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| Dirigida por Miguel De Almeida, série ''São Florestas'' é exibida nas terças, às 20h, no SescTV. Foto: Santa Rita Filmes. |
Em fevereiro, o SescTV exibe os três últimos episódios inéditos da série documental São Florestas, produção dirigida e apresentada pelo jornalista Miguel De Almeida, que propõe um olhar contemporâneo sobre os desafios sociais, ambientais e econômicos da Amazônia brasileira. A produção aborda temas centrais da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, dialogando diretamente com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de metas globais que articulam erradicação da pobreza, proteção ambiental, justiça social e fortalecimento institucional.
Ao longo da série, cada episódio se conecta a um ou mais ODS, traduzindo essas diretrizes internacionais em experiências concretas vividas por comunidades amazônicas, pesquisadores, cooperativas e organizações da sociedade civil. O resultado é um mosaico de vozes e práticas que revelam como sustentabilidade, justiça e desenvolvimento não são conceitos abstratos, mas processos enraizados no território, na cultura e nas relações de trabalho e convivência.
O episódio ''Vida Terrestre'' (3/2) acompanha iniciativas de produção agrícola sustentável no Acre, com destaque para a atuação da Coperacre, cooperativa que articula extrativismo, agrofloresta e geração de renda a partir da floresta em pé. Técnicos, lideranças locais e pesquisadores demonstram como a preservação da biodiversidade se conecta à segurança alimentar, ao enfrentamento da pobreza e à permanência das populações no território. Para a pesquisadora Tatiane Deade de Abreu Sá, da Embrapa, as mudanças climáticas são um grande desafio e exigem a articulação entre ciência e saber local: “os moradores são os pesquisadores contínuos, que acompanham diariamente o que acontece”. O episódio dialoga com os ODS ligados à vida terrestre, ao consumo responsável e à redução das desigualdades.
Em ''Paz, Justiça e Instituições Eficazes'' (10/2), a série desloca o foco para o papel da informação, da transparência e do diálogo na construção de uma Amazônia mais justa. O episódio acompanha a atuação da Amazônia Real, agência de jornalismo independente especializada na cobertura socioambiental da região, que trabalha a partir do diálogo direto com comunidades e povos indígenas. Para a indigenista Neidinha Suruí, de Porto Velho (RO), a existência de um veículo comprometido com a escuta e a proteção das fontes é decisiva. ''Ter alguém em quem a gente pode confiar, onde é possível expressar o que sentimos sem medo, é o poder de levar a notícia e saber que, com ela, nossos direitos podem ser garantidos'', comenta. A partir dessa perspectiva, o programa articula comunicação, justiça e participação social como fundamentos para instituições mais eficazes e para a defesa dos territórios amazônicos.
Encerrando a temporada, ''Parcerias e Meios de Implementação'' (17/2) destaca iniciativas que articulam comunidades locais, governos e organizações nacionais e internacionais em ações concretas de preservação e desenvolvimento sustentável. O episódio evidencia que enfrentar os desafios amazônicos exige alianças duradouras, capazes de transformar compromissos em políticas públicas, práticas econômicas responsáveis e resultados efetivos — princípio central dos ODS que orientam a cooperação global para o desenvolvimento.
Ao alinhar a complexidade da Amazônia aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, São Florestas reafirma o compromisso do SescTV com a difusão de conteúdos que articulam meio ambiente, ciência e cidadania, convidando o público a refletir sobre caminhos possíveis para um futuro socialmente justo e ambientalmente equilibrado.
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Programação
