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| Foto: Globo/Daniela Toviansky |
O 'Especial LED Globo' chega à Globo hoje, 1º de abril, após o 'BBB26', celebrando a força da educação que transforma vidas Brasil afora. Pelo segundo ano, a apresentadora Eliana conduz o programa contando histórias reais, emocionantes e inspiradoras de seis projetos vencedores do Prêmio LED Globo. Iniciativas que representam a diversidade geográfica e cultural do país e são exemplos concretos de soluções capazes de transformar a educação e o futuro.
Em 2026, além de apresentar as histórias de cada projeto vencedor, o 'Especial LED Globo' vai virar palco de apresentações musicais emocionantes. A mamãe do ano, Mari Fernandez, homenageia os vencedores da categoria Estudantes com a música 'Um lugar ao Sol', do grupo Charlie Brown Jr. Para emocionar os ganhadores da categoria Empreendedor, Rael apresenta a música 'Tá Escrito', do grupo Revelação. Já a cantora Manu Bahtidão celebra os vencedores da categoria Educadores interpretando a música 'Tocando em Frente', de Almir Sater.
Os projetos vencedores do Prêmio LED Globo foram selecionais entre mais de 2300 iniciativas inscritas, divididas nas categorias Estudantes, Educadores e Empreendedores, e partilham o prêmio total de R$ 1,2 milhão. Em cinco anos de existência, o Prêmio LED Globo já distribui mais de R$ 6 milhões em premiação e reconheceu 30 inciativas inovadoras, incluindo as vencedoras desta edição.
E os brasileiros podem fazer parte desse momento especial. Após a exibição do 'Especial LED Globo', será aberta a categoria de Voto Popular, no site do Movimento LED movimentoled.com.br, para escolha da sétima iniciativa vencedora de 2026, que vai ganhar R$ 100 mil. O resultado será anunciado no dia 8 de abril, no 'Encontro com Patrícia Poeta'.
Com direção artística de Patrícia Carvalho, supervisão artística de Bianca Lopes, produção de Natália Dumas, produção executiva de Fernanda Neves e direção de gênero de Claudio Marques, o programa revela os seis vencedores do Prêmio LED Globo 2026, iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho que reconhece práticas educacionais inovadoras, com patrocínio da Fundação Bradesco. O especial será reexibido nos dias 12 de abril, às 22h15, e 14/4, às 14h, no GNT e nos dias 13/4, às 21h30, e 19/4, às 13h, no Canal Futura.
Conheça os projetos ganhadores
Categoria Empreendedor
O projeto Laboratório de Criação em Cultura, de Selene Maria Rocha, de Fortaleza (CE), é um programa que atua na formação em alimentação, integrando educação, pesquisa e inovação social. O LAB reúne jovens, agricultores, povos tradicionais e produtores para qualificar produtos e tecnologias sociais. Seu método une saberes populares e científicos, valorizando territórios e promovendo autonomia. A iniciativa é conduzida em parceria com o Instituto Dragão do Mar e o objetivo é formar protagonistas e fortalecer uma cultura alimentar local e sustentável.
Em São Paulo, a iniciativa Maracatu Sensorial, de Irton Mário Silva, foi desenvolvida pelo Instituto Som da Pele a partir das demandas de estudantes surdos por protagonismo musical. O projeto criou a metodologia MusiLibras, que traduz ritmo em estímulos visuais por meio do Metrônomo Visual. Surgiu em Recife, com o grupo Batuqueiros do Silêncio, e se expandiu por oficinas e apresentações, conectando arte, tecnologia e acessibilidade, valorizando a escuta corporal e visual. Atua na formação de educadores e no fortalecimento de territórios periféricos. A missão é reparar silenciamentos históricos e garantir acesso digno à música para todos os corpos.
Categoria Educadores
Do Munícipio da Serrinha (BA), Thales Lima do Nascimento criou o Biocimento, um projeto que une educação, sustentabilidade e impacto social. A iniciativa transforma resíduos em blocos ecológicos feitos de papel reciclado e fibra de coco, sem uso de areia. O objetivo é criar calçadas acessíveis e de baixo custo para a comunidade. O projeto envolve estudantes, reduz a evasão escolar e aplica o aprendizado na prática. Em parceria com o Conjunto Penal, promove educação e ressocialização por meio da construção civil. Assim, gera benefícios ambientais, sociais e formativos.
Do norte do país, Leia Sousa idealizou o Tecer Mulher, de Marabá (PA), que promove a inclusão digital de mulheres idosas da região amazônica por meio do uso de smartphones e aplicativos. A iniciativa surge diante das vulnerabilidades de gênero, idade, escolaridade e acesso à tecnologia. Desenvolvido no âmbito da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, o projeto utiliza metodologias andragógicas e o modelo ADDIE. As ações ocorrem em oficinas presenciais e intergeracionais, com apoio de estudantes universitários. Incluem diagnósticos, materiais acessíveis e avaliação do aprendizado. O objetivo é ampliar a autonomia digital e reduzir a exclusão tecnológica na Amazônia.
Categoria estudantes
O FiltroPinha, iniciativa de Carnaíba (PE), idealizada por Beatriz Vitória da Silva, surgiu no Quilombo do Caroá para transformar resíduos da produção de farinha em solução ambiental. O projeto enfrenta o problema da manipueira, resíduo altamente tóxico gerado nas casas de farinha. A proposta cria um filtro de baixo custo feito com cascas de pinha, fruta comum na região. O filtro reduz contaminantes e permite a reutilização da água no processo produtivo. Os resíduos do filtro são reaproveitados como fertilizante de liberação lenta. A iniciativa une ciência, saber popular e educação técnica para gerar impacto socioambiental sustentável.
No Rio de Janeiro, a estudante Ysabelle Gonçalves criou o projeto True que surgiu em 2023 no itinerário de Humanas do 1º ano do Ensino Médio da Firjan SESI SENAI Maracanã. Inicialmente focado na violência contra a mulher, evoluiu para abordar a violência escolar. O jogo, em formato de baralho, trabalha causas, casos, soluções e ações por meio da gamificação. Os jogadores debatem situações de violência, justificam escolhas e refletem coletivamente. O projeto ganhou também uma versão digital em aplicativo, ampliando o alcance. Os testes indicaram alto engajamento e impacto educativo, tornando-o uma ferramenta transformadora.
