RECORD NEWS entrevista a canoísta brasileira Ana Sátila nesta sexta

Foto: Record News/Divulgação

No programa Elas Com a Bola desta sexta-feira (17/01), Mary Silvestre, Nayara Inorro e Matheus Teixeira receberam Ana Sátila, uma das principais referências da canoagem no Brasil, para uma conversa sobre sua jornada como atleta olímpica.

Aos 28 anos, Ana disputou sua quarta Olimpíada em Paris 2024, ficando em quarto lugar na prova de caiaque (K1) e em quinto na canoa (C1), melhor posição de um brasileiro na competição olímpica. Por sua perseverança, no final de 2024 Ana recebeu um prêmio dado aos atletas cujas histórias de superação são destaque. A premiação foi entregue pelo Comitê Olímpico do Brasil.  

Em entrevista ao Elas Com a Bola, a canoísta falou um pouco sobre o que representou os resultados da última Olimpíada. “É muito difícil você terminar em quarto lugar, estando ali do lado da medalha. Por um momento fiquei ao lado das outras três competidoras. Para mim, isso foi muito angustiante. Mas anos atrás, eu estava muito abaixo no ranking mundial, e hoje sou uma das favoritas. Acho que estou abrindo espaço para outros atletas, e acredito com muita confiança que meu momento vai chegar. Não foi em Paris, mas vai chegar em Los Angeles”, disse a atleta. 

Em seguida, Ana falou sobre os longos anos de preparação de um atleta de alto rendimento e o impacto que dessa preparação “Todo o meu dia é voltado para o esporte. Treinamos cerca de três vezes ao dia, e não sobra mais tempo para outras atividades. É uma vida muito solitária, porque você corre atrás de um sonho e faz sacrifícios que ninguém imagina. Às vezes, fico fora de casa por muito tempo, e as pessoas acham que viajar para a Europa por três meses é bacana. Mas não estamos lá para passear. É um sofrimento, porque são vinte e quatro horas focadas no esporte. Há uma responsabilidade muito grande, pois temos a Federação e o Comitê Olímpico investindo em nós, além de toda a população brasileira” declarou ela.
 
Por fim, Ana também relembrou suas primeiras experiências com o esporte e suas expectativas para os próximos anos. “Meu pai sempre foi apaixonado por esporte. Desde criança, fiz de tudo um pouco: natação, boxe, canoagem, corrida. Criei esse vínculo desde cedo e tenho lembranças marcantes da minha infância competindo, e tudo isso me formou como pessoa. Por isso tenho que continuar batalhando, é uma grande caminhada, e eu tenho que continuar batalhando. Quando você decide entrar nesse ciclo olímpico, já tem em mente que serão mais quatro anos desse esforço, entregando tudo para o esporte. Por isso digo que meu momento vai chegar”, voltou a ressaltar a atleta.

Anderson Ramos

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