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Marcos Oliveira: ''Não quero ser só pasteleiro, eu quero fazer outras coisas na minha vida, como esse personagem'', declara intérprete de papel especial em 'Poliana Moça'

Divulgação Francisco Cepeda/SBT

A partir desta sexta-feira, 15 de julho, o experiente ator, Marcos Oliveira, realiza uma participação especial na novela 'Poliana Moça', interpretando o “Romeu”, dono do “Parque Collodi”, um parque de diversão abandonado. Marcos comenta que está muito realizado com o convite da direção da trama e que esse seu personagem é diferente dos que já fez.

Romeu é o solitário dono do falido “Parque Collodi”. Por não aceitar a dura realidade da vida, Romeu se fechou para dentro dos portões do Parque, vivendo entre brinquedos e atrações que acumulam poeira. A escolha de ficar preso ao passado parecia ideal para alguém fugindo de ter que encarar seus problemas de frente. Irremediável e de temperamento forte, ele se recusa a assumir os erros que cometeu ao longo de sua trajetória profissional e pessoal. De início, ele aparenta ser apenas um senhor excêntrico, mas sempre que contrariado perde o controle das suas emoções e acaba explodindo. O que ele não sabe é que mesmo com essa braveza toda, o proprietário não deixa de ser uma figura engraçada e até cativante. Romeu vai enxergar a vida de outra maneira com a chegada de Pinóquio em sua vida.

A história de Romeu na trama inicia com a fuga de Pinóquio do esconderijo de Waldisney e Violeta. O boneco começa a caminhar pela cidade, ele visita a cova do amigo grilo, o Eucleto: “Eu estou em busca da minha liberdade, Eucleto. Está vendo isso aqui? São os cabos que me seguravam lá no computador, mas na verdade é muito mais que isso, esses cabos são a prova que um dia eu fui preso, aí toda vez que olhar para eles, eu vou lembrar de tudo que eu passei, de tudo que eu passava lá no esconderijo. Ai, eu vou saber porque eu devo seguir sempre em frente”, desabafa Pinóquio.

Explorando a região, Pinóquio se depara com um folheto do “Parque Collodi” e fica encantado, ele avista um taxista na rua, o Toquinho (Paulo de Pontes); o garoto de madeira pede para o motorista levar até o destino, que fica uma hora do local de origem, ele alega que os pais dele vão estar esperando no local e assim que desembarcar, ele vai pagar a corrida.

Ao chegar ao Parque, o jovem nota que está abandonado. Toquinho percebe que o garoto mentiu e que não irá pagar a viagem; o taxista avança para cima do Pinóquio, o boneco o empurra e foge em direção ao parque de diversão; Toquinho vai atrás.

O menino explora o lugar que um dia foi um ponto de grande sucesso, e é neste momento, que o personagem de Marcos Oliveira aparece: “Queres saber o meu nome? Romeu! O dono do Parque Collodi, o homem mais gentil que o mundo já viu”. 

Pinóquio se apresenta como Pinot. Os dois brincam de pescaria, tiro ao alvo, boca do palhaço, trenzinho do terror e na roda gigante batizada como Clotilde.

Romeu e Pinot (Pinóquio) vão viver entre tapas e beijos, e um vai aprender com o outro. Pinot é o visitante que fica apaixonado pelo Parque, mesmo falido, e aconselha o novo amigo, alegando que o senhor se apegou tanto às coisas, que esqueceu das pessoas. Romeu também valoriza o boneco, ele acha que o crescimento do nariz após mentir é um dom. Dois personagens, de diferentes idades e realidade, mas que vão ensinar muito sobre a magia do encanto e valores humanos.

“Olha, minha personagem, eu acho que é, um ‘bon vivant’ e sonhador. Ele sonha com esse parque há muitos anos. O parque é ele, entendeu? Então é muito gostoso quando ele recebe a visita do Pinot (Pinóquio), que é maravilhoso. Eu fiquei muito contente, muito feliz”, declara o intérprete.

Não é a primeira produção do ator no SBT. Ele participou de “Sangue do Meu Sangue”, 1995, dando vida a Targino. “Era uma novela de época, eu fazia o Targino [...] . E essa é a segunda vez que venho para cá. É um convite maravilhoso", diz Oliveira.

O artista acaba de passar por uma cirurgia para tratar uma fístula que tem na uretra, ele tem colostomia e andava com uma sonda na bexiga. Ele revela que passa por um momento difícil e o que mais deseja é se recuperar logo e trabalhar muito, já que considera o trabalho como uma forma de “dignidade”. 

Sobre o convite de contracenar ao lado do elenco de “Poliana”, ele expõe: “Foi muito legal, foi muito bom. A melhor coisa que temos na vida é o trabalho. Nem é tanto o compromisso com as coisas, como o sucesso... Mas o legal é você fazer um bom trabalho que as pessoas gostem. E esse é um trabalho diferente, entendeu? Não quero ser só pasteleiro, eu quero fazer outras coisas na minha vida, como esse personagem”.

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