Documentário inédito ''A Bahia Me Fez Assim'' explora ritmos, clássicos e novos talentos da música baiana

Àttooxxá e Larissa Luz reinventaram juntos a primeira música gravada no Brasil.
Crédito: Divulgação/Curta!

Celeiro de músicos imprescindíveis da MPB como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Caetano Veloso e João Gilberto, a Bahia conta com muitos outros talentos que formaram sua rica mistura de ritmos e sons. Alguns deles estão no documentário inédito ''A Bahia Me Fez Assim'', de Sérgio Machado, que estreia com exclusividade no Curta!.
 
Com direção e roteiro de Sérgio Machado e com Alê Siqueira assinando a direção musical, o filme explora os ritmos baianos, apresenta encontros entre artistas de diferentes gerações e acompanha o processo de elaboração de releituras para composições clássicas da Bahia. A obra foi viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e tem produção da Janela do Mundo.
 
''A gente tem um papel protagonista na formação musical brasileira desde a época de Brasil colônia'', afirma o clarinetista Ivan Sacerdote.
 
Em seis encontros criativos, músicos de diferentes gêneros são convidados para regravar canções de baianos do passado. A proposta é simples: eles se encontram sem nada preparado e, em apenas um dia, reimaginam uma faixa icônica. O documentário começa, claro, pelo começo. A primeira música gravada no Brasil, de Xisto Bahia, em 1902, o lundu ''Isto É Bom'' ganha nova versão de Àttooxxá e Larissa Luz.
 
No segundo dia, uma homenagem à malandragem com a canção ''Camisa Listrada'', de 1937, de Assis Valente. Para novos sons a esse samba, que ficou eternizado pela voz de Carmem Miranda, se juntam Afrocidade, Rachel Reis e Iuri Passos. A terceira canção é ''Como Vovó Já Dizia'', de Raul Seixas e Paulo Coelho. Censurada pela Ditadura em 1973, foi reinterpretada no carisma e no talento das Ganhadeiras de Itapuã e Yayá Muxima, transformando o rock nacional em um swing de roda.
 
''Aqui a gente recebeu uma diversidade absurda de pessoas. Não é só ritmo, o ritmo está associado a um povo, então há diversos povos, diversas línguas. Estamos sempre fazendo rodas, círculos de tambores. Sempre fazendo com que esses elementos dialoguem: o ferro, o atabaque, o coro'', ressalta Iuri Passos.
 
O documentário apresenta também a nova versão de um dos grandes clássicos da música brasileira. Fundamental para a formação da Bossa Nova, o álbum ''Chega de Saudade'', do juazeirense João Gilberto, tem as raras ''Hô-Bá-Lá-Lá'' e ''Bimbom'' celebradas pelo primeiro bloco afro do Brasil, Ile Ayê, Tiganá Santana e Ivan Sacerdote no quarto encontro. A quinta música homenageia Letieres Leite, falecido em 2021, com a Orkestra Rumpilezz e Rumpilezzinho tocando ''Honra ao Rei''.
 
A musicalidade e as relações humanas calorosas são exaltadas no documentário, que finaliza a conexão entre passado e presente com Novos Baianos na última e sexta música. O álbum Novos Baianos FC, de 1973, traz a música ''Sorrir e Cantar como Bahia'', repaginado pela nova geração com Xênia França, vencedora do Grammy Latino, e Melly, artista revelação do Prêmio Multishow.

"Eu escolho os caminhos que Xênia não escolhe e Xênia escolhe os que eu não escolho. Então a gente tem de chegar a comum acordo. E isso, assim é um processo de criação em conjunto, em aberto", detalha Melly.
 
''A Bahia Me Fez Assim'' é uma produção da Janela do Mundo, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O filme também pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br) a partir do dia 26. A estreia é no dia temático Segundas da Música, 25 de agosto, às 22h30.

Xande de Pilares e Tossan deram novas vozes ao trabalho de Sonia Santos.
Crédito: Divulgação/Curta!

Xande de Pilares e Priscila Tossan regravam canções do álbum 'Crioula', de Sonia Santos, em episódio inédito de 'Os Ímpares'
 
De voz forte e marcante, a cantora Sonia Santos participou de um momento especial na história da música brasileira com “Crioula”, álbum de 1977. O disco celebra a cultura nacional com muito samba, samba-funk e soul, exaltando a força da mulher negra e do trabalhador. As letras de canções como “Lavadeira” e “O Bom Malandro” ganham novas versões nas vozes de Xande de Pilares e Priscila Tossan, em episódio inédito da segunda temporada da série “Os Ímpares”, que estreia com exclusividade no Curta!.
 
Viabilizada pelo canal Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a série resgata álbuns icônicos da música nacional ao convidar artistas da cena contemporânea para reimaginar duas canções, produzindo novos sons para trabalhos marcantes. A direção é de Isis Mello e Henrique Alqualo, e a direção musical é assinada por Felipe Pinaud.

No episódio que leva seu nome, Sonia recorda que, quando o álbum foi gravado e lançado, não havia muita preocupação com vendas ou sucesso comercial. Era uma época de frescor e liberdade criativa, com novos sons invadindo as praças e rádios com mensagens relevantes e batidas envolventes.
 
''Era uma época que estava acontecendo muita coisa boa na música brasileira. Época de Cassiano, de Tim Maia, de Luiz Melodia. Na minha cabeça o que pegava era o seguinte: como e qual era o poder daquela música em juntar aquela voz em uníssono do povo?'', relembra a artista em entrevista por vídeo.
 
O poder da música de Sonia Santos fincou o pé na cultura nacional e perdurou para as novas gerações. Xande de Pilares conta que gosta de pesquisar pelo extenso catálogo da arte nacional músicas para regravar, e encontrou nesse disco muitas coisas interessantes e inspiradoras. Sua missão foi reimaginar ''O Bom Malandro''.
 
''Quando você vai interpretar o que já foi interpretado, é como chegar na casa de alguém: não se entra sem pedir licença e limpar os pés. E assim aconteceu com essa música. Eu preciso entrar, mas não posso exagerar. Se pegar a interpretação dela e a minha, vai ver que não saio da linha dela, mas coloco algumas coisas que eu gosto'', conta Xande de Pilares, que voltou a tocar cavaquinho só para gravar para a série.
 
A produção acompanha as gravações na Cia. Dos Técnicos, estúdio em Copacabana, revelando bastidores e detalhes do processo criativo das novas versões. Para a artista Priscila Tossan, reinterpretar ''A Lavadeira'' foi uma honra, fortalecendo um sentimento de identificação e agradecimento pelo trabalho de vanguarda de Sonia, como ela, uma mulher negra.
 
''Não conhecia Sonia Santos, e me amarrei. Timbre dela é muito forte, traz dor, mas, ao mesmo tempo, esperança. Achei a letra dessa canção de uma força tremenda e fiquei muito feliz de gravar'', afirma.
 
''Os Ímpares'' é uma produção da Das Minas Produções, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O episódio pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br). A estreia é no dia temático Segundas da Música, 25 de agosto, às 21h.

Segundas da Música – 25/08

21h - ''Os Ímpares - 2ª Temporada'' (Série) Episódio: Sonia Santos - INÉDITO E EXCLUSIVO

Lançado por Sônia Santos, o álbum Crioula marcou o samba com modernidade e identidade, sem perder suas raízes. Direção: Henrique Alqualo e Isis Mello Duração: 27min Classificação: 10 anos Horários Alternativos: dia 26 de agosto, às 01h e às 15h; dia 27 de agosto, às 09h; dia 30 de agosto, às 20h20; dia 31 de agosto, às 13h10.

22h30 - ''A Bahia Me Fez Assim'' (Documentário) - INÉDITO E EXCLUSIVO

A Bahia Me Fez Assim apresenta um panorama da música produzida no estado a partir de encontros musicais e seus processos criativos de releitura de clássicos do cancioneiro baiano. Direção: Sérgio Machado Duração: 71min Classificação: Livre Horários Alternativos: dia 26 de agosto, às 02h35 e às 16h35; dia 27 de agosto, às 10h35; dia 30 de agosto, às 16h35; dia 31 de agosto, às 22h35.

Terças das Artes – 26/08 -

22h - ''Joan Miró De Perto'' (Documentário)

Joan Miró foi uma figura icônica no mundo artístico. Quanto mais o tempo passa, mais seu trabalho se torna universal: ultrapassa fronteiras e gêneros, vai além de museus, está nas paredes de prestigiadas instituições e se estende ao design e à arquitetura. Este documentário traz a excepcional presença de Joan Punyet Miró, seu administrador e neto, e acessa seu estúdio, revelando arquivos nunca vistos para descobrir a faceta menos conhecida do artista: sua privacidade. Direção: Albert Solé Duração: 52 min Classificação: Livre Horários Alternativos: dia 27 de agosto, às 02h e às 16h; dia 28 de agosto, às 10h; dia 30 de agosto, às 10h; dia 01 de setembro, às 00h40.

Quartas de Cena e Cinema – 27/08

21h30 - No Intenso Agora (Documentário)

Documentário político que justapõe, através de imagens de arquivo, uma série de acontecimentos diferentes da década de 1960, como: a revolta estudantil em Paris, a Primavera de Praga, em meio à dominação da União Soviética, e a China de 1966 sob o regime de Mao. Esses episódios históricos foram presenciados e filmados pela mãe do diretor João Moreira Salles, que os reuniu neste filme. Direção: João Moreira Salles Duração: 127 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: dia 28 de agosto, às 01h30 e às 15h30; dia 29 de agosto, às 09h30; dia 30 de agosto, às 20h50; dia 31 de agosto, às 15h10

Quintas do Pensamento – 28/08

22h - ''Jacques Derrida - O Filósofo da Desconstrução'' (Documentário)

O filósofo Jacques Derrida foi um dos mais notáveis pensadores do século XX, trabalhando suas teorias em diversos campos como literatura, arquitetura, linguística, psicanálise e outros. Ele foi precursor de uma reflexão crítica sobre a filosofia e seu ensino, e foi o criador da teoria da desconstrução, divulgada inicialmente nos anos 60. Direção: Virginie Linhart Duração: 52 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: dia 29 de agosto, às 02h e às 16h; dia 30 de agosto, às 14h30; dia 31 de agosto, às 20h30; 01 de setembro, às 10h

Sextas de História e Sociedade – 29/08

22h30 - ''Watoriki: - Conversa com Davi Kopenawa'' (Documentário)

''Watoriki'' é um testemunho do pensamento e da biografia de um dos mais importantes líderes indígenas do Brasil, o xamã Davi Kopenawa Yanomami. A partir de entrevistas, ele relata detalhes de sua vida, fatos históricos do povo Yanomami e como sua experiência como intérprete e tradutor do mundo dos brancos (napë) o levou a lutar pela floresta. Direção: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha Duração: 90 min Classificação: Livre Horários alternativos: dia 30 de agosto, às 02h30; dia 31 de agosto, às 13h40; dia 01 de setembro, às 16h30; dia 02 de setembro, às 10h30.

Sábado - 30/08

23h10 - ''Martin Luther King: Um Homem Marcado'' (Documentário)

Símbolo mundial da luta por direitos civis e pelo combate à desigualdade racial, Martin Luther King Jr. tem sua trajetória narrada neste documentário, que mostra como o então diretor do FBI, J. Edgar Hoover, empreendeu grandes esforços para frear o líder negro, incluindo escutas em hotéis e cartas ameaçadoras. O pastor batista pregava a não-violência e o amor ao próximo, valores eternizados no discurso “Eu tenho um sonho”, proferido durante a Marcha sobre Washington, em 1963. Sua filosofia, no entanto, não era confundida com passividade, já que Luther King liderou manifestações e boicotes, além de ter organizado grupos e conferências que discutiam, sobretudo, as questões raciais. O ativista, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1964, foi duramente perseguido pelo FBI até o fim da vida, em 4 de abril de 1968, quando foi assassinado. A produção, dirigida por Edward Cotterill, conta com depoimentos de historiadores, jornalistas e ativistas envolvidos com o movimento negro, além de imagens de arquivo da época. Direção: Edward Cotterill Duração: 52 min Classificação: 12 anos

21h30 - ''Count Basie: Por ele mesmo'' (Documentário)

A biografia contada pelas próprias palavras de Count Basie revela as paixões e ambições que inspiraram o famoso pianista de jazz. Direção: Jeremy Marre Duração: 60 min Classificação: Livre

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