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| Foto: CNN Brasil |
A modelo e influenciadora Mariana Goldfarb afirmou que já acreditou que precisava estar ao lado de um homem para ser validada socialmente, mas que mudou de perspectiva após viver relações marcadas por violência emocional. ''Eu já fui a mulher que achou que um homem do lado era importante para ser respeitada pela sociedade, mas recalculei a rota. Hoje, eu me dou minha casa, minha companhia. Eu não estou sozinha, eu estou comigo'', disse. A declaração foi feita em entrevista a Mari Palma no programa Na Palma da Mari – Especial de Verão, que vai ao ar nesta quinta-feira (26), às 20h, no canal CNN Pop, no Youtube.
Durante a conversa, Goldfarb fez um alerta sobre sinais de abuso em relacionamentos. ''Sempre existem sinais e o desconforto não é à toa. Se eu pudesse dizer algo para as mulheres, é: não espere a água bater na bunda para procurar ajuda. Desconfie dos 'cuidados' excessivos que disfarçam violência e saia o quanto antes, porque não existe final feliz para essa história. O outro não vai mudar.''
Ela também falou sobre saúde mental e disse que hoje entende o bem-estar de forma ''integral''. ''Saúde vai muito além de você se alimentar bem. É como a gente cuida da nossa cabeça, das nossas relações, do ambiente de trabalho, do que a gente assiste e lê. Tudo isso é nutrição.''
Ao relembrar o período em que enfrentou anorexia, afirmou que só percebeu a gravidade do problema depois de superá-lo. ''Eu me olhava no espelho muito magra e não me achava magra o suficiente.'' Segundo ela, a tentativa de se encaixar em padrões impostos pela mídia foi ''um desperdício de vida''.
Goldfarb contou que chegou a estudar nutrição para compreender o transtorno alimentar, mas que hoje reconhece que as questões eram mais profundas. ''O buraco é muito mais profundo do que a aparência.''
A modelo também abordou feminismo e amadurecimento. Disse que, no passado, via outras mulheres como concorrentes, em busca de validação masculina. ''Hoje eu quero é que todo mundo suba junto.'' Para ela, ''a mulher se cura em bando''.
Sobre a maturidade, afirmou que a vida após os 30 trouxe mais honestidade consigo mesma. ''A gente não pode querer lutar contra o tempo, porque isso traz profunda infelicidade.'' Segundo Goldfarb, a segurança vem do ''trabalho interno'', não da aparência. ''O que adianta ser linda se não tem nada para oferecer além de um minuto e meio de conversa superficial?''
Ela ainda destacou a importância das amizades femininas. ''O meu ciclo de amizades é muito potente. Eu me nutro delas e tenho certeza que elas também se nutrem de mim.''
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