Amazônia Ancestral revela a origem das artes dos povos originários em episódio inédito no canal Curta!

Episódio estuda manifestações culturais dos primeiros povos nas Américas.
Crédito:Divulgação/Curta!

Os estudos sobre a história da ocupação humana na região da Amazônia seguem quentes e sem consenso. Das poucas certezas, fica a compreensão que os povos originários produziram culturas, tradições e artes valiosas, que perduram até hoje, em diferentes manifestações. O quarto e inédito episódio da série ''Amazônia Ancestral'', que estreia com exclusividade no Curta!, apresenta a origem de algumas dessas artes e a importância delas para os seus descendentes. A série completa está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários.
 
Viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a produção é da Z Filmes. A direção e o roteiro são de Zienhe Castro, que busca em ''Os Primeiros Amazônidas'', a partir, de cerâmicas e pinturas, refazer e contar as primeiras histórias da região.
 
Com técnicas apuradas que unem ciência e tradição, povos que ocuparam a região onde hoje está Santarém, no Pará, deixaram sua história contada na argila. Hoje, a tradição segue viva com o talento de novas gerações.
 
''Eu fiquei maravilhado com essa história ancestral que nós temos aqui na região, que é tão forte. Antes eu achava que não fazia parte desse meio, que fazia apenas réplicas. E hoje me vejo nesse processo, dando continuidade a uma coisa tão importante para nossa região. Toda vez que a gente fala em tapajônico, marajoara, a gente traz de volta essa cultura que estava esquecida'', ressalta o ceramista e arqueólogo Jefferson Paiva, que aprendeu o ofício com o pai e o avô.
 
O episódio também destaca a importância dos povos tradicionais para as descobertas arqueológicas. A partir do contato com os moradores da região, que ensinam a ler e entender a imensidão amazônica, é possível descobrir novos lugares, preservar espaços e valorizar a educação patrimonial
 
A região do Tapajós abriga em suas manifestações artísticas a diversidade da Amazônia. Além da cerâmica, murais com pintura rupestre conectam o passado ao presente, ensinando às novas gerações os valores e riquezas de suas culturas.
 
''À medida que as informações alcançam o grande público, eles começam a ver a importância de conhecer e de preservar. Porque os sítios arqueológicos são páginas de um livro, se você destrói um sítio, você arranca uma folha. Então a gente tem que entender a importância desses lugares únicos. Tudo isso ajuda a compor um quadro que conta a história dos povos antigos que viveram na Amazônia'', defende a arqueóloga e historiadora Edithe Pereira.
 
Além de ''Os Primeiros Amazônidas'', a série também apresenta os episódios ''Marajó Ancestral'', ''Amazônia é mulher'', ''Saberes Originários'', ''Amazônia Negra'', ''O Futuro é Ancestral''. ''Amazônia Ancestral'' pode ser vista no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br). A estreia é no dia temático Sextas de História & Sociedade, 20 de fevereiro, às 20h.
 
Chiquinha Gonzaga (Crédito:Divulgação/Curta!)

Curta! abre alas para a história de Chiquinha Gonzaga sob olhar feminino
 
No carnaval, o Curta! e o streaming CurtaOn – Clube de Documentários trazem o documentário ''Chiquinha Gonzaga – Música Substantivo Feminino'', sobre a instrumentista, maestrina e compositora pioneira entre as mulheres na música brasileira. Para contar sua história, o filme convida historiadoras, filósofas, escritoras, musicistas e outras especialistas, todas mulheres. As canções de Chiquinha são apresentadas pelo Grupo Chora – Mulheres na Roda.
 
Da parte de sua mãe, Chiquinha era neta de uma escravizada alforriada, enquanto seu pai era um militar de alta patente do Exército Imperial Brasileiro. Diferente de muitas mulheres de seu tempo, teve acesso ao letramento e à erudição das elites da época. Ainda jovem, foi presenteada com um piano — instrumento frequentemente destinado às moças, por não ser possível carregá-lo para apresentações fora do ambiente doméstico.
 
Ainda jovem, casou-se com um comandante da Marinha Mercante. O marido esperava que o casamento fosse afastá-la de sua dedicação à música, o que não aconteceu. O casal viveu uma relação conturbada, até que Chiquinha deixa o marido e é renegada por sua família, que a impede de criar os três filhos nascidos da relação.

Apesar das dificuldades diante dessa separação forçada, Chiquinha se torna uma mulher livre. ''Esse desejo de liberdade de Chiquinha Gonzaga acompanha toda a vida dela. Ela se liberta do marido e vai se libertando de todo tipo de grilhão'', conta Edinha Diniz, biógrafa da artista. O momento era de ebulição social em uma sociedade que vivia diversas transformações no fim do século XIX. Nascia, então, uma efervescente vida noturna na cidade e uma crescente demanda por profissionais da música — e Chiquinha precisava encontrar formas de se sustentar financeiramente, além de dar aulas de piano.
 
Passa, então, a circular pelos meios boêmios do Rio de Janeiro, conhece pessoas diversas, se apresenta em casas noturnas, vende suas próprias canções e passa a compor para peças de teatro. Convive também com ex-escravizados e, com eles, aprende uma musicalidade bem diferente dos clássicos europeus. Daí nasce a riqueza de sua obra, que reúne sua erudição com o que era produzido na música popular da época, como polcas, maxixes e marchas-rancho — inclusive a famosa ''Ó Abre Alas'', a primeira canção carnavalesca brasileira que, até hoje, é bastante entoada por blocos de carnaval e foliões. No entanto, por vir de uma família com recursos, conseguia transitar também entre a elite cultural e política carioca da época.
 
O documentário traz também o debate racial, baseado no fato de que a historiografia oficial parece ter “embranquecido” Chiquinha e ignorado suas raízes negras. ''Ela tinha a experiência materna e a experiência da escravidão muito próximas, e por isso sua negritude precisa ser reivindicada. Quando ela se junta com outros intelectuais, com outros artistas, pensando a questão da escravidão negra, isso também empretece seu pensamento. Quando ela se aproxima dos lundus, das músicas das ruas, isso empretece sua musicalidade, isso empretece Chiquinha'', analisa a socióloga Carolina Alves.
 
Além da luta abolicionista e por sua própria liberdade, Chiquinha — já consagrada como artista — criou a primeira entidade de proteção aos direitos autorais de compositores teatrais, a SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), abrindo portas para que outras mulheres pudessem registrar suas próprias obras musicais.

Chiquinha optou por ser livre em uma sociedade na qual as mulheres estavam destinadas a desempenhar os papéis de mãe e esposa, mas não de artistas independentes. Curiosamente, hoje é considerada a ''mãe'' da música popular brasileira.
 
''Chiquinha Gonzaga – Música Substantivo Feminino'' é uma produção da Cinegroup viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O filme também pode ser assistido no CurtaOn – Clube de Documentários, streaming disponível no Prime Video Channels – da Amazon -, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A exibição é no dia temático Segundas da Música, 16 de fevereiro, às 23h.

Segundas da Música – 16/02

23h – ''Chiquinha Gonzaga – Música Substantivo Feminino'' (Documentário)

Filha de uma mulher negra liberta e de um homem branco de família aristocrática, Chiquinha Gonzaga enfrentou as barreiras sociais e morais do seu tempo para construir uma obra duradoura que perpassa diversos gêneros musicais. Atenta às sonoridades da rua, ela se tornou um ícone da liberdade. Direção: Igor Miguel, Juliana Baraúna. Duração: 56 min. Classificação: A Livre. Horários alternativos: dia 17 de fevereiro, às 03h e às 17h; dia 18 de fevereiro, às 11h; dia 22 de fevereiro, às 01h.

Terças das Artes - 17/02

18h - ''Raiz - Arte Afro-Brasileira Contemporânea'' (Série) Episódio: Dalton Paula - A Utopia Agora - INÉDITO E EXCLUSIVO

Com o projeto Sertão Negro que integra artes plásticas e práticas sustentáveis, Dalton Paula leva seu trabalho (e dos artistas que passam por seu projeto) aos quatro cantos do planeta. Direção: Fabiano Maciel Duração: 14 min Classificação: A Livre Horários Alternativos: dia 18 de fevereiro, às 04h e às 12h; dia 19 de fevereiro, às 06h; dia 21 de fevereiro, às 19h; dia 22 de fevereiro, às 11h30.

21h– ''Niemeyer - A Vida é Um Sopro'' (Documentário)

Um filme que se pauta na poética das formas de Oscar Niemeyer para reconstruir a história do maior ícone da arquitetura moderna brasileira. Uma trajetória indissociavelmente ligada às transformações do país no século XX. No documentário, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a arquitetura moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas, como a insignificância do homem diante do universo. O filme é costurado por imagens de arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades como os escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor Chico Buarque. Direção: Fabiano Maciel Duração: 90 min Classificação: A Livre Horários alternativos: dia 18 de fevereiro, às 01h e às 15h; dia 19 de fevereiro, às 09h; dia 21 de fevereiro, às 22h; dia 22 de fevereiro, às 13h10.

Quartas de Cena & Cinema – 18/02

21h30 - ''Truffaut: Segredos de um Cineasta''

Um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX, François Truffaut realizou mais de vinte filmes e conseguiu conciliar sucesso de público e de crítica na maior parte deles. Por meio de depoimentos de críticos de cinema, jornalistas, atores e amigos, o documentário explora a vida e obra desse grande diretor. Direção: Gregory Draï e Jérôme Bermyn Duração: 52min Classificação: A 12 anos Horários alternativos: dia 19 de fevereiro, às 01h30 e às 15h30; dia 20 de fevereiro, às 09h30; dia 21 de fevereiro, às 15h30; dia 22 de fevereiro, às 21h30.

Quintas do Pensamento - 19/02

21h - ''Caixa Postal'' (Série) - Episódio: ''Viagem - Graciliano Ramos e Dalcídio Jurandir''

Opostos complementares no panorama da literatura realista brasileira. O primeiro, Graciliano Ramos, de Alagoas, é árido, sertanejo e preciso. O segundo, Dalcídio Jurandir, do Pará, é aquático, caboclo e mítico. Contudo, eram ambos amigos e entusiastas um do outro. Talvez exatamente por isso: por serem diferentes dentro de um contexto literário diverso, como é o brasileiro. Direção: Hilton Lacerda e Leticia Simões Duração: 26min Classificação: A 10 anos Horários Alternativos: dia 20 de fevereiro, às 01h e às 15h; dia 21 de fevereiro, às 11h30; 23 de fevereiro, às 09h.

Sextas de História & Sociedade - 20/02

20h – ''Amazônia Ancestral'' (Série) Ep: ''Os Primeiros Amazônidas'' - INÉDITO E EXCLUSIVO

No quarto episódio, a narrativa viaja pelas camadas do tempo para revelar as civilizações ancestrais que moldaram a Amazônia milhares de anos antes da chegada dos colonizadores. Através da arqueologia, da cerâmica e das pinturas rupestres, o episódio desmonta visões reducionistas sobre a região, apresentando-a como um berço de inovação, complexidade social e conhecimento avançado. Direção: Zinhe Castro Duração: 26min Classificação: A 10 anos Horários Alternativos: dia 21 de fevereiro, às 00h e às 12h; dia 22 de fevereiro, às 18h; dia 23 de fevereiro, às 14h; dia 24 de fevereiro, às 08h.

Sábado – 21/02

20h30 – ''We Want The Funk - A História da Funk Music'' (Documentário)

Uma viagem pela história do funk, de suas raízes africanas e no jazz às inovações de James Brown e ao som de Parliament Funkadelic. Urbano e pulsante, o gênero refletiu o pós-Direitos Civis, revelando como sua explosão dialogou com as dinâmicas políticas e raciais da América urbana dos anos 1970. Direção: Stanley Nelson e Nicole London Duração: 90min Classificação: A Livre 

Domingo – 22/02

20h – ''Malcolm X - Por Qualquer Meio Necessário'' (Documentário)

Com base nos relatórios de vigilância do FBI e nas últimas revelações em torno do assassinato de Malcolm X, o documentário faz um retrato desse importante ativista americano, que lutou pelos direitos da população negra com a força de sua oratória. Direção: Maurí­cio Farias Duração: 52 min Classificação: A 12 anos

Anderson Ramos

O Universo da TV é o site ideal para quem quer ficar por dentro das novidades do mundo da televisão. Aqui, você encontra notícias sobre TV paga, programação, plataformas de streaming e muito mais. É o único site que traz uma cobertura completa da TV, pra você não perder nada. facebook instagram twitter youtube whatsapp telegram bluesky threads

O que achou da notícia? Deixe-nos saber!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do O Universo da TV.

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato