Movimento estudantil ganha destaque em série de Paulo Markun na TV Cultura

Divulgação TV Cultura

Neste sábado (28/1), a série Diretas Já exibe um episódio inédito sobre o movimento estudantil e a luta armada. Com direção e apresentação de Paulo Markun, vai ao ar às 22h30, na TV Cultura.
 
No terceiro episódio da série, muitos militantes relembram suas vivências dos protestos e tentativas de derrubar a ditadura pelas armas, que se reencontrariam anos depois no palanque das Diretas. Os estudantes tiveram suas organizações postas na ilegalidade em 1964, mas nem isso impediu os protestos que chegaram ao auge em 1968, com a prisão de todos os participantes do clandestino congresso da UNE, pouco antes que o AI-5 aumentasse a repressão e impedisse qualquer protesto.
 
Em seguida, vários grupos arregimentaram os estudantes mais ativos para seus projetos de revolução e derrubada da ditadura. Todos foram destruídos pelos órgãos de repressão, que tornaram as prisões ilegais, torturas e desaparecimentos a regra do jogo. E no ano de1973, os estudantes reapareceram na missa pela memória de Alexandre Vanuchhi Leme, aluno de Geologia da USP, preso e assassinado sob tortura.
 
Ao falar sobre 1977, a produção relembra o episódio em que a polícia de São Paulo, comandada pelo então Secretário de Segurança, coronel Erasmo Dias, invadiu a PUC e prendeu os participantes do III Congresso Nacional de Estudantes, deixando um saldo de vários feridos. O movimento estudantil ressurgiu adiante, agora incorporando a bandeira das diretas.
 
A produção cinematográfica foi realizada com recursos da Ancine e apoio da Cine Brasil TV, e licenciada para a TV Cultura. Foram 143 depoimentos exclusivos, captados entre 2014 e 2017. A produção foi finalizada em 2018, mas entraves burocráticos retardaram sua exibição.

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