A inteligência artificial já deixou de ser tendência para se tornar uma prática consolidada no mundo corporativo. Segundo André Fehlauer, CEO da Livelo, 85% dos funcionários da empresa já utilizam a tecnologia diariamente. O movimento, afirma ele, deve se intensificar nos próximos anos, com impacto direto na dinâmica de consumo e no relacionamento com clientes. Fehlauer é o convidado da semana do programa Capital Insights, que vai ao ar nesta quinta-feira (14), às 19h, no CNN Money.
''Se você conhece alguém que trabalha numa empresa que não está discutindo sobre a inteligência artificial, mude de emprego'', afirmou o CEO. Para ele, o avanço da IA não apenas amplia a produtividade, como também cria um novo modelo de interação. ''O engajamento do cliente vai acontecer por uma interface diferente'', completou.
Inteligência artificial e a nova lógica de consumo
Fehlauer projeta um futuro próximo em que transações deixarão de ser realizadas diretamente por pessoas e passarão a ocorrer entre agentes digitais. ''Não muito longe, eu vou provavelmente conversar com seu agente. O agente da Livelo vai conversar com seu agente. A compra será feita por esses intermediários digitais e não mais por pessoa física ou jurídica'', explicou.
Segundo ele, essa transformação exigirá rápida adaptação das empresas. ''Quem não tiver essa capacidade de atender a essa demanda vai ter muita dificuldade no futuro'', afirmou.
Impactos do caso 123 Milhas
O CEO também comentou os impactos da recuperação judicial da 123 Milhas, em 2023, caso que gerou desconfiança no mercado de fidelidade. Para o executivo, embora o episódio tenha sido negativo, seus efeitos já foram superados. ''Quando acontece um episódio como esse, é ruim para qualquer negócio. Mas isso ficou no passado e hoje o impacto já se dissipou'', avaliou.
André destacou ainda a importância da responsabilidade na gestão e da solidez financeira dos programas de fidelidade. ''Hoje temos aproximadamente 140 bilhões de pontos em estoque. Somos responsáveis por isso e temos capital alocado para fazer frente aos resgates'', disse.
Ele acrescentou que o caso reforçou a necessidade de elevar o nível de governança no setor. ''É importante trazer cada vez mais empresas sérias para esse segmento'', completou Fehlauer.
