Confira a nova entrevista com o eliminado do BBB 23: Fred Nicácio

Divulgação Globo/João Cotta

Esta é a segunda vez que Fred Nicácio é eliminado do 'BBB 23'. Depois de ganhar uma chance de voltar ao jogo na dinâmica de repescagem, o médico usou as informações externas que levava consigo de uma maneira diferente da que optou quando voltou do quarto secreto para o confinamento, no início da temporada. Desta vez, preferiu potencializar aliados no lugar de desestabilizar adversários, e esta foi uma decisão de que se orgulha. Apesar de ter perdido novamente a corrida pelo prêmio milionário, ele acredita que finalmente cumpriu com seu propósito no programa. “Faltava eu colocar alguns pingos nos ‘is’, falar algumas coisas para algumas pessoas, inclusive na Casa do Reencontro, por mais desconfortável que tenha sido para mim. Saio com a sensação de que fechei com chave de ouro aquilo que me propus a fazer. Talvez eu não tenha sido o melhor jogador, diante das expectativas que criaram sobre mim, mas com certeza fui o melhor missionário, cumpri a minha missão”, descreve em uma análise da própria trajetória. 
 
Fred também fala, na entrevista a seguir, sobre o jogo de Ricardo, detalha a construção de afeto com a adversária Larissa e comenta a acusação de ter feito um jogo confortável em sua segunda passagem pelo reality show. Confira:
 
Você foi o único participante que teve duas chances de retornar ao jogo na mesma edição do ‘Big Brother Brasil’. Acha que fez o melhor uso das informações externas que tinha quando voltou mais recentemente à casa ou teria feito algo diferente? 
Eu usei as informações para o meu conforto. Eu preferi esse lugar mais zeloso, sobretudo comigo mesmo. Usei as informações para motivar, incentivar e potencializar pessoas, alertar outras, e não para criar novos embates ou alfinetar ninguém; não era esse o meu objetivo. Então, acho que fiz um uso excelente diante daquilo que eu havia proposto para mim mesmo.
 
Você contou aos brothers que foi um protagonista da temporada até a sua eliminação. Acha que isso mudou na sua segunda fase no ‘BBB 23’? 
Acho que é como o Tadeu falou ontem no meu discurso de eliminação: “O Fred é como o sol: mesmo sem fazer nada, tudo gira em torno dele”. Isso já diz muita coisa. Mesmo eu não buscando treta, ela chega até mim (risos). Acho que eu fiz o que eu tinha que fazer, que era continuar em um lugar de protagonista. Só que tudo tem que ter um começo, um meio e um final.
 
O que te impediu de chegar à final desta vez? 
O que me impediu foi que as pessoas criaram uma expectativa em cima de mim que frustrou a elas mesmas. Foram expectativas frustradas, não a minha verdade, a minha realidade. Como quem vota é quem está aqui fora, essas expectativas frustradas podem ter me feito sair do jogo.
 
Ricardo e Bruna Griphao mencionaram que, depois do seu retorno, você passou a fazer um jogo confortável no BBB e até te chamaram de “planta”. Como enxerga esse apontamento? 
Acho que eles estão certos porque se eles estavam esperando um Fred como o da minha segunda temporada, eles realmente não encontraram. Isso porque é uma outra casa, outras pessoas e também um outro Fred. Então, é um outro jogo. Eu não sou caça-treta. Não tenho como ter embates com pessoas com quem eu não tenho embates. É um jogo de relacionamentos, estava lá para me relacionar. Se dentro dessas relações acontecem algumas situações de estresse, que a gente precisa brigar, ok. Agora, se elas não acontecem naturalmente, forçar isso não é, para mim, uma boa estratégia, não.
 
A indicação do Ricardo ao paredão te pegou de surpresa? Como foi lidar com a berlinda depois de já ter sido eliminado uma vez? 
Não me surpreendeu porque é uma pessoa que eu já não confiava no jogo. Mas eu decidi baixar a guarda porque a Domitila me pedia muito; ela solicitou que eu desse uma chance para a aproximação dele. Mesmo sentindo que não era para eu fazer isso, eu decidi ceder esse lugar, baixar a guarda e permitir que o Ricardo se aproximasse de mim. Mas, como eu sempre falo, informação é poder. Nesse momento em que eu baixo a guarda, ele começa a conseguir informações sobre mim que, antes, ele não conseguia. É como ele falava: “Eu tenho medo de você, Fred. Você aqui faz com que eu me veja cada vez mais longe do Top 3”. Então eu sei que a minha presença e a minha existência naquele lugar, por mais que eu fosse “planta”, incomodava ele e muito. Imagina se eu não fosse, né? (risos). E quanto a encarar o paredão, no dia da eliminação eu estava tranquilo. Mas, no dia anterior, eu me permiti ter medo, eu quis ter medo. Tem uma frase de uma música da Liniker que fala em “descascar o medo para caber coragem”. Eu sempre fiz isso, nesse jogo e na vida também. Mas, na segunda-feira, eu decidi não descascar o medo; decidi ter medo, ter a coragem de sentir medo, de acolher esse medo. Foi gostoso poder sentir medo dentro do BBB, uma coisa que eu não havia sentido lá dentro antes porque eu sempre fui o “Fredão, grandão e sem medo” (risos). Na segunda-feira vivi o lugar de acolher esse medo, chorar com medo, e depois eu fiz as pazes com outros sentimentos, como a gratidão e a tranquilidade de ter feito uma trajetória de que eu me orgulho e, não, que fosse bonita para os olhos dos outros.
 
Quando a berlinda se formou, você prometeu que as coisas iriam esquentar caso permanecesse na casa. O que teria feito, se tivesse a chance? 
Ia começar o cão caçando o gato: eu tentando botar o Ricardo no paredão e ele tentando me colocar. Ele tinha acabado de ganhar um novo embate direto, então ia ser assim, e a Sarah no meio desse tiroteio (risos). As coisas iriam esquentar muito porque eu iria colocar esse cara para fora da casa; se ele não me colocasse, o próximo seria ele. Depois que saí, pelo que conversei com as pessoas, isso pegou supermal para ele. Eu sabia que essa indicação minha, caso eu não saísse, seria a queda dele. Ele tinha que ter dado um tiro certeiro, e que bom para ele que ele deu (risos).
 
Você criou uma conexão com a Larissa na Casa do Reencontro e evitou votar nela quando voltaram à disputa. Qual foi a importância da Larissa naquele momento para você e como enxerga o jogo dela nesta segunda etapa do game? 
Larissa e eu tivemos um encontro muito legal na Casa do Reencontro. Depois da primeira discussão, em que eu falei tantas coisas para o Brasil e para pessoas que estavam lá, a Lari aproveitou o bonde e falou algumas coisas que ela tinha entaladas. Logo depois, ela olhou para mim e disse: “Vou embora”. Como lá não tinha muito lugar para ir, catei ela, levei para o banheiro, e falei para ela: “Não desiste. Se você não entrar na casa, não vai ser por isso e, sim, porque o Brasil não quer. Você não precisa fazer isso. Você lutou para estar aqui e, agora, é mais uma chance”. Então, ela saiu daquele buraco, ficou bem e, na quinta-feira, quem queria ir embora era eu (risos). E foi ela que fez esse mesmo gesto por mim. Ela falou: “Aquilo que você me disse ontem era a mais pura verdade, olha como estou hoje, mais forte. Já me reergui. Agora é a sua vez de se levantar também”. Então, teve essa troca, esse afeto. Até comentamos juntos que essa coisa de quarto era ruim porque eu super andaria com ela e ela comigo. A gente se entendeu nesse lugar e, depois, já na casa, ela me disse que conheceu um Fred amigo, acolhedor, que não havia conhecido na primeira vez. A gente se respeitou e se protegeu nesse lugar. A gente sabia que não ia jogar junto, mas também sabia que nossa conexão tinha sido real e verdadeira. Quanto ao jogo dela, a Lari entrou na pegada de botar fogo no parquinho, fazer e acontecer. Mas, acho que é muito sobre a expectativa das pessoas em cima da gente, que voltou. Acham que a gente voltou com superpoderes e isso não é uma verdade. Dentro do jogo, toda informação acaba se diluindo e a gente vai virando mais um participante como qualquer outro. Essa expectativa de que a gente volte, faça e aconteça, é uma expectativa externa, não é a nossa, pelo menos não era a minha. E ela pode acabar metendo os pés pelas mãos por estar nesse lugar. Mas, espero que ela encontre um jogo em que ela se sinta ela mesma e, não, o que esperam que ela seja.
 
Depois que vocês voltaram ao BBB, houve uma nova rixa entre os dois quartos. Por que acha que isso aconteceu?  
Porque voltaram duas pessoas de grupos opostos. Se voltassem duas do mesmo grupo, acho que isso também iria acontecer, mas seria menos visível porque só um grupo teria informações realmente valiosas. Como entrou uma de cada lado, cada grupo tinha informações que o outro não sabia. Acho que pegou mais fogo por causa disso.
 
Em contrapartida, o Ricardo permaneceu dizendo que jogava sozinho e, mesmo estando no quarto Fundo do Mar, votou em você. Como avalia o jogo dele? 
Eu vejo o jogo do Ricardo como um jogo duplo. Ele diz que joga sozinho, mas se beneficia dos grupos e vai para o lado da canoa que não está afundando. Se afunda o Deserto, ele está no Fundo do Mar. Se afunda o Fundo do Mar, ele está no Deserto. Assim ele cria uma camada de proteção onde ele não é alvo de ninguém. E acho que isso é mérito dele. Não é um jogo que eu consigo jogar nem que acho bonito, mas é uma forma de jogar. Se ele se sente confortável e tem sucesso nesse lugar, que bom, né?
 
Nos últimos dias, você afirmou que não tinha como proteger mais o Cezar no jogo. De que forma definiu suas prioridades naquele momento? 
O Cezar vinha demonstrando atitudes de não fechar com o grupo. Eu havia falado para ele algumas vezes que isso acabaria colocando-o em situações que a gente não conseguiria mais alcançar, que as pessoas deixariam de vê-lo como prioridade. Mas eu jamais iria soltar a mão dele, de maneira nenhuma, em questão de afeto, de estar ali para ele no que eu pudesse oferecer, como sempre ofereci. Agora, em questão de prioridade, todo mundo da casa sempre soube que a Domi [Domitila Barros] era meu pódio. Isso não era novidade para ninguém, não foi algo que eu defini depois. Foi uma história de amor que começou na minha primeira temporada; essa já era a terceira temporada do Doutor Fred no BBB (risos). Então, nada de novo em Paris. 
 
Que balanço faz desses 20 dias em que permaneceu no programa após a repescagem? 
Meu balanço é de missão cumprida. Faltava eu colocar alguns pingos nos “is”, falar algumas coisas para algumas pessoas, inclusive na Casa do Reencontro. São pautas pouco faladas e que precisam ser escrachadas. Então, quando eu volto, eu volto com esse gás de finalizar a missão que eu havia começado na minha primeira temporada. Saio com a sensação de missão cumprida, de que fechei com chave de ouro aquilo que me propus a fazer. Talvez eu não tenha sido o melhor jogador, diante das expectativas que criaram sobre mim, mas com certeza fui o melhor missionário, cumpri a minha missão.
 
Quem você acha que tem mais chances de vencer o ‘BBB 23’?
A Domitila porque ela é símbolo de coragem, resiliência, inteligência e jogo estratégico. E a Sarah Aline também. Acho que as duas são grandes potenciais para estar nesse Top 3 e eu estou torcendo por isso.
 
E quem você quer que ganhe a temporada? 
Torço pela Domi, primeiramente, e depois pela Sarah. Mas as duas estando na final, eu já fico extremamente feliz. Ah, e o Black [Cezar]! Ele é incrível. E seria incrível ver um pódio preto, sim, porque isso é reparação histórica e quem não entendeu, que vá estudar. Se pudesse, gostaria, sim, de Domi, Sarah e Black na final. Seria uma realização pessoal ver um pódio desse.
 
E no gshow tem mais Fred Nicácio. O ex-brother estará no ‘Mesacast BBB’ desta semana. Patrícia Ramos e Jeska Grecco conduzem o papo para saber como foram os primeiros dias do eliminado da semana fora do jogo. A transmissão acontece nesta sexta, às 12h, ao vivo no gshow e no Globoplay. E a versão on demand desse episódio do ‘BBB Tá On’ vai ficar disponível no gshow e nas plataformas de áudio para o público rever e ouvir quando quiser.
 
O ‘BBB 23’ tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção artística de Rodrigo Dourado e direção de gênero de Boninho. O programa vai ao ar de segunda a sábado, após ‘Travessia’, e domingos, após o ‘Fantástico’.
 
Além da exibição diária na TV Globo, o ‘BBB 23’ pode ser visto 24 horas por dia no Globoplay, que conta com 11 câmeras ao vivo, um mosaico com sinais simultâneos, dispõe do programa na íntegra, edições do ‘Click BBB’ e o ‘Bate-papo BBB’. Todos os dias, após a transmissão na TV Globo, o Multishow exibe uma hora de conteúdo ao vivo da casa, flashes ao longo do dia e o ‘BBB – A Eliminação’, exibido às quartas, às 20h. No gshow, além de votar e decidir quem sai do jogo, o público pode acompanhar conteúdos exclusivos, como o ‘Bate-Papo BBB’, a ‘Live do Líder’ e resumos do que de melhor acontece na casa.

Anderson Ramos

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