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"Profissão Repórter'' volta ao Vale do Javari e acompanha resgate dos corpos de Bruno Pereira e Dom Philips

Divulgação Globo

Desde o início de junho que os olhos do mundo se voltaram para a Amazônia. Inicialmente desaparecidos, o indigenista brasileiro Bruno Pereira, e o jornalista britânico Dom Philips, que já eram conhecidos pelo ativismo relacionado à Amazônia, tornaram-se um marco da violência na região quando os suspeitos do duplo assassinato foram presos e confessaram os crimes. Mas quem conhecia Bruno sabia que ele já vinha sofrendo ameaças, pelo menos, desde 2019. Este histórico será revelado no 'Profissão Repórter' desta terça, dia 21. O programa volta ao Vale do Javari, onde esteve naquele ano, e acompanha o resgate dos corpos dos dois homens em uma busca liderada quase que integralmente pelos indígenas da região. “Dessa reportagem sobre a perseguição e morte dos defensores da Amazônia, guardarei para sempre os que aprendemos com os indígenas investigadores de quatro povos: os Matis, os Matsés, os Kanamari e os Marubos”, relata Caco Barcellos

Bruno Pereira era servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão do Governo Federal responsável pelas políticas públicas destinadas aos povos originários brasileiros. Entre as diversas funções que exerceu, Bruno foi coordenador geral de índios isolados e atuou como guia da equipe do programa durante uma expedição da fundação na região durante 25 dias. Naquela época, já relatava que vinha sofrendo ameaças de madeireiros, garimpeiros e caçadores ilegais. A jornalista Danielle Zampollo, que estava nesta missão, em 2019, juntamente com o repórter cinematográfico Maycom Mota, recebeu mensagens com relatos de Bruno sobre a situação de angústia. 

Três anos depois, o ‘Profissão Repórter’ retorna ao Vale do Javari após o caso gerar repercussão mundial. Ao longo dos últimos dias, os repórteres Caco Barcellos e Thiago Jock fizeram a cobertura da investigação sobre o desaparecimento de Bruno e Dom Philips. Entretanto, quem liderou, do início ao fim, as buscas pelos homens foram os indígenas. Entre igarapés e lagos do rio Itaquaí, a reportagem observou o total conhecimento dos índios e a alta capacidade deles em reconhecer os sinais da selva. Os jornalistas acompanharam as primeiras pistas até o resgate dos corpos, feito de helicóptero, de Atalaia do Norte para Tabatinga, no Amazonas.

“No acampamento deles, ganhamos abrigo e caldo quente de pirarucu para enfrentar a noite fria. Durante o dia, fomos testemunhas das buscas deles no rio e na floresta, que levaram a descoberta dos locais da emboscada, dos assassinatos e do esconderijo dos corpos. Conhecemos o indígena Elizeu Marubo, um dia depois dele ter encontroado os objetos das vítimas amarrados no fundo de um lago. Ele estava abalado por pressentir as mortes de Bruno e de Dom”, relembra Barcellos. 

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar nesta terça-feira, 21, logo após o programa ‘No Limite’.

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