No Arena dos Saberes, Clayton Nascimento reflete sobre racismo e trajetória marcada por resistência e arte

Foto: Erbs Jr.

Nesta quinta-feira (23/10), às 20h, vai ao ar mais uma edição inédita do programa Arena dos Saberes, na TV Cultura. Desta vez, Gabriel Chalita conversa com o ator e dramaturgo Clayton Nascimento sobre seus trabalhos e o sucesso da peça Macacos. No quadro Terceiro Sinal, o bate-papo é com o ator Raphael Elias, que conta a respeito de sua atuação no espetáculo Djavan: O Musical – Vida para Contar.
 
O monólogo Macacos trata sobre a vida negra no Brasil, preconceitos e o racismo presentes no país. Clayton revela que a peça tem a ver também com a sua própria história e que foi uma caminhada de trabalho. ''Peguei 36 anos de 'nãos' e transformei em um bom 'sim'... Em uma peça que me representasse'', diz. O ator enfatiza, ainda, sobre a importância de democratizar a arte. ''Foi garra de quem saiu do Jabaquara, periferia de São Paulo, entrou na USP, filho de manicure, filho de pedreiro... Eu precisava fazer alguma coisa e aí escrevi a peça'', acrescenta.
 
Entre os nomes de referência que o inspiraram a criar o monólogo estão: Amiri Baraka (escritor norte-americano), Leda Maria Martins, Conceição Evaristo, Zezé Motta, Elza Soares e Machado de Assis. Durante a entrevista, Gabriel Chalita pergunta a visão do ator do porquê criou-se a ideia de que não existe racismo no Brasil. Entre os motivos, Clayton responde que falta identidade com o próprio povo e comenta sobre o perigo de transformar o mundo em uma monocultura: ''É sempre frágil, alguém vai precisar deixar de existir para que um único núcleo esteja pronto, dado, feito''.

E no quadro Terceiro Sinal, o ator Raphael Elias fala do processo de sua participação em Djavan: O Musical – Vida para Contar. O artista conta que a música o acompanha desde pequeno, com influência e apoio dos pais, e que ser o protagonista do musical é uma realização. 

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