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'Globo Repórter' desbrava lagos e geleiras da Patagônia Chilena

Divulgação Globo

Sabe a sensação de estar um lugar que mais parece um quadro de tão perfeitas que são as cores, as luzes e toda a combinação ao redor? Mas trata-se de um cenário real, situado na Patagônia Chilena, por onde o 'Globo Repórter' desta sexta-feira, dia 15, fez uma verdadeira expedição. É nesta localidade mais ao sul do país que está na Carretera Austral, uma estrada que ostenta paisagens extraordinárias e dá acesso a um dos pontos mais remotos do Chile, o vilarejo de Villa O’higgins. A viagem durou dez dias e quem embarcou nessa foi a jornalista Fernanda Grael, que relembra como foi a experiência. “Percorremos 1247km durante o período. Cada dia era uma surpresa. Pegamos vento cortante, chuva na cara e até neve. Sempre em cenários deslumbrantes”, falou Fernanda que, embora já conhecesse a Patagônia, se impressionou com a beleza da região.
  
Um dos destaques do programa é a natureza local: percorrendo a Carretera Austral, é possível encontrar um dos seres vivos mais antigos do planeta. É o Alerce Andino, uma árvore da espécie “prima” do pinheiro, que vive mais de três mil anos. A madeira, muito resistente, despertou a cobiça do homem e, por isso que, atualmente, a árvore é protegida pelos órgãos chilenos. Cerca de 25% da espécie remanescente do mundo está no Parque Nacional Andino de Alerce.   

No decorrer na viagem, o ‘Globo Repórter’ parou em duas cidades que ficam às margens da Carretera - Chaitén, que, em 2008, ficou marcada por uma tragédia. O vulcão, que dá nome ao local, entrou erupção, causando uma avalanche que desceu pela cordilheira. Ao todo, 490 casas foram destruídas. Os moradores convivem até hoje com as lembranças daquele período e contam que aprenderam a se relacionar com o fenômeno natural. E Futaleufu, que ficou marcada pela adrenalina que o rafting proporcionou à equipe do programa. O rio de mesmo nome é o melhor do Chile e o terceiro do mundo para a prática do esporte radical.  

 “Este mesmo rio já esteve ameaçado por barragens e hoje é cenário para uma ótima atividade física que não prejudica a natureza, além de ser uma experiência inesquecível. Hoje, posso dizer que remei e fiz rafting num dos melhores rios do mundo”, acrescenta a jornalista, cuja sensação é compartilhada por Ricardo Trancoso, guia no local há 18 anos: “É a hora que a pessoa se desconecta. Não existem problemas. Assim que alguém toca a água, tudo flui”, descreve Ricardo.   

Ao chegar em Cerro Castillo é sinal de que a viagem está pela metade. Até esta cidade, já foram percorridos cerca de 700km. Na região, ficam as ilhas de mármore, que, há 300 milhões de anos, já foram fundo de oceano. Um caiaque leva Fernanda, que consegue entrar em um dos túneis. A equipe também fez registros dos paredões de gelo que, em virtude do aquecimento global, estão diminuindo e se desprendendo. Este é um dos reflexos das queimadas na Amazônia que vem atingindo a Cordilheira dos Andes.   

O encontro dos rios Baker e Neff é outra atração à parte, bem como os guanacos, simpáticos mamíferos, da família das lhamas e camelos, que são os moradores da região da América do Sul. Um casal norte-americano fez história na Carretera Austral: Douglas e Kristine Tompkins compraram terras ao longo da estrada e as transforam em parques nacionais. Tudo em prol da preservação da natureza e da saudável relação entre natureza e seres humanos. “A história que vamos contar fala sobre esperança e acreditar na força da natureza. Sobre cuidar, se importar, e fazer diferença na vida das pessoas e de um país”, finaliza Fernanda Grael.  

O ‘Globo Repórter’ desta sexta, dia 15, é exibido depois da novela ‘Pantanal’. 

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