''Aquilo que eu passei no Palmeiras não foi nem um terço de dificuldade que passei na minha vida'', revela Rony Rústico sobre estreia delicada no clube

Divulgação Lourival Ribeiro/SBT

O ''The Noite'' desta quarta-feira (09) recebe Rony Rústico, o artilheiro do Palmeiras na temporada, que não sentiu o peso de vestir a camisa 10 do maior campeão Brasileiro e do tricampeão da Libertadores. O convidado fala sobre sua história de superação, a origem do seu apelido e comenta o fato de não ser convocado para a Copa do Mundo.

Rony é abreviação de Ronielson. O atacante, camisa 10 do Verdão, ganhou outro apelido: Rústico. Téo José, narrador esportivo das transmissões do SBT, foi responsável pela denominação, que foi totalmente aprovada pelo jogador: “É um apelido que pegou muito, eu acredito que, não apenas eu, mas todos os torcedores palmeirenses gostaram [...] O Téo virou grande amigo da gente, amigo pessoal. Ele já foi na minha casa”. 

“O apelido é por causa da música da Blitz, ‘A Dois Passos do Paraíso’, na hora da locução fala sobre o Rony Rústico”, explica Roger do Ultraje a Rigor com uma curiosidade.

Rony leva seu pai para assistir a entrevista da plateia. Ele explica com exclusividade a história com Hércules, seu pai de criação, e o amor e parceria entre os dois, que foi simbolizado em um anel.

“A história do anel é a seguinte: Este ano, eu e o meu pai fizemos uma espécie de aliança. A gente já está praticamente 11 anos juntos, ele não é meu pai de sangue, é meu empresário. Quando eu comecei minha carreira foi ele que me ajudou. Este ano, a gente teve uma ideia de fazer um anel com nosso símbolo, uma aliança, eu e ele, um pacto para a gente não decidir nada sem pedir orientação para Deus. Nós fizemos esse pacto e cada um tem um anel. É o leão de Judá”, expõe o palmeirense. 

“É o Leão de Judá, representa Jesus nas nossas vidas, então, a gente queria de alguma forma materializar esse 11 anos, e nada mais justo que colocar Jesus nos nossos dedos”, completa o pai do convidado. 

Divulgação Lourival Ribeiro/SBT

Vila Quadros é um município do interior do Pará, cidade originária de Roni. Ele conta sobre a vida difícil que teve e como lutou para chegar e se tornar um grande nome no futebol brasileiro.

“Quando eu saí do interior foi para dar uma vida melhor para minha família, principalmente para minha mãe e para meus irmãos, e minha primeira venda, quando eu saí do Remo - eu fui para o Cruzeiro, na época -,  na minha primeira venda eu construí a casa da minha mãe, dei um carro para meu irmão se locomover com minha família. Tentei estruturar minha família primeiro para depois me estruturar”, diz o campeão.

A camisa de número 10 sempre vestiu craques do futebol. Rústico assumiu a vaga deixada por Luiz Adriano. No início, Rony recebeu críticas da torcida, com pouco rendimento. O entrevistado revela como agiu diante de tanta pressão:

“A pressão sempre vai existir. Aquilo que eu passei no Palmeiras não foi nem um terço de dificuldade que passei na minha vida. E a gente sabe que tudo é fase, que tudo passa, e eu acreditei que aquilo ia passar, e continue trabalhando, sempre com pensamento positivo. Eu sou um cara que não consigo chegar em nenhum clube e não deixar resultado, e é lógico que no começo quando as coisas não acontecem gera ansiedade, gera desconfiança. Eu olhava para trás e falava: ‘tudo que eu fiz lá no passado não valeu de nada ? Então, por que o clube me contratou? Não é à toa que estou aqui!’. Eu sempre mantive a cabeça muito boa, com tranquilidade, eu tenho uma fé muito grande e sou um cara muito persistente com o que eu quero”, afirma Rony.

Divulgação Lourival Ribeiro/SBT

Aos poucos, o atacante foi conquistando seu espaço, ganhando títulos importantes, disputando partidas marcantes e virando herói para a torcida do Verdão. Agora o jogador coleciona duas Copa do Brasil, um Brasileirão, duas Libertadores, uma Copa Sul-Americana, dois Campeonato Paulistas e outras vitórias. O atacante não foi convocado para a Copa do Mundo, mas espera que na próxima edição esteja nela: “Eu espero, mas é tudo no tempo certo”.

“Está sendo muito legal o reconhecimento, eu falo que é para poucos, principalmente quando você sai do interior, de onde eu vim é muito difícil. Você não tem expectativa de vida em relação ao financeiro. Eu falo que é para poucos, porque são poucos os jogadores que saíram de lá, então, eu sinto um cara muito privilegiado, eu sinto que tudo que está acontecendo na minha vida é um propósito que Deus colocou, e eu sou muito grato a Ele por isso. E para mim está sendo maravilhoso ser reconhecido mundialmente, estar em um clube muito grande com uma torcida maravilhosa”, diz.

E ainda no programa desta quarta, uma entrevista com a banda “Dr. Sin”, que está comemorando 30 anos de carreira, lançando um DVD acústico e relembrando os bons tempos: “A gente está muito feliz com 30 anos. Fizemos esse acústico que estamos muito orgulhosos; deve ser lançado no dia 02 de dezembro. E é uma coisa interessante quando você transforma em acústicos aquelas músicas pesadas e deixa em um formato maravilhoso, com orquestra, participações e fica bem mágico”, declara o vocalista Andria.

O The Noite é apresentado por Danilo Gentili e vai ao ar de segunda a sexta-feira, no SBT. Hoje, 00h30.

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