Apresentadora Nadja Haddad fala sobre altruísmo nos resgates de animais

Divulgação Lourival Ribeiro/SBT

Apresentado por Roberta Miguel, o 'Pod Ser Melhor' o podcast do SBT que ajuda espectador a solucionar problemas do cotidiano com um artista e um especialista, traz no episódio desta segunda-feira (19) a apresentadora Nadja Haddad e Noéle Gomes, mentora psicanalista e palestrante. Na conversa, as três vão dialogar sobre “propósito e missão”, relatar história e responder perguntas do público. O episódio de hoje acontece às 18h no canal da atração no YouTube. 

Noéle é especialista na Cosmovisão Africana, base de toda vida de trabalho da palestrante. Ela explica que existe uma diferença muito grande e pontual entre propósito e missão: “Dentro da visão africana, a gente fala que missão é igual para todo mundo. Todo ser humano tem três missões na vida, isso independente se é homem, mulher. A primeira missão de vida nossa é honrar nosso corpo como um templo, porque sem o corpo a gente não está aqui [...].  A segunda missão é deixar esse mundo um lugar melhor quando a gente chegou [...]. A terceira e última missão é ser feliz, mas ser feliz da nossa forma, não tem um manual, é sobre ser feliz do jeito que a gente se sente feliz. O propósito é aquilo o que a gente coloca como objetivo de vida, que faz com o que o coração transborde em tudo que a gente faça, e não só trabalho, tem que ter propósito para tudo na vida, propósito pessoal, propósito profissional, propósito para as relações”. 

Nadja ama os animais e já ajudou e resgatou diversos bichinhos. Em sua casa ela tem 7 cachorros. Agora que sua mãe está morando junto acrescentou mais dois, então, são 9 cães em sua residência animais, só na sua casa tem 7, a maior parte de resgate e adoção.

“O animal quando é resgatado, quando é adotado, ele demonstra uma gratidão que ensina tanto, qualquer coisa que você faça por ele, eles valorizam, e a gente consegue observar nas atitudes, no olhar, no jeitinho. O Igor já morreu, mas era um cachorrinho que dei para minha mãe, ele ficou sem andar - minha mãe é cadeirante. Ele desenvolveu uma síndrome, também parou de andar, não conseguiu ter mais uma vida independente. Minha mãe morava no Rio ainda, eu trouxe ele para São Paulo, fiz a reabilitação, ele passou a usar cadeirinha. Ele virou estrelinha há alguns anos, mas eu sei que ele foi embora reaprendendo a viver e deixando um legado de amor e aprendizado para todos nós”, comenta Nadja.

“Fora os cachorrinhos, eu resgatei um jumento -, que fica em uma área apropriada-,  outro cavalo, que acabou falecendo, e tem vários outros cachorrinhos que, no grupo que a gente tem aqui no SBT e outro que tem fora, eu ajudo a reabastecer e mais um recanto de animais de grande porte, que eu ajudo a reabastecer. Desde de criança eu amo os animais, sempre tive animais”, expressa Haddad. 

“Ao longo da vida foi me tocando o quanto os animais são importantes porque não tem voz, eles não conseguem reivindicar, eles se defendem atacando, sim, porque é instintivo, e quanto a raça humana é menos evoluída, principalmente em empatia e amor. Aí eu lembro a primeira vez que vi um gatinho ser atropelado na minha frente, a pessoa que fez isso sem dó foi embora [...]. Levei para o hospital, cuidei. Eu tive um apego tão grande naquele gatinho, mas eu não podia ficar com ele, porque era uma época que eu trabalhava muito fora, já tinha um ou dois cachorros em casa e ele precisava de cuidado, eu publiquei na época no Twitter e quem se manifestou para adotar? Tatá Werneck, eu não a conheci, ela foi ao hospital com uma amiga para pegar o bichinho e essa amiga ficou com a gatinha, que ela colocou o nome de Luz. Eu tenho uma tatuagem no pé escrito ‘eu sou Luz’, ai ela viu e disse: ‘ela vai chamar Luz, porque você foi luz na vida dela’”, finaliza o assunto.  

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