'O RISO E A FACA', premiado em Cannes, estreia nos cinemas brasileiros nesta quarta (30)

Johnathan Guilherme e Sérgio Coragem em cena de O RISO E A FACA - foto: divulgação

Considerado um dos dez melhores filmes do ano pela revista Cahiers du Cinéma e premiado no Festival de Cannes 2025, O RISO E A FACA, dirigido por Pedro Pinho, estreia amanhã (30/04) nos cinemas brasileiros. Produzido pela Bubbles Project, o longa é uma coprodução entre Brasil, Portugal, França e Romênia e entra cartaz em 11 capitais do país: Aracaju, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A distribuição é da Vitrine Filmes, em parceria com a RioFilme.

Na trama, acompanhamos Sergio, engenheiro português enviado por uma ONG a uma metrópole africana. Sua missão é fazer um estudo sobre o impacto ambiental da construção de uma estrada. Lá, ele se envolve com dois moradores locais, Diára e Gui. O trio é vivido por Sergio Coragem, conhecido por filmes como Verão Danado e Fogo-Fátuo; a cabo-verdiana Cleo Diára, que venceu o prêmio de Melhor Atriz na mostra Un Certain Regard, em Cannes, por este filme; e Jonathan Guilherme, ex-atleta de vôlei brasileiro que trocou as quadras pela arte e hoje é poeta em Barcelona, onde mora.

A atriz cabo-verdiana Cleo Diára em cena de O RISO E A FACA - Foto: divulgação

Inspirado na música homônima do cantor e compositor baiano Tom Zé, o longa lança um olhar sobre a relação entre Europa e África, marcada por invasões territoriais e dominação econômica, a fim de mostrar que esse vínculo ganhou novos gestos, tons e formatos com o passar do tempo.

Pinho diz que o filme parte ''da ideia central da relação entre o poder e os corpos dos 'outros''' e afirma que o longa ''mergulha no calor sufocante, nos escritórios climatizados das ONGs, nos jipes brancos, nas ruas empoeiradas, nas buzinas dos carros e nas festas glamourosas — todos, símbolos da presença da comunidade expatriada num cenário de capitalismo pós-colonial''. Segundo ele, ''no coração do filme está o eterno ‘encontro’ entre a Europa e África, em contraste com uma batalha furtiva por um devir queer, que se desenha nas discotecas e nas ruas de uma cidade da África Ocidental''.

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