguntas na tribo para saber as fortalezas e fraquezas de cada um e só eu tive a coragem de falar que teria dificuldade nas provas no mar, mas com o tempo vi que essa dificuldade não era só minha. Inclusive, houve pessoas que pareciam nem saber nadar. Talvez eu tenha sido pouco inteligente, mas infelizmente expus e isso acabou me prejudicando. Também tive muita dificuldade com a comida, me afetou emocionalmente, sim. Tinha dias em que eu achava que a falta de comida estava me deixando triste, para baixo. Essas foram as minhas duas maiores dificuldades.  
 
 Apesar de ter articulado alguns votos para o Matheus Pires, você acabou recebendo a maioria deles. Por que acha que foi o alvo?  
Na verdade, eu nunca deixei de ser o alvo da Ninha. Acho que ela queria votar em mim já desde o primeiro Portal. Eu conseguia ver isso nas atitudes dela para comigo, de muita antipatia, agressividade, deboche. E quando eu dei a real nela, ela não conseguia nem se defender porque sabia que era verdade. Com a saída da Verônica e do Leonardo, a gente não tinha mais como bater em um grupo de seis pessoas. 
   
Comente um pouco sobre as alianças que você formou no reality. Quem eram os seus maiores aliados?  
 Na tribo Sol, acho que as únicas alianças que de fato existiram, até onde eu estive no jogo, foi a aliança do Pedro, Déa, Tiemi, Ninha, Matheus e Lucas. Foi a única aliança que existiu na nossa tribo. A minha aliança ideal seria eu, Veronica, Leonardo e Clécio, tentando puxar o Vanderlei. Essa era a aliança que eu queria fazer, mas infelizmente não foi possível. 
  
E oponentes, quem foram?
A minha maior oponente foi a Ninha, mas não sei o porquê. E também não estou muito interessada em saber. Ela nunca olhou na minha cara para conversar comigo na tribo, nunca fez questão nenhuma, e percebi que ela era uma pessoa com quem não convinha fazer amizade. Eu a tratava com muito respeito, muita educação, ela nunca vai ter nada para falar de mim. Eu aguentei muita coisa dela: perseguição, mentira, deboche, implicância. Desde o primeiro dia ela não parou. Só parou quando viu que eu não ia gastar energia brigando.  
   
Acha que teria se dado melhor na outra tribo?  
Se eu tivesse na tribo Lua, pode ser que, com alianças, conseguisse chegar um pouco mais longe. Me identifiquei com o jeito da Bruna, de rir, incentivar a galera. O Victor Hugo é uma pessoa que parecia ser chata, mas agora, aqui fora, poderia ter uma amizade com ele, sem dúvida nenhuma. Eu gosto de pessoas que falam de forma sincera. Acho que também me identificaria com o Rodrigo porque ele demonstrava uma certa maturidade, e eu gosto de conversar com pessoas assim. Acho que me encontraria ali naquele subgrupo da Bruna. 
   
Depois de uma sequência de vitórias, sem precisar se preocupar tanto com articular estratégias de voto, com essa derrota vimos a tribo voltar a se movimentar. Acha que o clima de amizade ainda deve permanecer pelos próximos episódios?  
Não é o perfil da tribo Sol ficar brigando, batendo boca, mas tem um sentimento de mágoa, com certeza, pairando no ar, pessoas se sentindo injustiçadas. Pode até não ter atritos, bate-boca, ofensas, mas que tem ali um sentimento de mágoa e injustiça, não tenho dúvidas.  
  
Agora fora do reality, se surpreendeu com o jogo de alguém?  
Não me surpreendi, já esperava, mas fiquei um pouco chocada com a coragem que certas pessoas têm de perder o limite das palavras. Me assustei quando vi a Ninha mentindo que eu fazia muito pouco na tribo. Fiquei chocada com o comentário dela falando que não votaria numa mulher preta, achei desnecessário e oportunista. Ela estava se sentindo ameaçada pelo Leo e precisava juntar votos, não teve nenhuma outra razão. Ela não deixou de votar em mim para votar nele por conta de princípios. Outra coisa que me chocou foi ver o Matheus me chamando de “café com leite”, achei meio absurdo. Eu não sei de onde ele tirou isso, não vi nada que me abonasse. Eu vi que ele corria mal, não sabia fazer força, carregar peso, se equilibrar, desatar nós, não contribuía em nada na tribo. Se fosse um embate mano a mano e eu tivesse que escolher alguém para disputar comigo dentro da tribo, eu o escolheria porque acho que seria o mais fácil de ser vencido. As outras habilidades que ele tem, enquanto eu estive lá, ele não mostrou.  
  
Quais aprendizados você leva dessa experiência?  
Levo aprendizados muito bons. Se abrir para o diferente é maravilhoso, ter coragem para de fazer o que a gente quer fazer. Eu nunca aceitei limites de ninguém. Os limites existem para ser respeitados, e não impostos. Eu adorei não ter me colocado limites e ter me permitido experimentar tudo isso. Saí sabendo que sou forte, corajosa.  
  
Para quem fica a sua torcida?  
A minha torcida vai para o Clécio. Quando saí da tribo, vi nele o sentimento de injustiça. Ele estava ali para viver, dar o melhor dele. Eu me identifiquei muito com ele. Também gostaria de torcer pela Flávia, mas vou esperar um pouquinho mais, vou ver como vai ser a postura dela. À princípio, minha torcida é toda do Clécio. 
  
'No Limite' tem exibição às terças e quintas, após ‘Pantanal’, com apresentação de Fernando Fernandes, direção de gênero de variedades de Boninho, direção artística de LP Simonetti e direção geral de Angélica Campos. O reality é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no ‘Survivor’, um formato original de sucesso. Ana Clara apresenta o ‘A Eliminação’ aos domingos, após o ‘Fantástico’.       

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