Ator, diretor, roteirista e escritor, Werner Schunemann, no 'The Noite' desta terça

Divulgação Rogério Pallatta/SBT

Danilo Gentili recebe Werner Schunemann, um grande nome da dramaturgia brasileira. Ator, diretor, roteirista e também romancista. Ele lança seu primeiro livro e conta a história da obra e da sua carreira no programa nesta terça-feira (08).

Lançou em dezembro do ano passado, o romance “Alice Deve Estar Viva”, seu primeiro livro. Werner sempre escreveu, mas postergou o momento da publicação, demorando quatro anos para criar a obra. 

“É uma história que eu tenho, há uns quatro anos, na cabeça. Eu gosto de contar histórias, eu tenho outras e eu escrevi alguns roteiros de filmes também. Essa história é a seguinte: a Alice desapareceu, e o ex-marido e a mãe dela saem procurando pistas de Alice, e de repente eles descobrem que estão sendo seguidos. Então, eles continuam procurando Alice porque acham que o desaparecimento tem a ver com essas pessoas que as estão seguindo. E a história é essa: uma perseguição e uma busca. Acima de tudo, é uma história romântica - porque eu sou romântico. É um thriller e, no fundo disso, é um romance o tempo todo. Tem muito ritmo", declara Werner.

Werner ficou nacionalmente conhecido na minissérie “A casa das 7 Mulheres”. O ator que, interpretou o General Bento Gonçalves, viveu a explosão da fama já mais velho, mas comenta a loucura e o assédio dos fãs na época da produção.

"Eu tinha 44 anos. Tinha feito muito cinema - eu vivia disso, né?! -, eu fazia filmes e dirigia filmes, mas a gente não tem ideia do efeito televisão até passar por ela. Por exemplo, o seu programa, Danilo, passa simultaneamente para milhões de pessoas. Então, você tem uma grande responsabilidade sobre isso, também. Mas, o fenômeno não tem como medir antes”, alega o diretor.

“Na época que a minissérie estourou, eu estava casado, com filhos. Essa coisa do assédio permanece até hoje, em menor escala hoje em dia, porque teve um momento quando a minissérie estourou - quando o meu personagem estourou - e eu não tinha condições de sair, na rua. Era impensável”, completa.

A interpretação para cinema, teatro e televisão são distintas, cada uma requer um tipo de dedicação diferente. Para o convidado, a novela é a mais complicada, porém é a que mais gosta de fazer. Sua primeira teledramaturgia foi ‘Kubanacan’. Werner também já participou de diversas produções, inclusive no SBT, na série “Z4”, em que interpretava o papel do produtor da boy-band que batiza a série.

“Já trabalhei aqui [SBT], e fiz uma série muito legal que se chama Z4. Eu gosto muito desse personagem (...) Ele inventou que precisava fazer um renascimento dessas bandas adolescentes, e monta essa banda desses quatro músicos e eles acabam fazendo sucesso", diz.

Nascido no Rio Grande do Sul, o escritor não resiste ao bom chimarrão, que inclusive, toma com o apresentador durante a entrevista: "O pessoal usa muito para estudar em universidade, tendo que virar a noite e tal. Eles usam chimarrão. É muita concentração de cafeína e tem vários princípios ativos. Um chá, né?! A minha família não tomava. Comecei a tomar com uns 16, 17 anos, depois que saí de casa. E é diurético".   

O artista é formado em história, já deu aula para turmas do ensino médio em paralelo ao teatro, mas parou de lecionar ainda novo, com aproximadamente 24 anos. Mesmo assim, ele acredita que ser historiador ajuda a compor detalhes de seus personagens.

“Não tem como esquecer que sou historiador, porque a gente acaba tendo uma espécie de metodologia de ver o mundo. Eu continuo vendo o mundo, as coisas, o nosso trabalho aqui como historiador. Eu estou percebendo como as coisas funcionam, como estão dentro da nossa época, que tipo de par de nicho que a gente está, sabe? É mais ou menos o que um historiador faz quando analisa o cotidiano de uma época. Para compor um personagem, me ajuda a entender como funcionam os hábitos”, comenta o gaúcho. 

Além de ator e escritor, Schunemann tem uma banda chamada “É só pedir que não sai". É um passatempo, mas vem amadurecendo a ideia de lançar algum trabalho musical. No final do programa, o entrevistado canta “À Palo Seco”, com o Ultraje a Rigor.

O The Noite é apresentado por Danilo Gentili e vai ao ar de segunda a sexta-feira, no SBT. Hoje, 01h00.

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